PERSPECTIVAS 2007
tintas

Alívio tributário e avanço
da construção civil puxam
as vendas dos revestimentos

Marcelo Fairbanks

A indústria brasileira de tintas projeta crescimento significativo de vendas para 2007, justificado pelo bom desempenho da cons­trução civil depois de ter recebido incentivos fiscais em 2006. O Programa de Aceleração do Cres­cimento (PAC), recém-lançado, é prenhe de dispositivos de incentivo a obras civis, desde o saneamento básico até a construção de moradias. Em todos os casos, as tintas imobiliárias terão ampliado seu mercado.

Em 2006, as linhas imobiliárias praticamente acompanharam o desempenho do PIB ao crescer de 722 milhões de litros para 741 milhões de litros, uma variação de 2,6%, pelos dados preliminares da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). “Esperamos crescimento de pelo menos 4,5% nas linhas imobiliárias e também no total do setor”, afirmou o presidente-executivo da entidade Dílson Ferreira.

A construção civil já se beneficia da redução do IPI sobre os produtos que consome, resultando em uma queda de custos da ordem de 5%, desde meados de 2006. “Isso se reflete na venda de materiais básicos, mas ainda não na de tintas”, disse. As tintas entram na fase final da construção, prevista para meados de 2007 e 2008, nas obras iniciadas no ano passado.
 

 
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