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A Torre da PqU opera a seis ciclos de concentração
PQU USA ÁGUA
FLUVIAL NA TORRE
E ECONOMIZA US$ 2,7 MI POR ANO
PROJETO PERMITE À PETROQUÍMICA
UNIÃO, DE MAUÁ-SP,
UTILIZAR APENAS O POLUÍDO RIO TAMANDUATEÍ PARA ABASTECER SUA TORRE DE
RESFRIAMENTO,
E DEIXAR DE PAGAR PELA CARA ÁGUA MUNICIPAL
ALTINO BENTO E RICARDO FERNANDES
O principal
sistema de resfriamento instalado na Petroquímica União (PqU), em Mauá-SP,
apresentava diversos problemas associados ao uso de água de reposição de má
qualidade e em combinação com as condições operacionais críticas dos
trocadores de calor. As fontes de água de reposição disponíveis para esta
instalação eram água municipal e fluvial.
A qualidade da água municipal é excelente, sendo a sua maior desvantagem o
alto custo de US$2,95/m3. Embora o custo da água fluvial (Rio Tamanduateí)
seja mais baixo, US$0,32/m3, sua qualidade é muito inferior do ponto de vista
de corrosão, deposição e fouling (incrustração) microbiológico. A água
fluvial passava por processo de filtração e cloração, entretanto, continuava
a apresentar um alto nível de amônia, matéria orgânica, turbidez e sólidos
suspensos.
| Tabela 1 -
Composição da água fluvial
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Além disso, são encontrados vários tipos de microrganismos na
água do Rio, inclusive bactérias anaeróbicas. A metalurgia do sistema é
constituída por cobre, latão admiralty, cobre-níquel e aço carbono,
possuindo trocadores com água tanto do lado casco quanto do lado tubo. Em conseqüência da má qualidade da água fluvial e das
severas condições operacionais dos trocadores com baixa vazão de água e alta
temperatura de película, surgiam vários problemas, quando o sistema de
resfriamento não era tratado de maneira adequada.
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Tal como documentado, a planta apresentou uma rápida e intensa
perda de transferência térmica nos trocadores de baixa vazão, parada de
trocadores de calor individuais, ou de produção inteiras, além de substituição
freqüente dos feixes de troca térmica. Afora as condições operacionais
desfavoráveis, o sistema também apresentava vazamentos de processo de
hidrocarbonetos, com sensível impacto sobre o programa de tratamento em termos
de manutenção de um controle eficaz da corrosão, da deposição e dos
microrganismos.
A solução para esses problemas, ou seja, a aplicação no sistema de um
programa de limpeza em linha, englobou uma tecnologia de produtos resistentes
aos halógenos, à base de AEC/HRA/HPSI (Dianodic Plus, da BetzDearborn), que
trouxe os seguintes benefícios à unidade da PqU:
– Economia de US$2,7 milhões por ano através da utilização de 100% de água
fluvial como reposição na torre de resfriamento, ao invés da mistura de água
municipal/fluvial.
– Operação da torre de resfriamento com ciclos maiores, ou seja, seis
ciclos. Isto levou a uma redução de 28 m3/h na descarga da torre, minimizando
o impacto ambiental e diminuindo os custos do programa de tratamento.
– Redução das taxas de corrosão em aço carbono e cobre/liga, ou seja,
menor que 2 mpy e 0.3 mpy, respectivamente, levando a um prolongamento da vida
útil dos equipamentos e redução dos custos operacionais e de manutenção.
– Aumento da confiabilidade operacional das unidades de processo. Com base nos
dados coletados até o presente, será possível alcançar a meta de cinco anos
de campanha.
Também procuramos deixar claras as economias e os resultados do programa, o
qual dividimos em duas fases:
| Fase
I – A primeira fase do programa foi a limpeza em linha e foi realizado de
setembro a novembro de 1998. Face a deficiência da transferência de calor decorrente de
problemas de corrosão, deposição e contaminação microbiológica, o índice
operacional da planta apresentava-se inferior do que a sua capacidade projetada.
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Tabela 3 - Trocadores de calor -
dados operacionais |
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Nesta época, a torre de resfriamento operava com 4,5 ciclos e a água de reposição
consistia de uma mistura de 70% de água fluvial e 30% de água municipal.
A monitoração do sistema indicava que a contagem microbiológica, o nível de
bactérias redutoras de sulfato e as taxas de corrosão eram consistentemente
elevados. Em conseqüência, alguns dos trocadores de calor críticos exigiam
limpezas freqüentes. Foi implantado, em setembro de 1998, um programa de
limpeza em linha para solucionar estes problemas e otimizar a taxa de produção.
Foram utilizados monitoramentos exclusivos e representativos para acompanhar a
evolução do programa de limpeza em linha.
Fase 2 – Consiste no tratamento propriamente dito e começou em
setembro de 1998, estendendo-se até o presente momento.
Simultaneamente, com a aplicação do programa de limpeza em linha, foi aplicado
um novo tratamento ao sistema de resfriamento com a tecnologia Dianodic Plus com
o objetivo de alcançar as seguintes metas principais:
1) Utilizar 100% de água fluvial como reposição;
2) Operar a torre com 6 ciclos de concentração;
3) Campanha de 5 anos, sem limpeza dos trocadores de calor;
4) Manter as taxas de corrosão do aço carbono e cobre/ligas inferiores a 2,0
mpy e 0,3 mpy, respectivamente.
Em vista da má qualidade da água de reposição, os três primeiros objetivos
representam um desafio substancial em termos do desempenho do programa de
tratamento. Para garantir a continuidade da eficiência do desempenho do
programa, foi implantado um programa de monitoração e controle para,
inicialmente, avaliar a limpeza do sistema e em seguida disponibilizar
ferramentas para reação em tempo hábil a alterações adversas das condições
do sistema.
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