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ATUALIDADES Tratamento de Água A Rohm and Haas acaba de lançar mundialmente um sistema inovador para desmineralização de água por resinas de troca iônica. Trata-se do Amberpack Avançado, um aperfeiçoamento tecnológico dos leitos compactos de deionização, com conceito modular e baseado em um novo sistema de distribuição de água que substitui as tradicionais crepinas, peças plásticas em forma de "cogumelo" e colocadas no topo e no fundo dos leitos para distribuir a água e os regenerantes. A tecnologia de distribuição, segundo o gerente de desenvolvimento de mercado da R&H, Osmar Cunha, é o grande trunfo do Amberpack Avançado. Fruto de desenvolvimento e patente da empresa americana ARI Amalgamatec Research, baseia-se na chamada tecnologia fractal, uma engenharia de fluidos que utilizou como inspiração o sistema de irrigação sanguínea do coração.
"Essa alimentação mais uniforme aproveita melhor as resinas, permite vazões em leitos menores, e faz com que a saturação demore mais para ocorrer, gerando também uma água melhor", explicou Cunha. Por enquanto, as vazões são para produção contínua de até 60 metros cúbicos/hora por leito, com rendimento de 98% de água tratada, com qualidade de água com sílica menor que 30 ppb e condutividade menor que 0,5 microsiemens/cm. Além disso, o rendimento com o sistema fractal aumenta em muito. Enquanto com as crepinas convencionais, para cada 30 m3/h de água produzida se consome um m3 de resina, com o fractal a produção sobe para 60 m3.
O conceito fractal, por permitir essa alimentação mais homogênea nas resinas, também reduz o tempo da regeneração. Se no processo de leito de compacto convencional, há a necessidade de se passar cerca de 45 a 60 minutos de regenerantes, mais o mesmo tempo para lavagem com água desmi, totalizando até duas horas de regeneração, no leito Amberpack Avançado esse período cai para uma média total de 40 a 60 minutos. "O fractal permite passar os regenerantes (ácido e soda) em alta velocidade e também age de forma homogênea", disse Osmar Cunha. Essa rapidez na regeneração possibilita também campanhas mais curtas de desmineralização.
Só para se ter uma idéia, o leito de 60 m3/hora terá no máximo 2,5 metros de altura, contra uma média de 4,5 metros do convencional. "Será muito mais fácil de transportar e de instalar", acrescenta Sousa. No sistema convencional, havia necessidade de usar caminhões com carreta rebaixada.
Segundo André Sousa, o lançamento do Amberpack Avançado, também denominado ADI (sistema compacto de deionização), vem trazer mais competitividade para a Rohm and Haas em um momento de "vacas magras" do setor. Isso porque o preço das resinas, fornecidas além da Rohm and Haas pela Lanxess (ex-Bayer), Dow e Purolite, vem caindo muito ao longo dos anos. Acrescente-se a isso a pouca disponibilidade dos clientes em fazer trocas de resinas no momento certo e o cenário se torna mais desolador.
No caso da Rohm and Haas, essa estratégia do Amberpack Avançado faz parte do projeto maior de ofertar contratos de fornecimento e prestação de serviços em resinas (ver QD-419, pág. 30) e denominado Amber Edge. "Precisamos buscar outros meios de cativar o cliente e a tecnologia fractal é um deles", afirma Sousa. Depois de nacionalizar a tecnologia, daqui a cerca de um ano a Rohm and Haas do Brasil pretende intensificar a comercialização do sistema. Nos Estados Unidos, prevê-se ainda este ano o fornecimento de cinco unidades. Em operação, por enquanto há apenas uma no mundo, na planta da própria Rohm and Haas em Chauny, França, para produção de 50 m3/hora, que serve como experiência industrial da tecnologia. M. Furtado |
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