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A resposta é obtida em cinco minutos e a incidência de falsos negativos ou
falsos positivos é muito baixa. Os pacientes retornam naturalmente à função
pulmonar básica após 30 a 40 minutos ou após 5 minutos de administração de
antagonista beta, também por inalação.
Satisfeita com a visitação em seu estande, Laura prevê o comparecimento da
empresa na edição 2009 da feira.
Com o objetivo de concorrer com os ativos importados, a brasileira Alpha Br
Produtos Químicos compareceu pela primeira vez ao evento. Criada há cinco
anos e localizada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas de São Paulo
(CIETEC), na cidade universitária, a empresa conta com o apoio das
instituições mantenedoras da incubadora na execução de seus projetos. Entre
essas instituições estão o Ministério da Ciência e Tecnologia, a
Universidade de São Paulo e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O
suporte financeiro é obtido via Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas de São Paulo).
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“Para sermos
competitivos, só trabalhamos com ativos de alto valor agregado”, disse o
diretor Luiz Carlos Zanotti, “com preços de 2 a 90 mil dólares por
quilo”, acrescentou.
Os fármacos produzidos pela Alpha Br Produtos Químicos entre eles,
citrato de fentanila, clonazepam, cloxazolam e cloridrato de midazolam,
atendem aos padrões de qualidade das farmacopéias americana, européia e
japonesa. Aqueles não catalogados atendem a especificações próprias,
sempre adaptadas às necessidades dos clientes. Zanotti mencionou que as
análises para controle de qualidade mais simples são feitas na empresa,
e as que demandam uso de instrumental mais caro são terceirizadas.
Para Zanotti, já foi pior competir com os ativos vindos da |

Zanotti: opção por ativos de alto valor agregado |
Ásia. “Os custos na China estão
aumentando”, disse. “Além disso, temos os produtos para pronta entrega,
outro diferencial a nosso favor”, complementou. Além da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA), os próprios clientes são convidados a auditar
as instalações da fábrica para constatar a qualidade dos produtos e
processos.
Cápsulas e comprimidos - A Capsugel, divisão da Pfizer, maior
fabricante mundial de cápsulas de gelatina duras lançou no mercado
brasileiro a tecnologia Licaps. De acordo com o gerente de novos negócios,
Alessandro Hirichsen, havia uma demanda de mercado pela possibilidade de
encapsular líquidos sem vazamentos. Segundo pesquisa realizada nos EUA,
consumidores preferem ingerir medicamentos líquidos na forma de cápsulas.
Licaps são cápsulas de duas partes especialmente desenhadas para serem
unidas e segurar conteúdos líquidos e semi-sólidos sem aplicação de faixa
selante.
Disponíveis tanto em gelatina como em HPMC (hidroxipropil metil celulose),
são feitas em uma ampla variedade de tamanhos e cores.
Sem preservativos, as cápsulas Licaps não contêm amido, aglomerantes,
desintegrantes ou excipientes. Também não contêm plastificantes, tornando-se
uma barreira efetiva contra oxigênio. Além disso, mascaram sabor e odor, e
não são agressivas ao estômago.
A inovadora tecnologia de selagem LEMS (liquid encapsulation by microspray),
patenteada pela Capsugel, eliminou a necessidade de aplicar gelatina no
fechamento. Uma bolha de nitrogênio ajuda a proteger contra oxidação,
mantendo o ativo estável. A bolha é visível no produto acabado, propiciando
uma diferenciação da marca do fabricante graças à aparência atraente da
cápsula.
Além do produto, o maquinário usado para enchimento das cápsulas também foi
patenteado. Batizado de CFS1200, o equipamento enche e sela 1.200 cápsulas
por hora, podendo trabalhar com líquidos de viscosidades variando entre 50 a
3.000 mPa.

