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PERSPECTIVAS 2007
INDÚSTRIA QUÍMICA |
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Setor propõe medidas
para recuperar a capacidade do
País de atrair recursos |
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Marcelo
Fairbanks |
A indústria química brasileira exibiu crescimento de
11,7% no faturamento líquido dolarizado durante 2006, incluindo sua
participação nos produtos finais, perfazendo o total de US$ 80 bilhões.
Apenas os químicos para uso industrial faturaram US$ 45 bilhões em 2006,
15,1% acima do total registrado no ano anterior. Esses números, porém, não
refletem o atual estado de ânimo do setor.
Os indicadores em moeda nacional mostram um quadro positivo, mas pouco
animador. O total da química brasileira (incluindo produtos finais) somou
vendas de R$ 174,3 bilhões, 1,7% acima das de 2005, porém inferiores ao
resultado nominal de 2004, quando se alcançou o recorde de R$ 176,1
bilhões (valores nominais, não corrigidos).
Nos produtos de uso industrial, o
crescimento foi de 2,9%, muito próximo aos 2,8% do PIB. O segmento
arrecadou R$ 98 bilhões em 2006. Esses números ainda dependem da
contabilidade final para o mês de dezembro, mas não devem ficar muito
distantes dos que foram apresentados pela Associação Brasileira da
Indústria Química (Abiquim), durante seu encontro anual, realizado em
dezembro. A discrepância entre as visões pode ser explicada pela
valorização do real perante o dólar ocorrida durante o ano passado.
“Estamos completando quinze anos de crescimento medíocre”, afirmou
Carlos Mariani Bittencourt, presidente do conselho consultivo da
Abiquim. |
Cuca Jorge |
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Mariani: crescimento é
medíocre há quinze anos |
Para ele, a previsão do governo federal de ampliação do PIB em 5% ao
ano a partir de 2007 não pode ser considerada realista. O maior entrave é
a estrutura tributária brasileira, considerada irracional, complexa e
dispendiosa. “Não existe nada igual em lugar nenhum do mundo”, salientou.
Apesar disso, ele apontou no setor uma vocação de investimentos
produtivos, que precisam ser feitos com seriedade para não criar mais um
dos chamados “vôos de galinha”, denominação local da expressão stop and
go. Nona colocada no ranking mundial (dados de 2005), a indústria química
brasileira (em sentido amplo) verifica a elevação anual de seu déficit
comercial. Em 2006, a diferença entre exportações e importações ficou
negativa em US$ 8,4 bilhões, ampliando-se em relação a 2005, quando ficou
em US$ 7,9 bilhões. O resultado negativo foi obtido mesmo no ano de
exportações recordes de US$ 8,7 bilhões. “O déficit químico apenas indica
oportunidades de investimento na produção nacional”, contemporizou
Mariani.
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