Uma tecnologia de filtração única permite a remoção de ruídos da linha base, sem afetar a altura e forma dos picos. Tecnologia exclusiva desenvolvida pela empresa otimiza o detector para qualquer fase móvel..
 

Na disputa pelo mesmo mercado, a Alltech, do grupo Grace, apresentou o ELSD 3300. Intitulando-se líder na tecnologia de detecção por espalhamento de luz, exibiu cromatogramas comparando o desempenho de seu equipamento com o de competidores. A figura 1 reproduz esta comparação para análise de parabenos. Além de baixo ruído e limites de detecção de nanogramas, a Alltech enfatizou a facilidade de operação e o tamanho reduzido da novidade, diminuindo a necessidade de espaço na bancada.A alemã Schambeck, representada no Brasil pela Labtron, de São Paulo-SP, era outra a disputar a preferência dos visitantes interessados em detectores ELSD, com seu modelo ZAM 3000. Defensor do uso de ELSD, o vice-presidente Bjoern Richter afirmou que esses equipamentos são mais estáveis e sensíveis que detectores de índice de refração. Como outros fabricantes de ELSDs, Richter também os considera melhores do que os detectores ultravioleta.

Fonte: Catálogo Alltech

“O detector UV está limitado a compostos que absorvem nessa faixa de comprimento de onda”, justificou. As figuras 2 e 3 mostram cromatogramas comparando esses detectores.“Em contraste com os produtos concorrentes, todas as partes do ZAM 3000 que entram em contato com a amostra são feitas de PTFE (politetrafluoretileno) ou vidro, incluindo a câmara de nebulização e a de evaporação. Assim, são inertes aos solventes comuns”, disse Richter. Outra vantagem do vidro é possibilitar a fácil localização e limpeza de contaminações, já que todas as partes que entram em contato com a amostra podem ser rapidamente desmontadas.

.“Entre outras aplicações, nosso detector é muito eficiente na análise de açúcares. Xilose, glicose, sacarose e lactose são separadas com boa resolução com fase móvel de acetonitrila e água”, finalizou Richter.A norte-americana Perkin Elmer lançou vários equipamentos na Analytica, com destaque para linha Turbo Matrix de desorbedores térmicos para cromatografia gasosa (CG). Desorção térmica associada à CG ou CG-MS (cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa) ganhou reconhecimento mundial como técnica indicada ao controle da saúde e segurança ocupacional.

Richer:ELSD para detectar açúcares

Ambientes de trabalho com níveis traço de compostos tóxicos podem ser monitorados por amostradores passivos ou por bombeamento do ar do ambiente industrial em tubos de desorção térmica. As vantagens da desorção térmica incluem automação, alta sensibilidade e ausência da interferência de solventes. No caso do amostrador passivo, os compostos são adsorvidos num núcleo de carvão ativo. Esse é depois submetido à extração com solvente e posterior análise CG. Já a desorção térmica não necessita de solventes, o que possibilita redução de custos, menor risco de contaminação, elimina a exposição do analista e a necessidade de descartar o solvente.

A linha contém cinco modelos, todos de fácil utilização. As unidades de desorção podem ser operadas simultaneamente ao cromatógrafo. Assim, pode-se iniciar a próxima desorção com a análise anterior ainda em andamento, aumentando a produtividade. Basta carregar os tubos e apertar o botão para iniciar o processo. O equipamento é oferecido com oito possibilidades de idioma de operação: inglês, japonês, chinês, francês, alemão, italiano, espanhol ou russo.Com toques de dedo na tela é possível determinar parâmetros e recuperar métodos armazenados na memória. 

No modelo 650, é possível recoletar a amostra e assim repetir a análise. Pode ser feita a adição de uma mistura padrão ao tubo tanto antes como depois da amostragem, para melhorar a quantificação analítica. Sensores monitoram todos os aspectos do sistema para garantir o adequado funcionamento do equipamento. Outra fonte de economia e redução dos resíduos laboratoriais é a possibilidade de recondicionamento e reutilização dos tubos. Além de amostras do ambiente industrial, desorção térmica é uma técnica que simplifica e acelera análises cromatográficas de qualidade de ar atmosférico, compostos voláteis liberados por polímeros, aromas e fragrâncias, embalagens e outros.

Kurmann:gases para calibrar instrumentos 

Também para cromatografia gasosa, a Vici International promoveu o Dynacalibrator 150, um gerador de gases para calibração dos equipamentos. O sistema trabalha sob temperatura constante para gerar concentrações precisas de compostos químicos em correntes gasosas.

“Nosso aparelho é usado como uma referência para a calibração dos instrumentos, verificando a precisão dos dados gerados em análises de monitoramento da poluição do ar, contaminantes no ambiente industrial e aplicações similares”, explicou o técnico Josef Kurmann.

“Nosso gerador tem muitas vantagens sobre o uso de vários cilindros de gases padrão. A economia é a principal delas”, afirmou. Misturas multicomponentes podem ser preparadas com a apropriada combinação de equipamentos de permeação. “Usando cilindros, o usuário precisa de vários deles, o que além do custo implica problemas de segurança e espaço”, ressaltou Kurmann.
 

 
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