crescendo a taxas bem elevadas. Nos últimos doze anos, o crescimento real deflacionado foi de 10,2% ao ano, segundo apurou a Abihpec, levando o país ao terceiro lugar no ranking dos maiores consumidores de produtos cosméticos. Os dados de 2008 permitem pensar em ocupar a segunda posição mundial, ultrapassando o Japão. “Comenta-se que o mercado cosmético japonês entrou em recessão, mas eu não acredito que as perdas possam alcançar 15% ou 16% em dólar, o que possibilitaria o empate dos dois países na segunda posição. A nossa certeza, porém, é de que, em 2008, estaremos bem mais próximos dos resultados do Japão”, afirmou Basílio.
(44%), antissépticos bucais (23,7%), depilatórios (6,8%) e desodorantes para os pés (5,2%). Em outros, o crescimento permaneceu estável, a exemplo dos esmaltes para unhas (3,3%), cremes dentais (1,7%) e bronzeadores (0,3%). Outras categorias de produtos, mais afetadas pela retração no consumo, incluem as loções pós-barba (-9,5%), os cosméticos pós-xampus (-7,1%), os desodorantes (-4,5%) e os cremes para cuidados com a pele (-3,7%). “Convivemos durante os últimos treze anos com um crescimento constante no setor, mas, a partir de 2008, alguns impactos começaram a ser observados em algumas categorias, com intensidade variável e dependente dos diferentes perfis econômicos encontrados nas regiões”, analisou Olegário Araújo, gerente de contas da Nielsen Brasil. De grande valia para as indústrias, uma das últimas pesquisas realizadas pela empresa levantou, em 36,5 milhões de domicílios urbanos, o comportamento de compra dos consumidores para dez itens de uma cesta básica de higiene e beleza, que inclui sabonetes, cremes dentais, xampus, desodorantes, escovas de dentes, bronzeadores, tinturas, produtos pós-xampus, absorventes higiênicos e papéis higiênicos. A comparação dos resultados encontrados no primeiro semestre de 2008 com os do mesmo período de 2007 ajudou a identificar os hábitos e as preferências mais recentes de consumo das várias categorias de produtos. Segundo os resultados divulgados, em 2007, 98,2% dos consumidores escolheram os supermercados como locais de compra de cosméticos. A pesquisa de 2008 confirmou a preferência, com 98% de respostas positivas para o uso desse canal mercantil. Em relação às compras realizadas em perfumarias, o comportamento dos compradores de um ano para outro também se manteve praticamente inalterado, com 31,2% dos domicílios efetuando compras nesses pontos-de-venda em 2007, contra 30,2% em 2008. Nas farmácias, as compras de produtos de higiene e
Algumas categorias de produtos segmentadas pela pesquisa também
revelaram informações muito interessantes. Dos 2,7 milhões de lares que
passaram para o sistema porta a porta em 2008, 1,2 milhão compraram
desodorantes, desembolsando R$ 2,89 a mais em suas compras com essa
categoria de produto. “Todos esses lares contribuíram positivamente para o crescimento das
vendas por intermédio do canal porta a porta, que alcançava 14,76 milhões
de domicílios em 2007, passando a ser utilizado por 17,64 milhões em 2008,
com 20% de crescimento”, calculou Araújo. Pelo estudo, as vendas pelo
sistema porta a porta se destacaram em todas as regiões brasileiras. No
interior paulista, onde as vendas diretas em 2007 alcançavam 27% dos
municípios, mas chegaram a conquistar 45% em 2008, o resultado foi
excepcional. Altos níveis de crescimento das vendas diretas também foram
observados em Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, passando a
envolver 64% dos municípios em 2008, percentual que era de 54% em 2007. Em 2009, será preciso redobrar a atenção ao desempenho dos vários canais, mas a indústria interessada em ampliar sua presença no mercado precisa se convencer de que não é possível direcionar cosméticos só para 21% dos domicílios pesquisados, representando as classes de consumo A e B. “O mercado exigirá cada vez mais produtos de qualidade para pessoas de todos os níveis socioeconômicos”, sentenciou o consultor. |
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