F E I T I N T A S  2008    P R É V I A

Cadeia
produtiva
se reúne
em fase
de vendas crescentes
Hilton Libos

Com projeções de crescimento estimadas em 7% neste ano, aproximadamente 30 mil profissionais do setor deverão participar da 6ª Feira da Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos Correlatos (Feitintas 2008), entre os dias 17 e 20 de setembro no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. De acordo com a avaliação do presidente em exercício do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do

Estado de São Paulo (Sitivesp), Paulo César Abrantes de Aguiar, a Feitintas 2008 é um espelho da evolução do parque industrial do setor nos últimos dez anos, quando foi realizada a sua primeira edição, em 1998: “De lá para cá, a maioria dos produtos se resumia apenas às tintas imobiliárias”, lembra Abrantes de Aguiar, há quarenta anos no setor – membro da diretoria do sindicato desde 1989 e atualmente na gerência da divisão fusecolor da Viapol, especializada na fabricação de mantas asfálticas para impermeabilização.

De acordo com Abrantes de Aguiar, agora é possível constatar que o espectro de lançamentos de produtos, insumos, embalagens, equipamentos e acessórios se abriu para outros dois amplos setores, o industrial e o

Cuca Jorge

Aguiar: feira espelha avanço do parque industrial

automotivo. A temática dos eventos técnicos paralelos à mostra – o 4º Encontro Brasileiro da Cor, o 6º Encontro Nacional dos Revendedores de Tintas, o 5º Encontro de Repintura e Complementos Automotivos e um ciclo de palestras para o segmento de tintas industriais – transparece esse avanço da indústria de tintas no país. Essas promoções paralelas contam com o apoio de entidades como MundoCor e Artesp, a associação que reúne os lojistas de tintas em todo o estado de São Paulo.

A idéia central da Feitintas é promover a união de todos os elos da cadeia produtiva e comercial das tintas, para impulsionar a evolução tecnológica e econômica do setor e apresentar aos usuários benefícios na conservação das moradias e na melhoria de sua aparência e higiene.

Desempenho animador – Somando todos os segmentos de aplicação, a produção brasileira de tintas alcança a marca de 1,2 bilhão de litros por ano, segundo estimativas do Sitivesp. Esse volume é o quarto maior do mundo, obtido pela atividade de aproximadamente 400 fabricantes instalados no país.

Desse volume produzido, 65% foi direcionado à construção civil, atualmente em fase de forte expansão, embora ainda insuficiente para suprir o déficit nacional de moradias, avaliado em 7 milhões de unidades. Em 2007, o aumento de faturamento registrado pelo setor foi de 18%, muito além da evolução do PIB, chegando ao total de US$ 2,76 bilhões.

Como a construção civil mantém o ritmo de obras, que entraram na fase de acabamento, exatamente aquela na qual se usam as tintas, a expectativa do Sitivesp para 2008 é de alcançar crescimento de produção e de faturamento mais uma vez acima do PIB. Apesar disso, a entidade sindical mantém a luta contra a pesada carga tributária, o desequilíbrio da taxa cambial e os juros elevados praticados no Brasil.

EVOLUÇÃO CONSTANTE DE DEMANDA

Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007
Consumo de tintas e vernizes em milhões de galões 297 292 310 319 330 351
Faturamento setorial em US$ bilhões 1,65 1,53 1,75 2,04 2,34 2,76(*)
Importações em US$ milhões 124.836 111.964 132.976 134.103 139.014 165.534
Exportações em US$ milhões 56.425 69.049 93.291 106.765 119.570 141.802
Empregos diretos 16.303 15.885 16.284 16.600 16.933 17.700

Fonte: Sitivesp
(*) valor influenciado pela valorização do real em relação ao dólar

 

 

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