PERSPECTIVAS 2007
máquinas

Fabricantes brasileiros
competitivos desejam
ampliar negócios na China

Rose de Moraes

Manter a competitividade em alta é a principal meta dos empresários do setor de bens de capital mecânicos para 2007. Na agenda deste ano da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equi­pamentos, (Abimaq), contudo, além da eter­na luta pela conquista de incentivos para a produção e exportação, do combate às importações fraudulentas e do maior rigor na fiscalização dos requisitos básicos de segurança operacional nos equipamentos importados, conforme exigido aos componentes nacionais, a entidade pela primeira vez faz um balanço da participação do conteúdo nacional nos grandes projetos do setor de óleo e gás em 2006, apresentando sugestões e perspectivas para sua expansão neste ano.

Impulsionada pelo aquecimento da economia mundial, observado desde 2003, a produção nacional de máquinas e equipamentos tem apresentado crescimento superior em comparação ao de vários países, como Alemanha, Itália e Estados Unidos, desde meados de 2006. “Diante da economia internacional favorável, nos últimos quatro anos, a produção nacional do setor cresceu 20,94%, ficando atrás apenas da Coréia do Sul, cuja produção em unidades cresceu 40,3%, no período de janeiro de 2003 até setembro de 2006”, afirmou Newton de Mello, presidente da Abimaq.

O aumento de 20,94%, segundo ele, é o resultado ponderado da queda de 50% da produção de máquinas e implementos agrícolas para irrigação, causada pela crise observada nesse setor, e do aumento de 31,55% na produção nos demais 38 segmentos dessa indústria.

Do ponto de vista financeiro, no entanto, a produção industrial de bens de capital mecânicos em 2006 deverá alcançar faturamento de R$ 55,869 bilhões, equivalente a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativa feita em janeiro de 2007 pela Abimaq. No passado, mais exatamente nos anos 80, a produção industrial nesse setor chegou a equivaler a 6,48% do PIB. Mas, se confirmado o montante, a queda no faturamento em relação a 2005 será de 2,3%.

Cuca Jorge

Mello: consumo nacional de máquinas sofre redução

O desempenho econômico-financeiro nesse setor de atividade só não foi considerado pior pelo presidente da entidade graças ao crescimento das exportações. Em 2006, a balança comercial do setor foi deficitária, houve redução do superávit e passagem de superávit para déficit nos segmentos que respondem pela maior parte do faturamento. Os segmentos que já eram deficitários de janeiro a outubro de 2005 e que aumentaram o seu déficit em 2006, no total respondendo por aproximadamente 52,5% do faturamento, foram: equipamentos pesados, equipamentos para controle de qualidade, máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos, equipamentos para transmissão mecânica, máquinas para o setor gráfico, máquinas têxteis, equipamentos hidráulicos, válvulas, equipamentos para saneamento básico, equipamentos para movimentação e armazenagem de materiais, máquinas para embalagens, empilhadeiras, máquinas para a indústria alimentícia, motores, ferramentaria, modelação, equipamentos para solda, refrigeração industrial, máquinas para vidros, máquinas para mármores, máquinas para couros, equipamentos para pintura e equipamentos para irrigação.

Preservado, porém, pelas exportações, o setor contabilizou 13,3% de crescimento na receita das vendas externas, no período de janeiro a novembro de 2006, em comparação com o mesmo período de 2005, alcançando o montante de US$ 8,8 bilhões.

Os Estados Unidos encabeçam a lista dos principais destinos das máquinas e equipamentos produzidos no Brasil, absorvendo, em 2006, 28,65% do total exportado. Em segundo lugar, destacaram-se as vendas para a Argentina (12,24%), seguidas por Alemanha (6,25%), México (5,66%), Reino Unido (4,13%), Venezuela (3,65%), Chile (2,79%), China (2,63%), Itália (2,33%), Colômbia (2,17%) e França (1,96%).

As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos têm perseguido diferentes mercados, aumentando significativamente suas fatias de participação em várias economias. Em 2006, as vendas brasileiras de máquinas e equipamentos para a Noruega cresceram 283%; para a Coréia do Sul, 140%; Etiópia, 116%; Rússia, 102%; e Arábia Saudita, 90%.

 
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