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FARMÁCIA
Macadâmia gera base de repelente natural

As farmácias de manipulação estão oferecendo, mediante pescrição dermatológica, uma nova alternativa para os repelentes químicos baseada em óleos vegetais da semente de macadâmia, de gérmen de trigo e de semente de linhaça, além de cânfora e vitamina D.

O produto, distribuído no Brasil pela Galena Química e Farmacêutica, não possui compostos sintéticos e nem causa irritação cutânea, sendo seguro para a aplicação tópica e adequado para crianças com mais de seis meses de idade.

Mas, em tempos em que a novela corre risco por infecção de ator global e medalhas olímpicas são ameaçadas por infecção de atleta, ganha destaque a ação do repelente natural contra o Aedes aegypti, causador da dengue. Testes clínicos realizados no Instituto de Pesquisas Biológicas Carroll-Loye, da Califórnia-EUA, avaliaram a eficácia do ativo em concentrações mínimas. A comparação com repelentes químicos vendidos no mercado revelou que, mesmo em baixas concentrações, o concorrente natural reduz em cerca de 90% as picadas do indesejável mosquito, taxa muito semelhante à obtida por matérias-primas químicas utilizadas em concentrações superiores. Esses produtos podem causar irritações à pele, ou ainda conter substâncias como a N,N-dietil-3-metilbenzamida (DEET), contra-indicada a crianças menores de dois anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Segundo informações de Natália Rodrigues, farmacêutica da Galena, é possível associar o ativo do repelente natural a outros, como aqueles com propriedades antienvelhecimento ou de filtros solares. O novo ativo também pode ser utilizado em cremes hidratantes para o corpo, ou loções, sprays e géis-creme, contendo outras matérias-primas, conforme a formulação prescrita por um dermatologista.

M. A

 
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