PERSPECTIVAS 2007
meio
ambiente

Serviços ambientais crescem
10% ao ano. Lei do saneamento
estimula obras já em 2007.

Marcelo Furtado

Para os fornecedores de serviços, tecnologias e equipamentos para o meio ambiente, 2007 deve ser promissor nos negócios, com expectativa de crescimento inédito em alguns casos e de manutenção de um desempenho já bem favorável há alguns anos em outros. Além dos fatores já exaustivamente divulgados, como o aumento da consciência ambiental da indústria e o maior rigor no controle, há fatos novos que animam as expectativas. Uma certa disposição de alguns setores privados em investir, como a siderurgia e as indústrias do petróleo e de papel e celulose, e sobretudo novas metas governamentais em infra-estrutura e a promulgação do marco regulatório do saneamento são os destaques para fundamentar a argumentação dos otimistas.

No segmento de serviços ambientais, a impressão é de continuidade da trajetória de crescimento. Trata-se aí do universo em franca expansão formado pelas empresas de gerenciamento, tratamento, disposição e transporte de resíduos, de diagnóstico e remediação de solos e águas subterrâneas, de unidades terceirizadas de tratamento de efluentes industriais, de laboratórios de análise e de reciclagem de resíduos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), Diógenes Del Bel, esse mercado deve repetir o crescimento médio de 10% ao ano em 2007.

O melhor é que a expectativa do presidente da Abetre deixou de ser mera especulação. Isso porque em dezembro de 2006 a associação divulgou estudo encomendado à consultoria PricewaterhouseCoopers para traçar o perfil quantitativo do segmento. Em pesquisa não apenas com seus associados, que representam quase 80% da área de resíduos, a consultoria, em conjunto com a Abetre, chegou a números até então na esfera da suposição.

Foi revelado no estudo, por exemplo, que o setor privado de serviços ambientais, em 2005, tratou 3,3 milhões de toneladas de resíduos industriais, 4,8 milhões de t de domiciliares e assemelhados, gerou 14,4 mil empregos diretos, com uma carteira de 15 mil clientes e, por fim, originou uma receita total de R$ 1,5 bilhão, um número 11% maior que o do ano anterior. E foi muito por causa do conhecimento adquirido com a pesquisa que Diógenes Del Bel acredita que em 2006 (os números oficiais ainda não foram divulgados) e 2007 esse percentual de crescimento de receita deve se repetir. “Isso equivale, em números, tanto ao aperfeiçoamento das práticas ambientais na indústria, o qual inclui mais tratamento e o empenho em solucionar passivos, como a maior quantidade de resíduos gerados com o previsível crescimento econômico”, explica.

 
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