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TINTAS
CONSUMIDOR PINTA MAIS
E FAZ SETOR MUDAR
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CRESCIMENTO DO DO IT YOURSELF FAZ
INDÚSTRIA DE TINTAS CAPRICHAR NAS INFORMAÇÕES IMPRESSAS NAS LATAS
E FORMULAR PRODUTOS DE APLICAÇÃO FÁCIL
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MARCELO FAIRBANKS
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O consumo brasileiro
de tintas acompanhará a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, estimada ao
redor de 4%. O segmento voltado para a construção civil, também denominado de tintas
imobiliárias ou decorativas, foi responsável pela recuperação de demanda verificada
durante 1999, embora com notável redução do valor médio da produção, evidenciando o
predomínio da chamada segunda linha no mix de vendas. Cabe mencionar a influência da
desvalorização cambial sobre os resultados do setor, cujo faturamento no ano passado
totalizou US$ 1,69 bilhão, contra US$ 1,98 bilhão em 1998. Estatísticas do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo
(Sitivesp) mostram que só as linhas decorativas e as aplicadas em sistemas gráficos
(impressão) registraram aumento de demanda em 1999 quando comparados os volumes vendidos
com os de 1997, ano de melhor desempenho setorial.
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Stock
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Consumidor precisa ser orientado
para escolher a tinta certa para cada aplicação
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Os mais de 175 milhões de galões de
tintas decorativas vendidos no Brasil no ano passado trouxeram inovações, tanto nas
formulações, quanto nas embalagens e no uso de canais diferenciados de
vendas.
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| Cuca Jorge |
A chave para
entender as transformações pelas quais passa o segmento decorativo consiste no fato de o
usuário final estar assumindo, cada vez mais, a tarefa da compra da tinta. Trata-se de um
passo intermediário ao do it yourself (ou bricolagem) americano, que também vai ganhando
adeptos no Brasil. Enquanto tivermos desemprego alto no País, sempre vai haver
oferta de pintores de parede a preço baixo, comentou Paulo Roberto Moreira, diretor
comercial da Sherwin-Williams do Brasil. A conseqüência disso é a baixa
qualificação desse tipo de profissional.
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Moreira: formulações específicas
crescem |
Tanto no caso da bricolagem, como no dos pintores sazonais, cabe à indústria de tintas
atuar em duas frentes: melhorar a qualidade de informações sobre a aplicação e o
desempenho do produto, na lata e no ponto de vendas, e, ao mesmo tempo, elaborar
formulações de aplicação simples, que evitem diluições complicadas e, quando
possível, dispensem preparo meticuloso do substrato. A tinta precisa ser à prova
de leigo, advertiu Moreira.
É preciso orientar o consumidor a escolher a tinta mais adequada para a
aplicação, disse o gerente de marketing para tintas imobiliárias da Basf, Miguel
Bruno. Segundo informou, há muita confusão no mercado por causa do hábito brasileiro de
identificar a tinta pela resina com a qual é feita. Na América Latina as tintas se
dividem em linhas para interior e para exterior, enquanto por aqui se fala em acrílicas e
vinílicas, comentou. Os consumidores e a maioria dos pintores não conseguem
relacionar a família química com o melhor uso, incorrendo em erros que comprometem a
proteção do substrato ou a durabilidade da pintura.
De forma genérica, Bruno aponta as características principais das famílias. As
acrílicas formam películas mais flexíveis e resistentes, sendo recomendadas para uso na
parte externa das construções. Já as vinílicas apresentam aplicação mais fácil, com
melhor acabamento e cobertura de imperfeições de superfície, sendo indicadas para as
áreas interiores. As resinas acrílicas e as vinílicas podem ser modificadas com a
introdução de outros polímeros. Dessa forma podem ser obtidas, por exemplo, as linhas
estireno-acrílicas ou vinil-acrílicas, cujos usos variam principalmente em função da
situação econômica do cliente. Falar nisso apenas aumenta a confusão na cabeça
do comprador, afirmou o gerente.
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