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AUTOMAÇÃO MARCELO FAIRBANKS Os investimentos em automação de processos produtivos de qualquer setor econômico devem considerar duas necessidades básicas: a melhoria contínua de qualidade, produtividade e rentabilidade das operações, bem como a comunicação imediata do chão-de-fábrica à alta direção das companhias. Apesar de óbvia, a primeira é freqüentemente negligenciada, permitindo que instrumentos de campo de baixa precisão e confiabilidade sejam colocados na linha apenas por serem mais baratos. Já a segunda, constitui o fundamento de tendência cada vez mais forte em todo o mundo: participar do e-business, os negócios via Internet.
Para Ninin, o segundo semestre revela-se muito mais ativo para negócios que o anterior, no qual houve queda de pedidos nos meses de abril e maio, retomando o ritmo aquecido em junho. “É possível ter havido uma etapa de revisão de projetos, agora já superada”, afirmou. O dirigente setorial pondera que os recentes bons resultados de venda de produtos de consumo não se refletem necessariamente em investimentos na área produtiva, por haver capacidade ociosa a ocupar.
“A tendência atual de mercado respeita o desejo dos clientes de contar com um sistema global, que compreenda a fábrica e o escritório, tecnologicamente atualizado”, afirmou Ninin. Ao sentir o crescimento da tendência, a Yokogawa mundial movimentou-se para atuar como provedora de soluções tecnológicas empresariais (enterprise technology solutions, ETS). Comprou várias empresas a fim de ampliar o portfólio de produtos e serviços, atualmente contando com sensores, instrumentos de controle de processos, controladores lógico-programáveis (CLP), sistemas de segurança, programas gerenciais, controle avançado e otimização de processos entre outros. “Agora estamos entrando na tecnologia da informação (IT) que vai ser fundamental para a próxima década”, explicou. O foco recai na criação de ambiente onde os dados estejam disponíveis na mesma velocidade do e-business.
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