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se um comprimido é grande demais?
Ou se não há possibilidade de obter um copo d’água para ingerir o
medicamento, como ocorre quando estamos presos em um congestionamento de
trânsito?”, indagou. Segundo Ikuno, mais e mais pessoas, e não só crianças e
idosos, desejam não ter de engolir seus comprimidos. “A demanda está
crescendo por produtos que se desintegram na boca em segundos, liberando os
ingredientes ativos para alívio rápido. É para esse mercado que surgiu o
Ludiflash, proporcionando uma textura leve e cremosa, como nenhum outro
excipiente apresentou até o momento”, afirmou.
Os fabricantes de comprimidos precisam de uma combinação perfeita, que
inclui fluidez, compressibilidade, dureza e estabilidade, além de
compatibilidade com frascos de polietileno e blisters. Segundo Ikuno, tudo
isso é conseguido com o Ludiflash. O excipiente contém 90% de manitol, uma
carga de rápida dissolução e sabor doce; 5% do desintegrante Kollidon CL-SF,
outro produto da Basf à base de crospovidona, que propicia desintegração na
presença de muito pouco líquido, além de dar uma sensação cremosa agradável
na boca; e 5% de Kollicoat SR30D (poliacetato de vinila), agregante
hidrofóbico para desintegração melhorada. Um processo de fabricação único
torna o produto superior à simples soma de seus ingredientes individuais.
Estrutura e distribuição de tamanho de partículas controladas, aliadas à
alta densidade propiciam a adequada fluidez. O produto tem baixa
higroscopicidade quando armazenado em pó ou nas formulações acabadas,
assegurando a estabilidade dos ativos e do comprimido. É adequado para
compressão direta e compactação com rolo. Também pode ser usado no processo
de granulação a úmido, quando requerido pelo agente ativo. Para Ikuno,
entretanto, a compressão direta fornece claras vantagens, graças à
simplicidade do processo: “Os componentes são pesados, misturados e
diretamente comprimidos. Além disso, esse processo é pouco agressivo com os
agentes ativos”, argumentou.
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Criada em
2006, a unidade Lifescience da Ipiranga Química também expôs seus
produtos no evento. A entrada no mercado farmacêutico se deu por meio
da aquisição da Forlab Chitec S.A., empresa que conta com experiência
de mais de cinqüenta anos na importação e distribuição de excipientes
e matérias-primas para as indústrias farmacêutica, veterinária e
cosmética. “Nosso portfólio é composto por uma linha de excipientes e
princípios ativos provenientes de empresas internacionais,
especialistas em seus segmentos”, informou Almir Ribeiro, gerente
dessa unidade de negócios.
Entre as representadas, Ribeiro destacou a americana CPKelco, líder
mundial na produção de |

Ribeiro: potfólio ampliado em excipientes |
goma xantana grau farmacêutico,
com quem a Ipiranga estabeleceu contrato de exclusividade para distribuição
no Brasil. “Xantural é uma linha de produtos derivados de goma xantana para
uso específico em excipientes”, disse. Os produtos atendem às especificações
das farmacopéias americana, européia e japonesa.
Goma xantana é um biopolímero solúvel em água usado como modificador
reológico. Soluções de goma xantana são altamente pseudoplásticas, isto é,
em repouso ou sob baixo cisalhamento, exibem alta viscosidade, mesmo em
baixas concentrações, como 0,1% a 0,5%. Sob alto cisalhamento, entretanto, a
viscosidade cai bastante. Suas propriedades reológicas, combinadas com sua
compatibilidade com uma larga gama de ingredientes, permitem seu uso em
várias aplicações.
Os produtos da linha Xantural espessam e controlam o fluxo de líquidos,
asseguram facilidade de bombeamento e mistura, além de prevenir a
sedimentação de partículas em suspensão e separação de emulsões de óleo em
água.
Outro produto ressaltado por Ribeiro foi o Starlac, da alemã Meggle. Muitos
comprimidos contêm lactose e amido como excipientes. Lactose é uma carga
enquanto amido é um desintegrante eficiente. Em geral, lactose e amido são
associados por granulação úmida, gerando uma massa com boa fluidez e
compressibilidade. Esta etapa de granulação úmida é cara, mas necessária
para evitar problemas de baixa fluidez do amido e sua tendência a segregar.
Starlac é um composto de amido e lactose inovador. Consiste em uma mistura
obtida por spray dryer de 85 partes de lactose monohidratada e 15 partes de
amido de milho. É um pó branco inodoro, parcialmente solúvel em água fria.
Nele as partículas de lactose e amido estão na forma granular. Os dois
componentes não podem ser segregados por métodos mecânicos, assim, uma
separação durante o processo é impossível. Comparado à mistura simples dos
dois componentes, Starlac tem propriedades de fluxo superior. “Outros
parâmetros como dureza e friabilidade usando Starlac em compressão direta
são melhores do que os obtidos com misturas de amido e lactose”, afirmou
Ribeiro.

