AMBIENTE Bayer reduz emissão de gases “estufa” O novo Relatório de Desenvolvimento sustentável da Bayer, apresentado em Berlim, na Alemanha, mostra que o grupo está mantendo estáveis suas emissões absolutas de gases de efeito estufa, em sintonia com as diretrizes de seu programa de redução de impactos ambientais climáticos. O relatório ora apresentado, com cerca de cem páginas, auditado e certificado pela Ernst & Young, revela que, apesar de um volume de produção global 5% maior, a geração de CO2 foi cinco vezes menor, apenas 1%. As emissões específicas por tonelada de produto caíram 2,7%, e aquelas para água permaneceram inalteradas. O Bayer Climate Program, em português, Programa Climático da Bayer, consiste de iniciativas de proteção climática para diminuir as emissões de gases do grupo que colaborem para o aquecimento global. Na apresentação do novo relatório, com informações sobre as atividades globais da empresa relacionadas à sustentabilidade, o dr. Wolfgang Plischke, membro do Comitê de Administração da Bayer AG responsável por inovação, tecnologia e meio ambiente, afirmou que a gigante alemã está satisfeita com o bom progresso proporcionado pelos primeiros projetos do programa climático. “Nós queremos atingir nossa alegação de ser uma companhia inventiva em proteção climática também”, disse. As estimativas atuais sugerem que a emissão absoluta de gases de efeito estufa do grupo permanecerão nos níveis atuais até 2020, a despeito do aumento em produção. Obviamente, as emissões específicas de CO2 por tonelada de produto serão reduzidas, por exemplo, com medidas para diminuir ainda mais a eficiência energética na produção. Entre os anos de 1990 e 2007, a Bayer contraiu suas emissões absolutas em 37%. Ela alega ser a única companhia química européia a ser incluída no índice de Liderança na Liberação de Carbono (Carbon Disclosure Leadership Index, em inglês), o primeiro indicador de proteção climática global. Alguns projetos do Programa Climático Bayer buscam a produção “climaticamente amigável”, edificações com emissões zero e fontes de energia baseadas em vegetais. O Bayer Climate Check (Checagem Climática da Bayer) estuda e reduz emissões de CO2 na produção industrial. Dos planos, contam a análise de suas fábricas em todo o planeta até o fim de 2009, incluindo o consumo de energia, a logística e os materiais. Um potencial de redução de 10% já foi identificado em uma fase piloto, realizada na Alemanha, com cinco fábricas. Outras empresas se interessaram pela Checagem Climática Bayer, que foi certificada pela agência alemã de inspeção TÜV. Já o EcoCommercial Building, ou Edifício EcoComercial, é um projeto relacionado ao conceito de construção com emissão zero. Na Índia, a gigante alemã está construindo um prédio administrativo para seu uso que requererá 70% menos eletricidade que outros com estruturas semelhantes. A conclusão da obra é prevista para 2009. Papel central na redução da demanda energética será desempenhado pelo isolamento térmico providenciado por matérias-primas da própria construtora. A necessidade energética praticamente residual do edifício é gerada com o auxílio de energia solar, que não produz emissões. Um fato relevante sobre o conceito EcoComercial é que ele pode ser reproduzido em locais pertencentes a diferentes zonas climáticas do globo – na Alemanha, com seus dias cinzentos e chuvosos, igualmente é possível atender aos requisitos. A Bayer também está apostando em um projeto com a planta do gênero jatropha, com o objetivo de utilizar vegetais para a obtenção de fontes de energia renováveis. A jatropha não é comestível, mas suas sementes contêm 30% de óleo, que pode ser empregado na produção de biodiesel. Como uma colaboração para sua pesquisa, a empresa pretende unir forças com agricultores para explorar o possível uso de produtos de proteção nas plantações e no crescimento sustentável do vegetal. M. A. |
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