Capacidade produtiva cresce para acompanhar clientes

Marcelo Fairbanks

O mercado brasileiro de gases industriais corre frouxo, estável. Porém, o índice de ocupação de capacidades produtivas passa de 90% nos momentos de pico de demanda, indicador suficiente para destravar investimentos que teimam em não se concretizar. Paulo Igarashi
Nova fábrica de gases do ar da IBG

Os produtores esperam novos e grandes projetos, a exemplo de Veracell e Rio Polímeros, para instalar novas linhas de gases industriais, notadamente de gases do ar (nitrogênio, oxigênio e argônio), quase sempre dedicadas. Separadoras criogênicas multiclientes, para atender o mercado em geral, estão fora de moda.

“O mercado brasileiro de gases industriais cresce mais do que o PIB”, garante José Fernando Rodrigues, diretor de negócios de gases industrias para o Brasil da AGA S.A., empresa adquirida mundialmente há cinco anos pelo grupo Linde. O curioso é que a AGA comprara em 1992 os negócios de gases da Linde no País. “A América do Sul é considerada região prioritária para investimentos do grupo, tanto quanto a Ásia, mas dependemos de projetos viáveis”, considerou. Ele adiantou que a empresa inicia a construção de uma planta de gases do ar, para entrar em operação dentro de 48 meses.

Como exemplos, ele citou os casos da Veracell e Rio Polímeros, ambos atendidos por unidades on site dedicadas de grande porte da AGA, após a disputa de dura con Paulo Igarashi
 

corrência e investimentos de US$ 40 milhões, realizados nos últimos dois anos. No caso da Veracell, a unidade é voltada para a produção de oxigênio, que abastece a ilha química montada pela Eka Nobel para conduzir o branqueamento de celulose na nova fábrica baiana.

 

 

 
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