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PERSPECTIVAS 2007
COMÉRCIO QUÍMICO |
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Baixa rentabilidade
inibe
novos investimentos em
capacidade operacional |
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Marcelo
Fairbanks |
O comércio de produtos químicos no Brasil atingiu a meta de faturar US$
3 bilhões em 2006, ano em que registrou crescimento de 15% a 20% em moeda
americana. Embora o resultado em reais tenha sido menor, dada a influência
da taxa cambial, o número é animador, por refletir a importância da
atividade na cadeia produtiva.
“A imagem do comércio está consolidada como elemento agregador de valor
aos produtos e de apoio aos seus clientes”, comemorou Rubens Medrano,
presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos
Químicos e Petroquímicos (Associquim) e do sindicato da categoria (Sincoquim).
A qualificação e profissionalização das empresas justificou o processo de
transferência de volumes maiores de produtos por parte de distribuídas
nacionais e internacionais, apoiando o crescimento setorial.
| No entanto, esse ganho de faturamento não
foi acompanhado por incrementos de rentabilidade. “Na média, o
rendimento líquido do setor ficará em torno de 2%, muito abaixo do
necessário para remunerar o capital investido”, informou. Esse
indicador, segundo o dirigente, inibirá novos investimentos durante os
próximos anos. |
Cuca Jorge |
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| Medrano critica ineficiência estatal |
Além disso, “acredito que o setor tenha
capacidade ociosa para suportar até 30% de aumento de volume físico sem
precisar de novas instalações”, disse.
A transferência de mais produtos ao distribuidor também é acompanhada pela
maior atribuição de responsabilidades, incluindo análises laboratoriais,
assistência aos clientes, fracionamento de produtos e embalagem. A
integração de fabricantes e comerciantes é feita em graus variados. “Há
casos em que o distribuidor assumiu toda a operação de um produto, desde a
sua importação até a entrega ao cliente”, informou, salientando se tratar
de situações extraordinárias. Além de cuidar da venda, assumir os riscos
inerentes ao comércio e as responsabilidades logísticas, os distribuidores
oferecem aos fabricantes informações sobre o mercado colhidas na ponta da
cadeia. Com base nesses dados, é possível antecipar tendências.
Embora ateste a evolução dos serviços prestados pelo comércio químico,
Medrano lamenta que a América Latina tenha perdido atratividade para
investimentos, tendo sido superada em larga margem pelos países orientais.
“A região, e principalmente o Brasil, não fez a lição de casa, continua a
administrar mal os seus recursos, não se atualizou e não promoveu as
reformas necessárias”, criticou. Enquanto as empresas se esforçaram para
se adaptar, o setor estatal se acomodou. Para Medrano, falta entender que
política econômica é atributo de Estado, não de governo, ou seja, não pode
mudar a cada quatro anos. Falta mais disciplina nos gastos públicos para
permitir a redução da taxa básica de juros.
Nesse ambiente árido, o mercado interno não se desenvolve a contento e as
indústrias não conseguem justificar investimentos. A informalidade no
mercado de trabalho reduz contribuições sociais necessárias para a
manutenção do sistema de saúde e previdência oficial, alargando déficits
que precisam ser cobertos via arrecadação tributária. |
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