Debates buscam alternativas
para ampliar saneamento


Rose de Moraes

As mais avançadas tecnologias para tratar águas, esgotos e resíduos sólidos e controlar a presença de contaminantes no ar estarão no centro das atenções de empresas públicas e privadas, profissionais de engenharia sanitária e ambiental, entre outros, na maior mostra da América Latina dedicada ao segmento, a Fitabes 2007 – VII Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental, de 3 a 6 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte-MG. Além da exposição de equipamentos e produtos, o evento propicia amplos debates em torno de um dos temas mais desafiantes para o País há décadas: dar solução aos problemas de saneamento básico. Neste ano, também serão conhecidos novos projetos e iniciativas adotadas em vários Estados e municípios brasileiros, como a experiência da Copasa, de Minas Gerais, voltada ao tratamento de águas.

Simultaneamente à feira, o 24º. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), organização não-governamental de abrangência nacional, deverá incluir painel para a discussão mais aprofundada do tratamento dos resíduos sólidos no País.
Entre as presenças nacionais tam­bém se destaca neste ano a da Associação Brasileira de Tubos Po­liolefínicos e Sistemas (ABPE).

Divulgação

Associação valoriza cadeia dos tubos plásticos

 Criada há treze anos para conciliar interesses de toda a cadeia produtiva do setor, formada por fabricantes de resinas, compostos, tubos e conexões, instaladores e usuários, a entidade pretende destacar no evento a necessidade de incluir nas discussões técnicas pertinentes ao saneamento a abordagem das tecnologias em tubos e conexões poliolefínicos, voltadas a assegurar a condução segura de águas e esgotos.

Para ampliar a confiabilidade quanto ao uso de sistemas em polietileno, a ABPE desenvolveu e implantou programa de garantia de qualidade, cujas bases e estágio atual serão apresentados durante a Fitabes 2007. Empregados em redes de distribuição e ligações prediais de água e gás, os tubos poliolefínicos também encontram usos em emissários sanitários e de efluentes químicos, sistemas de transporte de produtos químicos e instalações industriais, transporte hidráulico de sólidos, redes de irrigação e sistemas de drenagem, incluindo, entre outros, adução e captação de água.
Conheça, a seguir, algumas novidades em destaque na Fitabes 2007.


FEIRA LEVA NOVIDADES AO SETOR

ALBRECHT

A empresa catarinense, de Joinville, evidencia ao público equipamento para secagem térmica de lodos sanitários e industriais, desenvolvido com tecnologia própria. Entre os benefícios decorrentes de sua utilização, esse secador, além de conferir proteção ao meio ambiente e elevar o padrão de saúde pública local, propicia reduções de peso, volume e de umidade dos lodos, contribuindo, assim, para diminuir o passivo ambiental.

ALPINA AMBIENTAL

Um sistema inovador para tratamento de esgotos é apresentado nesse estande. Desenvolvido com a finalidade de sanar deficiências locais de áreas e instalações que não contam com sistema público para tratar esgotos, esse sistema, denominado DBR, atende às necessidades residenciais, de condomínios, canteiros de obras, indústrias em geral, servindo até para emprego em instalações temporárias, como eventos que não dispõem de sistema de tratamento de águas residuárias. Ao contrário de outros tipos de equipamento, o diferencial do DBR é tratar o efluente sem a presença de químicos, permitindo o reúso das águas em descargas de sanitários e lavagens de máquinas e equipamentos. Os discos rotativos existentes em seu interior funcionam como suportes para o crescimento natural, espontâneo e controlado de microrganismos que consomem e oxidam os dejetos.