TINTAS                                         

LINHA INDUSTRIAL APOSTA 
NA VENDA DE ESPECIALIDADES



APLICAÇÕES

ESPECIAIS, EXIGENTES 

EM QUALIDADE E ALTA 

TECNOLOGIA, ATRAEM 

MAIS OS FABRICANTES 

DE TINTAS QUE O 

DISPUTADO E NEM 

SEMPRE LEAL 

MERCADO 

DE COMMODITIES

 



MARCELO FAIRBANKS

Sem alarde, o mercado brasileiro de tintas industriais mantém ritmo de crescimento superior ao do Produto Interno Bruto (PIB). Além da importância do segmento para a indústria de tintas – é superado apenas pelas linhas decorativas imobiliárias –, esse desempenho evidencia a produção de artigos de qualidade superior. Ao consumidor final, sobram benefícios como o melhor acabamento externo de utensílios domésticos, pisos mais resistentes e, ainda, com menos agressões ao ambiente.

Chama a atenção a disputa pelo fornecimento de tintas para chapas de aço galvanizado pré-pintado (coil coating). Vários fabricantes se engalfinham para oferecer produtos para a linha de produção que está sendo montada pela CSN Indústria de Aços Revestidos S.A. (Cisa), em Araucária-PR, que quase dobrará a demanda dessas tintas no Brasil.  Cuca Jorge
Fabricação de telhas é o grande mercado do coil coating

O projeto paranaense, porém, sofreu atrasos na implantação, inicialmente prevista para este ano, e deve demorar ainda um ou dois anos para começar a produção.

Tintas industriais são definidas como as vendidas para a indústria de transformação. No entanto, é usual separar dessa classe os produtos destinados para a fabricação de automóveis, dadas a especialização técnica e de mercado desse segmento, que poderiam prejudicar a análise. Também conspira contra a adequada mensuração dos resultados a elevada participação de negócios informais no segmento, que pode chegar em alguns casos a representar 50% das vendas.

Cuca Jorge

Tinta em pó de qualidade atende às exigências técnicas de autopeças

Muitas vezes apresentada como forma de sobrevivência em mercado competitivo, essa informalidade representa prejuízo social óbvio, pela queda de arrecadação fiscal. Para o setor de tintas, no entanto, o principal prejuízo pode ser a dificuldade para introduzir conceitos mais modernos e mais eficientes de proteção e acabamento de superfícies, preteridos pela existência de produtos de linha conservadora com preços reduzidos por meio de sonegação fiscal.

Cuca Jorge

Dantas: fabricar a própria resina nem sempre diminui os custos

A partir de dados de mercado, a informalidade parece ser maior nas tintas em pó. “Pelas nossas contas, até 50% do mercado de tinta em pó no Brasil é informal”, calculou Eduardo Nowak Dantas, gerente administrativo financeiro da Protech do Brasil, empresa de origem canadense especializada em tintas em pó, com expressiva participação na América do Norte. A Protech ampliou sua participação local por meio da compra da unidade de tintas em pó da Renner-DuPont em novembro de 2000.

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