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Laboratório desenvolve tecnologia de solda

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), de Campinas-SP, desenvolveu tecnologia de soldagem de ligas metálicas especiais, com capacidade de fabricar elementos filtrantes para “telas premium”, utilizadas especialmente para controle de areia em poços de petróleo e gás. De acordo com o comunicado do instituto, esse mesmo processo pode produzir elementos para tratamento de água industrial, para filtração em alta pressão e em alta vazão, em saneamento básico, em equipamentos científicos, nas indústrias aeronáutica e espacial, entre outras.

O desenvolvimento foi feito em conjunto com a empresa DFB Técnicas para Soldagem de Metais Ltda. A parceria possibilita que em aproximadamente dois anos o Brasil domine todo o ciclo de produção das telas, nacionalizando o produto e gerando uma economia de cerca de US$ 40 milhões em importação. Além disso, permite que o país tenha acesso a um mercado internacional de cerca de US$ 200 milhões. A importância do desenvolvimento da tecnologia fica mais evidente quando se sabe que cerca de 80% da produção de petróleo no país é feita em águas profundas (com perspectivas cada vez maiores), onde a instalação de contenção de areia é praticamente obrigatória.

Segundo o LNLS, apenas três empresas no mundo dominam a técnica de fabricação de elementos filtrantes utilizando essa tecnologia. Para o instituto, o sucesso do projeto abrirá outras oportunidades, como designs diferenciados de telas premium adaptadas às condições de produção brasileira e a difusão dessa tecnologia para outros setores industriais. 

O grupo de materiais do LNLS trabalha no desenvolvimento de processos especiais de soldagem há mais de dez anos, para uso na fabricação de componentes para os aceleradores de elétrons, linhas de luz e outros componentes do Laboratório. A parceria para o desenvolvimento desse projeto surgiu há dois anos com o interesse comum entre a empresa e o instituto no desenvolvimento de técnicas de soldagem não-convencionais que unissem diferentes materiais metálicos para a fabricação de peças para os aceleradores. 

Os recursos para o desenvolvimento são fornecidos pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pela DFB, que detém os direitos de fabricação e comercialização. O projeto conta ainda com a assessoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), responsável pelos testes do produto. Desde 2003, após sugestão da Petrobras, a FINEP incentiva a produção dessas telas no Brasil.

M. Furtado

 
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