O processo Licaps foi assim
descrito por Hirichsen: depois das cápsulas serem cheias em ambientes livres
de oxigênio e ricos em nitrogênio, segue-se o processo de selagem. O fluido
selante, uma solução hidroalcoólica, é aplicado por spray na junção entre a
tampa e o corpo da cápsula. É usado para dissolver levemente essas partes.
Ar aquecido a 40-60ºC é soprado, para completar a fusão tornando a junção
impermeável. O endurecimento se completa quando o produto volta à
temperatura ambiente. Ao final, resulta uma cápsula fundida única. A figura
3 ilustra a etapa de selagem do processo.Uma alternativa para encapsular
líquidos são as cápsulas de gelatina moles (CGM), também conhecidas como
softcaps. Nessa forma de apresentação, o enchimento líquido, oleoso ou
pastoso é acondicionado em um invólucro formado por gelatina adicionada de
plastificantes (sorbitol e/ou glicerina). Os três grandes fornecedores do
mercado local estavam na feira, entre eles a Softcaps, uma multinacional
colombiana e chilena, que atua nos mercados farmacêutico, fitoterápico,
nutracêutico e cosmético. No Brasil desde 1995, a Softcaps está instalada em
Cotia-SP, e possui também fábricas na Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile.
Como vantagens das cápsulas gelatinosas, o diretor-geral da empresa Wagner
Paiva, ressaltou a manutenção por muito mais tempo da estabilidade dos
princípios ativos encapsulados e a facilidade de formulação, evitando
excipientes desnecessários.
“As cápsulas gelatinosas moles oferecem maior segurança por sua
inviolabilidade e hermeticidade, diminuindo a possibilidade do produto ser
alterado, falsificado, repartido ou contaminado. Além disso, são fáceis de
deglutir e insípidas, facilitando a aplicação de aromas ou adoçantes”,
acrescentou.
Paiva ressaltou os diferenciais da empresa: custos competitivos, diversidade
de linhas e pesquisa e desenvolvimento. “Graças a isso, ocupamos o segundo
lugar no mercado brasileiro”, afirmou.
A Softcaps oferece ampla variedade de cores e formatos, incluindo cápsulas
redondas, ovais, alongadas e especiais. Essas últimas têm formato de
estrelas, peixinhos, coração, e outros. Podem ainda ser transparentes ou
opacas, possibilitando proteção para componentes fotossensíveis. “Além de
empregadas para administração oral, têm também aplicação em produtos de uso
tópico, retal ou vaginal”, finalizou Paiva.
Os fornecedores de revestimentos para comprimidos também disputaram clientes
no evento. A Colorcon, de Cotia-SP, divulgou sua linha de produtos, entre
eles o Opadry AMB. Trata-se de um sistema de revestimento completo,
pigmentado, desenvolvido para produtos sólidos de administração oral que
precisem ser protegidos da umidade atmosférica.
“Estudos de penetração de umidade em comprimidos revestidos com nosso
produto demonstram que o Opadry AMB prevê proteção muito superior”, disse o
gerente de desenvolvimento de negócios, Weslei Bueno Ribeiro. Mesmo após o
armazenamento em condições de teste de estabilidade acelerada, o tempo de
desintegração e o perfil de dissolução do produto revestido não se
modificaram. O produto é solúvel em água, independente do pH, promovendo
imediata desintegração para rápida liberação do ativo.
“Um filme que proteja o comprimido da umidade de ambiente diminui o custo
total, eliminando a necessidade de embalagens especiais”, enalteceu Ribeiro.
O revestimento contém um polímero de alta adesividade, permitindo excelente
definição de logomarca, acabamento de aparência superior, redução de quebras
e descascamento.
Fácil de dispersar, diminui as chances de erro de operadores. De hidratação
rápida, está pronto para uso em 45 minutos, contribuindo para uma boa
produtividade. Além disso, como é solúvel em água, permite rápida e fácil
limpeza dos equipamentos.
Outro produto promovido pela Colorcon foi o Acryl-eze, sistema de
revestimento para liberação lenta de ativos.
