A realização de ensaios em tintas para a avaliação de sua durabilidade quando expostas a meios agressivos, como intempéries, sal e agentes poluentes, ainda é restrita a alguns poucos segmentos do mercado no Brasil, como o de tintas automotivas e o de tintas anticorrosivas, voltadas para o uso em manutenção industrial e nas indústrias petrolífera e naval. Os ensaios são pouco comuns entre os fabricantes de tintas imobiliárias e tintas para a indústria em geral.

A massificação desses ensaios só deve ocorrer quando a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) estabelecer normas específicas em seu Programa Setorial de Qualidade (PSQ). A estimativa dos coordenadores do programa é de iniciar os testes para a aplicação de normas para ensaios de intemperismo no segmento de tintas imobiliárias em 2009, como informa a supervisora técnica da Abrafati, Gisele Bonfim.

Mas antecipar as exigências do PSQ pode render bons resultados para a indústria de tintas. Com a realização de ensaios, é possível desenvolver formulações mais adequadas, com custos menores, permitindo estudar o comportamento da tinta e usar apenas a quantidade necessária de insumos para um determinado objetivo.

Cuca Jorge

“Não testar a tinta, por meio de ensaios, é não conhecer o produto que se está formulando”, diz Leandro de Santis, gerente da Panambra, representante no Brasil dos equipamentos para ensaios Atlas, dos Estados Unidos. “Infelizmente, ainda são poucos os fabricantes brasileiros, fora do segmento de tintas automotivas, que utilizam este recurso”, afirma o executivo.
Santis: ensaios apóiam até ações de marketing
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