Feira mostra novidades em tamanho reduzido

LANÇAMENTOS EM MICRO E NANOESCALA GANHAM DESTAQUE
ENTRE OS GIGANTES DA INDÚSTRIA

Texto e fotos Márcio Azevedo

Quase 4 mil expositores e cerca de 180 mil visitantes percorreram os extensos corredores do centro de exposição da Messe Frankfurt, na Alemanha, para conhecer as novidades expostas na Achema 2006, a principal feira de negócios das indústrias química, de proteção ambiental e biotecnologia, realizada em maio.
Embalada por condições macroeconômicas globais mais favoráveis que as vigentes à época da última edição da feira, em 2003, a quantidade de expositores evoluiu de 3.819 empresas a 3.880, em 2006, representada por 50 países, dois mais que em 2003. Com espaço de exposição líquido de pouco mais de 135 mil m2, a Achema foi o maior evento da indústria mundial no ano.

Enquanto a visitação passou por leve retração (menos 4,4% em comparação a 2003), muitos expositores atestaram níveis mais altos de qualificação das discussões e dos contatos internacionais. Pesquisa realizada pela organização da feira revelou que mais de 30% dos visitantes vieram de fora da Alemanha, incluindo grandes delegações procedentes de Japão, Índia, China e Oriente Médio.

Seguindo a tradição, os fabricantes de bombas, compressores, válvulas e vedações compuseram o maior grupo de expositores da Achema. Em 2006, os fornecedores dessas áreas montaram 945 estandes na feira.

A preocupação com o consumo de energia foi um dos temas centrais na criação de novos modelos em todas as faixas de tamanho. A Associação de Bombas e Sistemas da Federação Alemã de Engenharia (VDMA) crê na possibilidade de economia de 20% a 30% no consumo energético desses equipamentos no país. Na Alemanha, os preços da eletricidade sobem em taxas de dois dígitos, desde 2002. Em toda a Europa o custo é crescente.

Em Yuhuan, na China, uma nova termelétrica emprega oito bombas de água de refrigeração consumindo 4,6 MW. Para a alemã KSB, fornecedora dos equipamentos, a principal dificuldade em construir bombas desse porte é a necessidade de novos padrões de dados, e o limite ao tamanho imposto pela resistência do material utilizado. Nessa faixa de capacidade e consumo, eficiência energética também é crucial.

“Não faz sentido aumentar o formato das bombas até dimensões gigantes, pois para os motores também está difícil crescer”, alerta o responsável por relações públicas Christoph Pauly. Um dos inconvenientes do crescimento de capacidade é a inerente preocupação com falhas.
 

 
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