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pigmentos e corantes Fornecedores usam criatividade para contornar baixo poder de compra dos clientes brasileiros
Texto de Márcio Azevedo Fotos de Cuca Jorge
Trabalhar no mercado brasileiro de pigmentos e corantes é um exercício de criatividade. Fatores como o crescimento tímido do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, retração de exportações, baixo poder de compra do mercado nacional, invasão de importados e aperto nas margens dos produtores nacionais estimulam as companhias a buscar alternativas para a queda de faturamento em alguns mercados tradicionais. Reduzir custos de produção de clientes, buscar nichos mais atraentes, oferecer referências para tendências de cores, ou conscientizar o mercado das vantagens de produtos com melhor desempenho são algumas das ações adotadas para manter viva uma indústria que tem se dirigido para a Ásia, em particular para a Índia e a China.
Os dois países são os maiores produtores mundiais de corantes, e além de contarem com grande escala de produção são fabricantes de suas matérias-primas. Por conta disso, a maior parte das empresas multinacionais migrou para o Oriente, fechando fábricas nos Estados Unidos e Europa e algumas também no Brasil. Em geral, os corantes são derivados de substâncias provenientes do naftaleno, e um dos principais insumos de fábricas de corantes é o chamado ácido H, não produzido no Brasil e importado da Ásia.
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