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atuação RESPONSÁVEL |
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Sistema
revisado entra em operação
e transforma
versão local do Responsible Care
a mais avançada do mundo
Marcelo Furtado |
Já
com seu novo modelo pronto desde meados de 2006, revisado a ponto de ser
considerado por muitos o programa mais avançado do mundo, o Atuação
Responsável, coordenado no país pela Associação Brasileira da Indústria
Química (Abiquim), é um exemplo vivo de adoção de um dos pilares conceituais
dos sistemas de gestão, a chamada melhoria contínua. Uma análise das
discussões atuais entre os participantes do programa, sempre repletas de
novas temáticas, estratégias, metas e objetivos, confirma a observação.
Durante o último congresso do Atuação Responsável (17 e 18 de junho, em São
Paulo), esse clima de dinamismo ficou claro. Em suas palestras e workshops
bastante concorridos, que atraíram mais de 500 participantes de todo o
Brasil, uma série de questões em debate permitiu a visualização de um
horizonte diferente e aperfeiçoado para os envolvidos no programa, tanto os
signatários como o restante da sociedade. Ilustram esse panorama o
lançamento oficial, no primeiro dia do congresso, do projeto PreparAR, que
pretende estender o conceito do AR para as indústrias médias e pequenas
(não-associadas), ou então a divulgação do início do processo de
modernização dos indicadores de desempenho do programa, cuja intenção é
melhorar a comunicação com o público externo e demonstrar as conquistas
práticas de forma mais objetiva e embasada tecnicamente.

A autocrítica constante tem muito a ver com o formato revisado do AR
nacional, que tornou o programa um sistema de gestão propriamente dito,
abrangente, auditável e sinérgico entre os diversos processos (segurança,
saúde, meio ambiente, qualidade e responsabilidade social). De forma
pioneira no mundo, as modificações feitas pelos associados da Abiquim
tiveram a capacidade de gerar um perfil já considerado por alguns como
peculiarmente positivo para a indústria química nacional.
Tem essa opinião o diretor técnico de assuntos industriais da Abiquim,
Marcelo Kós. Coordenador do Atuação Responsável desde sua implantação no
Brasil em 1992, Kós usa sua experiência nos encontros internacionais de
países signatários como argumentação. Segundo ele, nenhum outro país chegou
ao estágio da versão tupiniquim. “Pode parecer cabotino, mas esta é a pura
verdade”, disse. “Sempre quando se levanta uma nova demanda nos encontros, a
delegação brasileira demonstra estar adiantada nos trabalhos, o que é de
imediato reconhecido pelos estrangeiros.”
Exemplos para engrandecer o Brasil não faltam, mas o principal deles é o
fato de o país ter sido o único a transformar o Responsible Care em um
sistema completo de gestão com certificação auditada, cujo VerificAR, já em
implantação em escala real, faz em uma única auditoria a checagem, além do
AR, das normas de qualidade (NBR/ISO 9001), de segurança (OHSAS 18001), meio
ambiente (NBR/ISO 14001) e de responsabilidade social (NBR 16001). Outras
características de ponta do programa da Abiquim dizem respeito à sua
integração com práticas que levam à adoção do gerenciamento de produto e,
por fim, dos conceitos de sustentabilidade, com seu escopo socioambiental e
econômico.
ExportAR – O pioneirismo brasileiro, de acordo com Kós, tem feito a
equipe brasileira ser constantemente consultada por outras associações.
Segundo informa, o assédio deve fazer o Brasil em breve exportar o modelo
para outros países, mediante a cessão paga de direitos autorais. Nações
latino-americanas estão interessadas e, mais recentemente, países árabes, os
quais para exportar à Europa, agora sob a proteção da regulamentação Reach,
precisam seguir as recomendações ambientais da ICCA (International Council
of Chemical Associations), que exige a adoção do Responsible Care. “Os
árabes estão inclinados a partir direto para o nosso programa, que já contém
todas as modificações mundialmente recomendadas pelo ICCA e outras mais
avançadas e adotadas de forma voluntária no Brasil”, complementou.
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Outra prova inconteste da vanguarda brasileira é ainda mais motivo de
orgulho para o diretor da Abiquim. O país criador do Responsible Care, o
Canadá, tem sido um dos maiores interessados em conhecer as modificações
brasileiras. Isso principalmente porque os canadenses, já na criação do
programa no final da década de 80, organizaram-se estruturalmente por
processos (produção, comercialização, p&d, transporte e distribuição,
suprimentos), como o Brasil fez depois de sua revisão. A maioria dos outros
países, pelo contrário, conta com programa estruturado por códigos de
dimensões (segurança, proteção ambiental, transporte etc), o que torna o
sistema muito estanque e sobrecarregado, por repetir práticas. “Nós
detalhamos melhor os processos, criamos de |
Divulgação

