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DESEMPREGO

INDÚSTRIA QUÍMICA AMPLIA DEMISSÕES
MAIS DE 58% DOS EMPREGOS NO SETOR FORAM CORTADOS DESDE 1990, PARA ALIVIAR CUSTOS E REFORMULAR AS EMPRESAS REMANESCENTES
MARCELO FAIRBANKS
O fechamento de três importantes unidades produtivas no Brasil, no final de 2001 e início de 2002, expôs o impacto social das mudanças estruturais conduzidas na indústria química na última década, além de influências conjunturais, aguçadas pela crise de eletricidade e pela retração da economia norte-americana verificadas no ano passado. Entre janeiro de 1990 e janeiro de 2002, o nível de emprego na indústria química brasileira foi reduzido de 58,39%. Esse dado foi obtido em pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), tomando por base a coleta sistemática de informações prestadas por um grupo de 35 empresas significativas do setor e publicado no Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC) de fevereiro.
Levantamento mais amplo, conduzido pela Abiquim junto a 494 indústrias do setor, identifica 135.909 empregos mantidos no setor no regime estabelecido na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 31 de dezembro de 2000. Essa pesquisa tentou estimar o impacto dos movimentos de terceirização de atividade. Para tanto, a maior parte das empresas pesquisadas respondeu completamente os questionários. Nesse grupo, foram identificados 112.092 contratados no regime da CLT, dos quais 74.957 eram empregados na área de produção. A massa de terceirizados em todas as áreas das empresas pesquisadas somou 28.769 pessoas.
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“Qualquer análise sobre emprego no setor deve levar em consideração a terceirização de atividades, que muitas vezes absorveu pessoal dispensado pelas próprias indústrias”, comentou o diretor-executivo da Abiquim, Guilherme Duque Estrada de Moraes. A Abiquim também estudou a evolução da remuneração dos profissionais e verificou, em 2001, aumento de 4,8% na massa salarial (salário base mais horas extras, adicionais de turno e periculosidade, deflacionada pelo IPCA-IBGE) por empregado. O salário médio do setor em 2001 foi de R$ 2.631, ou seja,11,9% acima dos R$ 2.351 verificados em 2000. |
Divulgação |
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| Duque Estrada: terceirização de atividades
precisa ser computada |
Esse foi o segundo ano consecutivo de aumentos, justificados pela Abiquim por movimentos de reclassificação de cargos e salários, além da maior participação dos programas de participação nos lucros e resultados. Considerando o custo total da mão-de-obra química (remuneração total, mais benefícios e encargos sociais), a elevação chegou a 9,6% em 2001, comparado a 2000.
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