O produto é adaptável a todos os
tipos de formulações onde se deseje rápida desintegração. Graças a essa
propriedade, a dissolução dos ativos é bem menor que a obtida com a mistura
dos dois componentes, como se vê na figura 1.
“Além de produtos, a Ipiranga oferece suporte técnico e comercial ao
cliente”, acrescentou Ribeiro. Isso inclui fornecimento e atualização da
documentação técnica relativa aos insumos comercializados, a
disponibilização de dossiês de princípios ativos (DMFs) e permanente diálogo
com as agências reguladoras sobre legislação aplicável a produtos existentes
e lançamentos”, enumerou. Finalizando, Ribeiro incluiu entre os serviços
oferecidos a pesquisa para importação direta de moléculas específicas e
assistência em iniciativas de exportação e de marketing.
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como nas
demais edições da feira, entre os fornecedores de princípios ativos,
várias empresas chinesas e indianas estiveram presentes. Shankar Dewan,
gerente sênior para o mercado internacional da Themis Medicare de Mumbai,
Índia, veio ao Brasil pela segunda vez para divulgar os produtos da
Artemis Biotech, uma divisão do grupo Themis. Primeiro fabricante de
estatinas da Ásia, a empresa tem quatro fábricas e presença em 40
países. Seu representante exclusivo no Brasil é a Ecotag Comercial, de
Campinas-SP.
Segundo Dewan, grande parte dos comprimidos de sinvastatina
comercializados em nosso país tem o ativo produzido por sua empresa.
Abstendo-se de citar nomes de clientes brasileiros, lembrou que |

Shankar: sinvastatina brasileira bem da Índia |
assim como as demais
estatinas, a sinvastatina é um hipolipidêmico, usado para controlar
hipercolesterolemia (níveis elevados de colesterol) e prevenir doenças
cardiovasculares. É um derivado sintético de um produto da fermentação do
fungo Apergillus terreus. Poderoso redutor de gorduras, atua sobre os níveis
das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) sem afetar os níveis de
triglicerídeos e HDL (lipoproteínas de alta densidade). A molécula da
sinvastatina pode ser vista na figura 2.

Descoberta e originalmente
comercializada pela Merck & Co, tornou-se disponível como medicamento
genérico em inúmeros países depois que a patente expirou.
Com a participação na feira, Dewan esperava alavancar também as vendas de
outros ativos produzidos pela Artemis, como lovastatina, propofol, etambutol
e astesunato.
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A canadense
Acic Fine Chemicals esteve pela terceira vez na FCE divulgando seus
ativos e serviços. Fundada em 1974, em Ontário, a empresa hoje oferece
fármacos, tecnologia e serviços nos EUA, Europa, Ásia e América Latina.
“As instalações em nossas três plantas, assim como a participação em
vários grupos dão à Acic a flexibilidade de produzir produtos de química
fina tanto por fermentação, como por síntese ou extração”, disse a
gerente para a América Latina, Laura Bazan.
Entre os ativos produzidos estão: antibióticos, inibidores de proteases,
antidiabéticos, anti-hipertensivos, drogas anti-HIV e produtos
oncológicos. Além disso, a Acic oferece serviços de desenvolvimento de
fórmulas e licenciamento de tecnologias, como granulação a úmido e a
seco, peletização e liofilização para injetáveis. Laura afirma que a
empresa tem larga experiência com órgãos reguladores, em especial com a
americana FDA (Food and Drug Administration), auxiliando seus clientes
na submissão de produtos para aprovação. Desenvolvimento e validação de
métodos analíticos também podem ser obtidos. |

Laura: química fina por fermentação ou síntese |
Na América Latina, estão em busca
de sócios para o lançamento do Provocholine, um produto para diagnóstico de
asma já aprovado pela FDA. À base de cloreto de metacolina, o produto
permite um diagnóstico da hiperatividade brônquica e da severidade da asma.
Indivíduos asmáticos são sensíveis a uma broncoconstrição induzida quando
inalam uma solução de cloreto de sódio contendo Provocholine.
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