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Em
poucos setores, a adoção de um sistema de gestão de saúde, segurança e
meio ambiente provocou tantas mudanças no cotidiano das empresas como o
Processo de Distribuição Responsável, o Prodir, nas distribuidoras de
produtos químicos do Brasil. Talvez porque demandassem mais urgentemente
atitudes modernizantes do que, por exemplo, as indústrias, há mais tempo
acostumadas com programas de qualidade. A verdade é que uma análise em
empresas certificadas pelo Prodir demonstra uma série de melhorias no
gerenciamento de suas atividades.
Embora algumas delas, antes de o Prodir surgir no Brasil no final de 2001,
já tivessem adotado normas como a ISO 9000, a especificidade do processo
trouxe resultados mais práticos para as empresas. Focado na atividade de
distribuição, desenvolvido e empregado com sucesso anteriormente nos
Estados Unidos (por meio da NACD, National Association of Chemical
Distributors), o processo nacionalizado pela Associação Brasileira dos
Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim) tem
provado ser efetivo para harmonizar bons procedimentos entre as empresas,
antes só adotados por distribuidores mais avançados.
No Brasil, onde 56 empresas já aderiram ao processo, sendo que 35
certificadas e o restante em implantação, são vários os exemplos de
práticas que passaram a ser comuns. Para começar, de forma quase unânime,
as certificadas destacam que os procedimentos para selecionar suas
transportadoras passaram a ser muito mais rigorosos. Tema específico de um
dos doze códigos do Prodir, as práticas recomendadas fizeram muitas vezes
os distribuidores diminuírem o número de transportadoras homologadas,
tamanhas as novas exigências, e de forma geral aumentaram as vezes em que
caminhões foram impedidos de carregar por não passarem nos novos
check-list.
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