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AMBIENTE Copesul compra tecnologia alemã para ampliar butadieno O engenheiro Roger Kirst, da Com-panhia Petroquímica do Sul (Copesul), esteve na Alemanha, em 10 de janeiro, acompanhado de um grupo de técnicos, para definir o perfil tecnológico da nova planta de butadieno da central de matérias-primas do Pólo Petroquímico de Triunfo, a 70 quilômetros de Porto Alegre-RS. A decisão foi pelo modelo alemão por oferecer as melhores condições em termos de ecoeficiência, como menor consumo de água, energia e dispositivos de segurança mais adequados. A Copesul deverá investir pelo menos US$ 70 milhões no empreendi-mento. O objetivo é elevar de 160 mil para 260 mil t/ano a sua oferta da matéria-prima básica empregada na obtenção das borrachas sintéticas. No entanto, a palavra final por parte do conselho de administração depende da contrapartida da Petroflex, que se comprometeu a apresentar, até abril, um cronograma para a construção de nova unidade para processar SBR no sítio da segunda ge-ração petroquímica de Triunfo, o que garantiria a venda direta da maior parte da produção adicional. O restante será exportado. Com o retorno de Kirst, a Copesul encerrou a etapa denominada projeto de engenharia básica. A fase seguinte é a engenharia de detalhamento, quando são definidos pontos fundamentais como dimensões da planta, altura das torres, arquitetura da rede de reação química, entre outros fatores importantes à execução do sistema. Se tudo correr como esperado, as máquinas e os operários começarão a trabalhar ainda em 2006 e deverão concluir o serviço em vinte meses. A central de matérias-primas gaúcha chegou a cogitar a construção da segunda planta de butadieno em 1999 quando concluiu a ampliação de sua capacidade para produzir eteno. Naquele período a unidade não saiu do papel porque a demanda era insuficiente e os clientes não demonstraram interesse no aumento da oferta. No entanto, em 2005 o mercado internacional de butadieno apresentou aquecimento e o preço do produto oscilou entre US$ 600 e US$ 1.000 por tonelada e passou a ser o produto de maior rentabilidade da empresa. Além disso, a Petroflex e a Vipal, essa última líder mundial em fabricação de linhas completas de borrachas e adesivos para recuperação de pneus, acenaram com a possibilidade de aumentarem a produção de borracha numa ponta e o consumo na outra. Em dezembro, a diretoria da Cope-sul assinou um protocolo de intenções com o governo estadual passando a se beneficiar dos incentivos do Fundopem (Fundo Operação Empresa): trata-se de um programa do governo gaúcho que concede regalias tributárias para novos empreendimentos voltados à exportação direta e indireta de produtos acabados. Com tanta movimentação, a formalização do investimento parece ser apenas uma questão de tempo. Fernando Cibelli de Castro
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