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TINTAS
ANTICORROSIVAS |
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Encomendas de navios
e plataformas de petróleo sinalizam crescimento e
sofisticação da demanda
Texto de Domingos Zaparolli
e fotos de Cuca Jorge |
Os fabricantes de tintas anticorrosivas, revestimento
utilizado em proteção industrial, na indústria naval e nas aplicações
off-shore, estão otimistas em relação ao desempenho dos negócios no curto
e no médio prazo. Além de um esperado aumento no volume de vendas, há
também a perspectiva de uma maior aceitação de produtos com valor agregado
mais alto, principalmente de tintas com soluções que geram menor impacto
ambiental.
São duas boas notícias para um segmento que, nos últimos anos, enfrentou
uma estagnação no volume de vendas. Segundo avaliação de Clayton Queiroz
Jr., gerente nacional de vendas da Renner Herrmann, o segmento registrou
em 2005 e 2006 volumes mensais na casa de 500 mil galões. Mas a
expectativa do executivo é de um crescimento de 11% nos negócios no
período de 2007 e 2008.
Durival Pitta, diretor-comercial e industrial da Sumaré, empresa do grupo
Sherwin-Williams, estima em 6% o crescimento em 2007. Mesmo sem se
arriscarem a fazer projeções, Marcelo Luis Campregher, chefe de vendas
técnicas da Weg Tintas, e Douglas Bruce Leslie, diretor-geral para o
Mercosul da International Paint, empresa da Akzo Nobel, também demonstram
confiança em um forte crescimento nos próximos dois a três anos.
Os fatores que impulsionam os negócios e geram otimismo no setor são
conhecidos. O segmento de tintas navais é dos mais promissores. A Weg, que
tem investido neste setor, forneceu tintas para 200 iates apenas no
primeiro semestre de 2007, conforme relata Campregher. É um segmento
pequeno, mas com uma boa rentabilidade”, diz o executivo.
Mas a grande perspectiva de vendas no segmento, é claro, decorre do fato
de a Transpetro ter licitado a construção dos primeiros 26 navios de um
total de 42 previstos no Programa de Modernização e Expansão da Frota
Petroleira do País. Na verdade, há dois anos é esperado o início da
construção destes navios, mas o clima entre os fabricantes de tintas é de
agora vai.
| A Petrobrás tem
um orçamento de investimentos de US$ 112 bilhões até 2012, onde estão
incluídas também novas plataformas, aumento da capacidade de refino e
novos dutos para condução de óleo e gás. E é este investimento da
petroleira que cria as expectativas favoráveis para as vendas de
tintas voltadas para aplicações off-shore. |
Divulgação |
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| Queiroz: linhas Low VOC dominam 80%
das vendas |
Já no segmento de tintas de proteção industrial, os projetos de
expansão de capacidade produtiva, que estão sendo implementados
principalmente por indústrias dos setores de açúcar e álcool, papel e
celulose, máquinas e equipamentos, siderurgia e mineração, geram boas
perspectivas de negócios. O segmento de protect coating responde por 70%
dos negócios, indústria marítima, 25%, ficando para o off-shore os demais
5% do mercado de tintas anticorrosivas.
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