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A reestruturação do setor petroquímico, próxima com o leilão da Copene, o necessário desgargalamento da indústria de papel e celulose e ainda os investimentos nas refinarias da Petrobrás, cujo caixa está com folga de recursos, são alguns dos motivadores da nova fase. Dentre os projetos de importância, vale destacar os da Petrobrás. Na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), de Canoas-RS, há uma concorrência para unidade com duplo passo de osmose reversa com vazão de 650 m³/h de água e pré-tratamento com ultrafiltração. Na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), de Duque de Caxias-RJ, a especificação foi para colunas de leito compacto de troca iônica para vazão de 650 m³/h e também com a ultrafiltração anterior. Em papel e celulose, entre outras licitações, vale ressaltar a duplicação da Aracruz Celulose, onde serão construídos três módulos de osmose reversa de 115 m³/h cada e com um polimento final de troca iônica. Essa etapa a ser iniciada, continua Osmar da Cunha, se difere totalmente dos investimentos feitos nos últimos anos. Segundo ele, até então os recursos foram mais alocados em modernizações de processos produtivos. Isso além de até diminuir o consumo de água das indústrias também não traz quase nenhum novo negócio para os desmineralizadores. Outra agravante nesse período foi a origem dos investimentos. Os setores mais em ascensão nos últimos tempos não consomem muita água “desmi”. Um exemplo marcante é o da indústria automobilística, só usuária de sistemas pequenos para unidades de pintura, ou então a cadeia eletroeletrônica ou de alimentos. Não é difícil imaginar, portanto, ter sido o desempenho dos fornecedores em 2000 apenas estável. Somente uma ou outra obra de maior importância contrabalançou o cenário mais voltado para a reposição e a construção de unidades menores. Isso ocorreu no grosso do mercado, mas logicamente houve exceções. Muitas empresas, por exemplo, ampliam suas vendas por aproveitarem a evolução tecnológica dos sistemas oferecendo novas alternativas de pré-tratamento. Além do mais, a certeza desse tipo de empresa, como a do restante dos participantes do setor, é esse clima de apenas estabilidade logo se converter numa explosão de demanda. Os serviços oferecidos pelos especialistas no pré-tratamento dão uma idéia das novas possibilidades abertas para os consumidores de água. Hoje é comum empresas como Argo Scientific, da BetzDearborn, ou a PermaCare, pertecente à Nalco, duas líderes nesse segmento, começarem a anunciar o breve emprego no Brasil de sistemas de recuperação de membranas usadas. Levando-se em conta o preço atual da membrana de 8 polegadas (de US$ 900 a US$ 1000) e a vida média de operação de três anos no Brasil (considerada baixa para o padrão mundial), a promessa de duplicar sua vida útil soa muito bem aos ouvidos dos clientes.
Todas as recuperadas passam por testes, os quais normalmente provam um aumento médio de 40% na capacidade de vazão e de redução de 38% na pressão diferencial. “Não há usuário de membranas nos países desenvolvidos que não as mandem para essas centrais de recuperação”, lembra Aparecido.
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