Líder no segmento de cromatografia, a Varian equipou o laboratório com o espectrofotômetro Cary 50. Indicado para medir, sobretudo, compostos coloridos, possui como benefício a eliminação do uso de cubetas. Dentre as vantagens do modelo estão a velocidade máxima de varredura de 24 mil nm por minuto, taxa de aquisição de dados de 80 pontos por segundo e capacidade de leitura de amostras de até 3 ABS. Dotado de lâmpada Xenon, o equipamento utiliza um divisor de feixe sem que a perda de energia gere ruído fotométrico. 

Cuca Jorge Na área de cromatografia gasosa, a empresa expôs o GC 3900, modelo compacto para laboratórios com a necessidade de equipamento dedicado e com apenas um canal. “Ocupa menos da metade do espaço de bancada de um GC de duplo canal”, afirmou o especialista de Vendas de Consumo da Varian Marcio de Moura. 
Cromatógrafo GC 3900: modelo compacto

O modelo, para ele, simplifica as análises de rotina; isso porque possui ícones coloridos no teclado, display em linguagem local; modos de injeção pré-definidos e memória flash para carregar atualizações futuras de hardware via Internet, entre outros. De acordo com Moura, preocupada em oferecer soluções para o cliente, a empresa mostrou também a linha de colunas capilares, Factorfour, cujo principal benefício é a redução do sangramento a um quarto das especificações de mercado. “O sangramento mínimo das colunas diminui a contaminação do detector, aumentando a produtividade”, explicou. 

A 3M, por sua vez, apresentou soluções para controle de esterilização, como o indicador químico comply 1250, de uso interno que responde a dois ou mais parâmetros críticos do processo de esterilização, e o controle biológico Attest, um kit de ampolas contendo esporos secos e calibrados de bacillus stearothermophillus, com população mínima de 100.000 esporos e leitura final em 48 horas. Outros destaques foram o indicador químico comply 0311, utilizado para monitorização interna nos processos de esterilização a calor a seco e/ou óxido de etileno, e o integrador químico comply 1243B, designado para reagir e verificar a eficácia de todos os parâmetros do processo de esterilização a vapor, dentro de um intervalo específico de ciclos de esterilização. 

Responsável pela área de microbiologia da 3M, Paulo César Foloni destacou as placas de petrifilm. Trata-se de sistemas prontos de meio de cultura, compostos por diferentes tipos de nutrientes, géis hidrossolúveis a frio, corantes e indicadores, adequados à recuperação de cada tipo de microorganismo pesquisado. Esses componentes estão impregnados nas camadas internas de dois filmes, o superior em polipropileno e o inferior em polietileno, sobrepostos e fixos apenas na extremidade superior, o que confere, de acordo com Foloni, facilidade de uso. Em relação à análise microbiológica tradicional, em geral, realizada em 21 etapas, entre a preparação da vidraria e a esterilização das placas, as peças da marca petrifilm permitem uma redução de 13 etapas, realizando-a em apenas 8. 

Outra empresa presente foi a CK Leica Microsystems que levou o último lançamento na área de controle ótico da marca, o microscópio de polarização Leica modelo DMEP. Segundo o representante da empresa Edson Oliveira, o aparelho possui um inovador sistema de polarização, capaz de permitir ao usuário da indústria química a análise de diferentes camadas, em plásticos em geral e resinas, sendo indicado também para as áreas de cosmético e têxteis, entre outras. Também participaram do laboratório empresas como a Vetec Química Fina, a Micronal, a Altro e a Durocolor. Cuca Jorge
Microscópio analisa várias camadas

Processos variados - Ao abranger processos produtivos, incluindo desde a agroindústria até a fabricação de bebidas, a indústria alimentícia tem como determinante a tecnologia. Por conta dessa característica, na opinião do presidente da Câmara Setorial para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e de Refrigeração Industrial Ernesto Grassl, há um movimento do empresário rumo à obtenção de melhor rendimento da máquina, porém sem perder o foco na economia. Frente a esse cenário, voltado para os fornecedores de tecnologia para processos de alimentos, o setor Processa apostou na diversidade. 

Cuca Jorge Especializada no desenvolvi- mento de equipamentos, sistemas e serviços de refrigeração para todos os tipos de indústria que utilizam frio em seus processos, a York Internacional, líder mundial nesse mercado, lançou a linha de compressores alternativos CMO MK2. Projetada para os mercados industrial, plataformas marítimas e para aplicações navais, a linha é composta por três modelos básicos com deslocamentos volumétricos variando de 116 m³/h a 233 m³/h, à rotação máxima de 1.800 r.p.m.
Compressor CMO MK2 não demanda peças sobressalentes

Conforme explicou o engenheiro de aplicação e vendas de refrigeração industrial da York Brasil Alexandre Sigoli, o sistema possui alto coeficiente de performance e mínima necessidade de peças sobressalentes, entre outras vantagens. Recomendado para pequenas e médias instalações de refrigeração o CMO MK2 possui controle automático de capacidade em quatro estágios e partida totalmente aliviada. 

