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TINTAS coil coatings |
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Tecnologia
dos poliésteres
domina o revestimento das
chapas antes da prensagem
Texto de Marcelo
Fairbanks
e fotos de Cuca Jorge |
O
uso de chapas metálicas pré-pintadas (coil coating) na fabricação de
produtos para construção civil, a exemplo de telhados e fechamentos
laterais, partes de eletrodomésticos e autopeças, teve forte impulso em
2003, mas depois se estabilizou. Isso não quer dizer que esse segmento de
mercado tenha se quedado inerte. A movimentação de interesses por parte de
produtores de tintas e o comportamento do mercado interno para chapas com
coil coatings compõem um quadro favorável a novos investimentos.
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“Há um
potencial de mercado para umas duas ou três novas linhas de 100 mil
t/ano de chapas pré-pintadas”, afirmou Airton Carrasco Rodrigues,
diretor-técnico da Tekno, empresa instalada em Guaratinguetá-SP que
pinta chapas em bobinas para conformação posterior. A Tekno teve sua
própria fábrica de tintas, a Kroma, até 2006, quando esta foi vendida
para a Valspar, maior produtora de tintas para essa finalidade nos
Estados Unidos, com fábrica em São Bernardo do Campo-SP.
Tekno e Valspar formaram a joint venture denominada Valspar Coil, na
qual a Tekno é majoritária, com foco na aplicação das tintas sobre as
chapas de aço e alumínio, sempre com tintas fornecidas pela parceira.
A fábrica de Guaratinguetá conta com duas linhas de produção
distintas. A mais antiga, inaugurada em 1976, processa cerca de 5,5
mil t/mês de chapas de aço. A mais nova, de 1997, pinta 4 mil t/mês de
laminados de alumínio, prestando serviços para a Novelis (antiga Alcan).
“Ambas estão no limite de ocupação de capacidade”, comentou Carrasco.
Saliente-se que as chapas de alumínio são mais leves que as de aço,
portanto, embora com menor tonelagem processada, essa linha representa
uma área pintada muito acima da de aço. |

Carrasco: ainda há
espaço para a coil coating crescer no Brasil |
Quando a linha de
pré-pintados da CSN no Paraná estava para ser inaugurada, em 2003, temia-se
um excesso de oferta, pois ela foi projetada para tratar 100 mil t/ano de
chapas de aço. Ou seja, a produção nacional estava prestes a ser duplicada.
“Não houve nenhum problema, pois o mercado interno absorveu toda a produção
sem a necessidade de buscar consumidores no exterior”, comentou Carrasco. O
setor de construção civil passou a consumir mais produtos feitos com
pré-pintados de qualidade. Além disso, o aumento da produção de
eletrodomésticos, como geladeiras, fogões, máquinas de lavar e fornos de
microondas, também cresceu, aproveitando a onda de prosperidade pós-Plano
Real.
“Ainda há muita coisa da linha branca sendo pintada com tinta em pó, mas
esse é um mercado típico das chapas pré-pintadas”, apontou Flávio Jaconis,
gerente de negócios de coil coatings da Akzo Nobel. A empresa fabrica tintas
para pré-pintados em todos os países nos quais tenha consumidores. Na
região, tem unidades de produção para o segmento no Brasil (Guarulhos-SP) e
na Argentina.
A Akzo Nobel possui um contrato de fornecimento de tintas para a produção de
chapas pré-pintadas destinadas a artigos para a construção civil, uma das
atividades da fábrica da CSN no Paraná. “Estamos lá desde a primeira
concorrência, feita em 2003, e estamos conseguindo ganhar as disputas anuais
por esse suprimento até agora”, comentou. As chapas que serão transformadas
em partes para eletrodomésticos usam tintas de outros fornecedores. Jaconis
considera interessante a atuação de outras fabricantes de tintas no cliente
por permitir a comparação de produtos e serviços, contribuindo para
aperfeiçoar a atividade.
O tamanho do mercado brasileiro ainda é muito pequeno perto dos números
internacionais. Há apenas quatro linhas de grande porte em atividade,
contando uma unidade cativa de uma empresa de alumínio instalada em
Pernambuco. Estima-se que existissem 700 linhas de coil coating no mundo em
2005, nas contas de consultores internacionais. Na Europa, o suprimento de
tintas para a atividade tem como líderes a Akzo Nobel e a Basf. No mercado
dos EUA, a disputa é acirrada entre Valspar, PPG, Basf e Akzo. “Nos Estados
Unidos, há mais ou menos 50 coaters (empresas de pintura de chapas), muitas
com mais de uma linha de produção”, avaliou. Segundo comentou, as linhas
mais antigas de pintura na Ásia estão sendo substituídas por unidades novas
de alta produção.
Evolução lenta – O mercado de coil coating evolui a passos largos,
porém lentos. Esse segmento cresce com a implantação de novas linhas de
revestimento de chapas em operação contínua, que demandam investimentos
sempre vultosos. A confiança dos investidores precisa ser construída com
base nos indicadores macroeconômicos e no desempenho dos mercados
consumidores, nos momentos mais favoráveis.
Depois de instaladas, essas linhas de revestimentos tendem a ser conduzidas
sem grandes variações, evitando paradas. “O número de cores disponíveis é
grande, mas o mercado local é concentrado em poucas variações”, comentou
Jaconis. Ele explicou que a máquina de pintura é equipada com vários
(geralmente três) rolos aplicadores de tinta. Quando se quer pintar com uma
só cor, basta afastar os demais rolos da chapa que percorre o processo.
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