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BORBOLETA EVOLUI ATÉ A ESTANQUEIDADE TOTAL

Projetos em segmento de cone das válvulas borboleta triexcêntricas garantem vedação total, tornandos-as indicadas para fluÍdos perigosos e altas pressõeS

 
E D U A R DO   V O N   D R E I F U S 

Divulgação

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A Tricentric: contato entre sede e anel só no fechamento completo

As válvulas borboleta são conhecidas por serem leves, econômicas, terem boa performance como válvula de controle e aplicáveis numa larga faixa de tamanhos. No entanto, sempre tiveram restrições com relação à aplicação.
Ou eram estanques para baixas pressões e temperaturas ou permitia-se um determinado nível de vazamento para condições de operação à pressão e temperatura mais elevadas. Além disso, depois de determinado tempo de operação, mesmo as válvulas inicialmente estanques apresentam nível crescente de vazamento decorrente do desgaste natural das partes internas.
Para solucionar esse problema, as válvulas borboleta evoluíram a partir do modelo convencional, com disco simétrico, para as válvulas de alto desempenho (uni ou biexcêntricas) até as válvulas triexcêntricas.

A evolução – As primeiras válvulas borboleta foram construídas com disco simétrico e eixo no plano da selagem e da tubulação. A vedação dessas válvulas é baseada na interferência entre o disco e o assento. A deformação da sede em elastômero ou outro material resiliente garante a estanqueidade da válvula.


Os materiais utilizados na sede, como Buna N, Neoprene, EPDM, PTFE, somente podem ser utilizados em baixas temperaturas, até cerca de 180º C e baixas pressões. Com a constante movimentação do disco, essa sede sofre desgaste e após um determinado número de ciclos, as válvulas começam a apresentar vazamentos, necessitando manutenção para a substituição dos elementos vedantes.


As válvulas de alto desempenho (high performance), uni ou biexcêntrica, têm como característica principal a localização do eixo de movimentação do disco deslocado em relação ao plano da vedação e nos casos de biexcentricidade, o eixo também é localizado fora do eixo do disco. Esse arranjo cria um movimento tipo came do disco, eliminando o contato entre o anel de vedação e a sede quando a válvula encontra-se aberta.

 

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Convencional

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Alto desempenho


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Triexcêntrica*

*Modelo Tricentric

A vedação é feita através da interferência com anéis de elastômeros ou elemento resiliente para válvulas com classes de vedação ANSI V ou VI, ou com anéis metálicos, na configuração metal/metal, porém com restrições quanto à classe de vedação. Usualmente, essas válvulas têm classes menores ou iguais a ANSI V.

As válvulas high performance podem ser utilizadas em condições sujeitas a maiores pressões e temperaturas que as válvulas convencionais, porém as que têm sedes resilientes possuem as mesmas restrições quanto à máxima temperatura de operação que as válvulas convencionais, podendo suportar, normalmente, pressões até classe ANSI 600. As sedes metálicas também sofrem desgaste e podem ser danificadas quando o fluido contém sólidos.
O nível de vedação está, conforme cada projeto de válvula, vinculado à pressão e à temperatura de operação.

 

 
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