Kós: programa virou referência nos encontros internacionais |
forma inédita um
mapa estratégico e transformamos o programa em sistema de gestão”, explicou Kós. “Isso fez os
canadenses acompanharem de perto as conquistas.”
Nesse sentido, a organização do congresso de 2008 do Atuação Responsável, na
opinião de Marcelo Kós, espelhou o progresso local conseguido com o novo
modelo. A começar pelo tema escolhido como slogan do evento,
“Sustentabilidade em Ação”, que não deixa de ser o propósito do AR, com sua
estrutura feita para dar as ferramentas completas para a empresa atingir
grau de excelência em todos os seus aspectos (ambiental, social e
econômico). Para Kós, mais do que o slogan, as apresentações inaugurais do
primeiro dia do congresso foram muito representativas da nova realidade, por
utilizarem exemplos práticos de empresas associadas bem envolvidas com a
sustentabilidade.
O envolvimento aí estaria ligado ao fato de esses grupos terem transportado
os conceitos sustentáveis ao centro dos negócios, transcendendo a vocação de
simples ferramenta de gestão interna. Boa parte da nova visão teria sido
incentivada pelo convívio com o Atuação Responsável, visto que essas
empresas têm papel de liderança no desenvolvimento do programa no Brasil e
no mundo. Também por ser assunto muito atual, para ilustrar a nova fase a
escolha recaiu sobre o uso de matérias-primas renováveis na produção de
polímeros, por meio de projetos realizados pelas signatárias Dow, Braskem,
Basf e Solvay. “É um ótimo exemplo de que o sistema de gestão integrado,
levado a sério, pode levar a indústria a tomar decisões concretas pela
sustentabilidade. Investir vários milhões de dólares em projetos com
matéria-prima renovável obrigatoriamente faz todos verem o assunto com mais
atenção”, afirmou Kós.
Negócio verde – Marcelo Kós considera emblemático os investimentos
“verdes” terem saído no Brasil, o que de certa forma confirma a avaliação de
que o Atuação Responsável da Abiquim se posiciona na vanguarda mundial. Uma
empresa global como a Dow Chemical escolher o Brasil, e não a Índia ou a
China (também emergentes, mas por exemplo com incipientes Responsible Cares),
para bancar o seu primeiro investimento em projeto sustentável, o Projeto
Cabana, que produzirá polietileno derivado do etanol, é para o diretor da
Abiquim uma prova de que o país começa a ganhar importância mundial em
sustentabilidade. Afora sermos líderes na produção de etanol, ter indústria
química com gestão moderna com certeza contribuiu para convencer o board do
grupo a aprovar o investimento.

E a Dow foi uma
das quatro empresas a dar algumas informações no congresso sobre o seu
projeto de polímero obtido de matérias-primas renováveis no painel “Em busca
da sustentabilidade”, em uma parte denominada “Ações da Indústria”. Um
funcionário da Dow envolvido no Projeto Cabana, Bruno Pereira, ressaltou os
benefícios socioambientais do investimento de US$ 800 milhões previsto para
ser executado em Santa Vitória-MG em joint venture com o grupo
sucroalcooleiro Crystalsev. “Cada quilo de
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