Ribeiro lembrou que as formas farmacêuticas sólidas orais de liberação
prolongada são elaboradas, na sua imensa maioria, com um revestimento
entérico que protege tanto a mucosa gástrica dos princípios ativos
irritantes como também as drogas que não se mantêm estáveis nos sucos
gástricos. Os mecanismos de liberação prolongada também são utilizados para
a administração de ativos em um determinado local do intestino. “O polímero
entérico protege contra os meios ácidos; é solubilizado a partir de um pH
5,5”, explicou.
Para Ribeiro, o sistema Acryl-eze é mais um avanço nas técnicas de
revestimento. Propicia liberação prolongada para um amplo espectro de formas
farmacêuticas sólidas orais.
De etapa única, o revestimento contém um polímero do ácido metacrílico
solúvel em água e já pigmentado, o que permite uma importante redução de
tempo na fase de desenvolvimento e produção.
Ribeiro destacou ainda outras qualidades do revestimento, como simplicidade
para dispensar e dispersar, fácil limpeza e reprodutibilidade da cor
requerida. “O revestimento é aplicado utilizando-se processos convencionais
e não necessita de nenhum passo de cura do polímero”, acrescentou.
Consultoria e terceirização – Várias empresas de consultoria,
engenharia e projetos tinham estandes na feira. Entre elas, a Kop do Brasil,
fundada em 1997, a companhia tem como sócia a Koppenhöfer Partner GmbH,
localizada em Stuttgart, Alemanha, com atuação de mais de setenta anos para
mais de 500 clientes.
As soluções oferecidas compreendem desde o estudo de viabilidade até a
entrega em condições operacionais de equipamentos, instalações e processos.
Elaboram especificações, editais, avaliação e equalização de propostas,
dando ainda suporte na aquisição e importação.
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“A Kop oferece
uma abordagem de projeto integrada, cobrindo todo o escopo necessário
para projetar, desenvolver, reformar e melhorar processos, equipamentos
e instalações, adequando tecnologia, qualidade, prazo, investimento e
custo operacional”, disse Klaus-Dieter Burghardt, diretor de engenharia.
Para ele, a empresa busca aplicar tecnologia e experiência européia no
Brasil, de acordo com as condições do mercado local. Os projetos
contemplam a qualidade do produto, a segurança do processo e da
operação, bem como o respeito ao meio ambiente.
“Viabilizamos melhorias, reformas e ampliações para processos,
equipamentos, instalações e sistemas com adequação às normas de
segurança, normas legais e as BPF” (Boas Práticas de Fabricação),
acrescentou Burghardt.
Na área de garantia de qualidade são oferecidas soluções completas,
desde a estruturação do sistema de qualidade, auditorias, inspeções,
qualificação e |

Burghardt: projeto integrado com base em boas práticas |
validação até a elaboração de
procedimentos operacionais e treinamentos, e ainda, criação de projetos para
sistemas de geração de água grau farmacêutico.
“Entre os nossos clientes no
Brasil estão a Altana Pharma, Apsen, Boehringer Ingelheim, Nestlé, Parmalat
e Schering AG”, enumerou Burghardt.
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No estande da
empresa, foram expostas fotografias de várias plantas industriais
projetadas pela Kop, bem como uma interessante maquete feita com
impressora de computador. “Para não especialistas, a avaliação de uma
planta no papel muitas vezes não é simples. Muitas vezes, as maquetes
são necessárias, pois facilitam a explicação do projeto aos clientes”,
disse Burghardt. A empresa tem na Alemanha um especialista na execução
de maquetes com computador.
Além do farmacêutico, a Kop também atua nos segmentos biotecnológico,
cosmético, alimentício e de papel e celulose. |

Maquete da Kop foi feita com impressora |
A fabricação para terceiros,
bastante comum na área cosmética, há alguns anos chegou também no segmento
farmacêutico.
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