O purificador de refrigerante WDO também foi destaque da marca. Com capacidade para 162 litros e volume de ebulição de 471 litros, foi projetado para separação e purga eficiente de água e de óleo, ciclo de operação contínuo e automático e sem interferência na operação normal da planta.  Cuca Jorge
Videoinspeção: até 1.800 peças/min

O purificador também visa reduzir os custos de manutenção e o consumo de energia nos compressores da instalação e eliminar o escoamento indesejável de óleo , além de otimizar a capacidade de refrigeração. 

Na linha de moinhos, a suíça Buhler apresentou a máquina degerminadora para milho. Após a limpeza e a secagem do produto, o equipamento faz a separação do milho em endosperma e germe. Para o engenheiro de processos da empresa Christoph Leimüller, a máquina é compacta e de fácil operação, produz matéria-prima de qualidade uniforme e com baixo teor de gordura. O processamento intensivo do milho elimina o pré-condicionamento a vapor e produz somente o farelo, sem germes inteiros. Leimüller também falou da linha de massas C-line. Para ele, cada cliente pode compor sua linha de massas industrializadas, de acordo com as exigências de produção e disponibilidade de espaço na fábrica. Na linha se utilizam secadores de tambor para capacidades de 800 a 2.750 quilos por hora e o equipamento de cocção a vapor fabrica massas instantâneas em quantidades de 500 a 1000 quilos por hora, incorporado à linha de secagem convencional.Outra novidade, a linha de classificadora de grãos, foi projetada com a proposta de oferecer aos engenhos de arroz rendimento cerca de 50% mais alto, em relação aos modelos disponíveis no mercado, e menor quantidade de grãos com qualidade expulsados. “As máquinas identificam falhas até nove vezes menores do que as máquinas tradicionais”, comentou Leimüller. O grão circula ao todo por 64 canais e passa por diante de câmeras que identificam qualquer defeito, inclusive cores sutis. Testes feitos pela Buhler dão conta de que algumas amostras de arroz tiveram aceitação de qualidade de 99,99%.

Considerada o maior fabricante de sistemas termoisolantes para câmaras frigoríficas e construção civil na América Latina, a Dânica lançou porta termoisolante, com inovador sistema de fixação no painel da câmara. Na opinião do coordenador de marketing Juliano Martins Canato, dessa forma, a empresa conseguiu reduzir o preço de sua linha, o que era o principal desafio da marca até então. Esses modelos de portas em caixilho “U” contam com núcleo isolamento em espuma de poliuretano, com retardante à chama injetada em alta pressão e vedação com gaxeta magnética (encosto) ou borracha EPDM (correr), entre outras características. Durante a feira, Canato também mostrou o painel TermoZip III, um sistema termoisolante com painel zipado para fechamento e cobertura. “O processo de zipagem, com fixações embutidas, dispensa furações no painel, garantindo perfeita vedação”, comentou. O painel possui revestimento interno e externo e largura útil de 974 mm.

Após 20 anos de experiência na fabricação de enchedoras para indústria de bebidas, a Zegla apresentou como novidade o conjunto blocado para garrafas PET (rinser, enchedora e tampadora). Em duas versões: para bebidas com gás e não-gaseificadas, o sistema conta com rinser rotativo com pinças em aço inoxidável e válvula de água que somente libera o jato com a presença de garrafas.  Cuca Jorge
Conjunto blocado para PET da Zegla: rinser rotativo

A máquina possui tempo de enxágüe programado para atender padrões internacionais de qualidade e os vasilhames chegam até o equipamento por um transportador pneumático, guiados pelo gargalo. Todo o movimento das garrafas é efetuado pelo gargalo e as válvulas de enchimento possuem centralizadores de garrafas. Possui sistemas de transmissão por engrenagens helicoidais, sendo tratado termicamente e montado em eixos suspensos com rolamentos, sendo acionados por um motor redutor, comandado por um variador de freqüência. 
“Esse conjunto apresenta alto desempenho e versatilidade”, disse o gerente de vendas Guillermo Cassina. Na sua opinião, esse tipo de maquinário será responsável pelo aumento das exportações da Zegla. Segundo ele, o mercado nacional está retraído, tornando o momento apropriado para investimentos dessa natureza. “Temos tecnologia de nível europeu e preços bastante competitivos”, explicou.

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