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PETRÓLEO E GÁS
Onip divulga cadastro para atrair mais fornecedores

A sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) como local mais apropriado para o evento de certificação de um grupo de empresários no Sistema de Cadastro de Fornecedores (Cadfor) da Organização Nacional das Indústrias de Petróleo (ONIP), no final da primeira quinzena de julho, não foi feita aleatoriamente. Como a maior parcela da base associada da entidade

(75%) é composta por micro, pequenas e médias empresas, seu presidente Luiz Albert Neto percebeu que a realização dessa cerimônia poderia disseminar a informação da abertura de novas oportunidades de negócios no exterior para essa significativa fatia de associados que, de uma maneira geral, dispõe de recursos limitados para investir na internacionalização de suas prospecções de novos contratos.

Segundo Albert Neto, ao tornar disponíveis as informações qualificadas sobre bens e

Divulgação

Cerimônia reuniu petroleiros e indústrias mecânicas

serviços das indústrias de fornecedores brasileiros no Cadfor para as subsidiárias estrangeiras do setor de petróleo, naturalmente elas servirão como instrumento para a captação de novos negócios no exterior, pelo simples fato de que também poderão ser consultadas e utilizadas pelas matrizes dessas empresas. “Já deixamos de fazer bons negócios por falta de conhecimento qualificado dos fornecedores nacionais”, disse Murilo Marroquim, presidente da Devon Energy – que no evento foi representado por Robert Crean. O diretor da Maesk Brasil, Viggo Andersen, manifestou que com a experiência, “em breve, poderemos levar os produtos para o exterior atendendo às operadoras dentro e fora do Brasil”.

Olhos no futuro – Os executivos Lana Schneider (Maesk), João Mariano (Shell), Fernando Quintas (El Paso), Charles Guerra (Chevron) e Per Harald (Statolhydro) manifestaram que a política de utilização e contratação de serviços e bens locais fazem parte do padrão global de trabalho dessas indústrias exploradoras e produtoras de petróleo. O diretor da Anadarko, Eduardo Santos, avaliou que, entre todos os sistemas de certificação adotados por sua companhia no resto do mundo, o similar brasileiro se consolida como o melhor.

O diretor da Shell, João Mariano, disse que a capacidade tecnológica do país é reconhecida, mas o Cadfor oferece informações importantes para o conhecimento mais detalhado dos fornecedores brasileiros. Enquanto o presidente da Statolhydro, Jorge Camargo, afirmou que os olhos da empresa estão voltados para o futuro, “ainda mais levando-se em consideração as descobertas recentes de novos lençóis”.

Critérios de cadastramento – A ONIP formaliza um convite de participação exclusivo às companhias brasileiras fornecedoras do setor de petróleo e gás, para o cadastramento no Cadfor, de acordo com as prioridades de bens e serviços fixadas pelos patrocinadores do cadastro. Entretanto, a empresa interessada em participar do Cadfor pode tomar a iniciativa de solicitar o convite no site da entidade – que, nesse caso, vai verificar se os bens e serviços estão nas prioridades do cadastro. Em caso positivo, o convite de participação será enviado ao fornecedor – que terá uma resposta positiva ou negativa.

O Cadfor adotou uma série de procedimentos para a avaliação dos fornecedores com base em critérios legal, financeiro, técnico, saúde, meio ambiente, segurança e de Responsabilidade Social, como referenciais para medir a capacidade das empresas. A relação dos bens e serviços abrange desde o fornecimento de equipamentos para calderaria a equipamentos elétricos, mecânicos, onshore, tubulações, instrumentação até obras civis, equipamento subsea, de radiocomunicação, construção e reparo naval.

Hilton Libos

 
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