andamento a instalação de equipamentos para mais 300 mil BTUs de ar refrigerado, o que deverá completar o processo de climatização de todos os seis pavilhões da feira, consumindo R$ 2,2 milhões. O recém-empossado presidente da Fenac, a autarquia municipal promotora da Fimec, Ricardo Michaelsen, reuniu a imprensa em janeiro e expôs sua convicção na capacidade da Fimec em impulsionar os negócios ao longo de 2009. Para ele, a alta do dólar funcionará como a mola propulsora da recuperação da cadeia produtiva do couro. Com a alta da moeda estrangeira, as importações de insumos e de couro acabado da China, bem como as de artefatos e produtos de consumo final, começam a perder terreno. “Várias empresas aqui da região que estiveram em crise nos últimos anos já informaram que estão recebendo encomendas para abastecer o mercado interno coureiro-calçadista”, comemorou o empresário.
encerraram as atividades. Trevisan não espera um quadro muito diferente para 2009. O dólar subiu e a importação diminuiu. Em tese, a desvalorização da moeda estrangeira favorece a produção dentro do mercado interno, pois os importados ficam mais caros. Entretanto, como a cadeia produtiva já estava sem capital, o ano que começa poderá ser usado para atenuar o tamanho da crise ou, em alguns casos, tirar algumas empresas do vermelho. O desenvolvimento é fundamental para tentar reverter o quadro. Nesse aspecto, a busca de produtos químicos de acabamentos, como novos vernizes, corantes e pigmentos, precisa ser constante. A receita para acabar com a crise é apostar em lançamentos. Com efeito, assinalou Trevisan, há grandes investimentos na melhoria de materiais para calçados esportivos, que consomem matérias-primas com tecnologia de ponta. A sinalização de que a crise permanecerá forte no primeiro trimestre de 2009 talvez seja explicada pelo ambiente de angústia proveniente dos representantes dos empresários da indústria de curtumes. Segundo Paulo Griebeler, diretor-executivo da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (Aicsul), hoje estão retidos em torno de R$ 90 milhões em créditos tributários por parte do governo do Rio Grande do Sul. Esses valores deveriam estar no caixa das empresas para investimento em produção e capital de giro. Diante disso, o dirigente da Aicsul espera que sejam agilizados os acordos com o Compet, mecanismo que estabelece critérios para a liberação dos créditos de ICMS retidos pelo governo estadual. O setor coureiro gaúcho abrange 224 empresas, totaliza um faturamento anual aproximado de R$ 2 bilhões e gera 16 mil empregos diretos. Porém, vive momento dramático pela falta de capital para movimentar sua produção. O quadro já vinha se agravando com o aumento dos créditos de ICMS relativos a exportações. As empresas do Vale dos Sinos enfrentam problemas também com créditos de tributos federais como PIS e Cofins. O diretor-executivo da Aicsul salienta que esse processo estava caminhando bem, fruto do bom trabalho desenvolvido, mas foi interrompido pela re-estruturação da Delegacia da Receita Federal em Novo Hamburgo-RS. Até o fechamento desta edição, não havia sequer um delegado da Receita Federal na cidade para resolver o problema. À espera de melhores dias, Griebeler comenta que a crise internacional tornou a situação insuportável. Descapitalizadas, as empresas vivem agora o drama do crédito escasso e caro, além de um cenário internacional de demanda baixa, direcionado principalmente para o mercado externo de móveis, estofamentos automotivos, calçados, vestuário e artefatos. “Reconhecemos como positivo o esforço para sanar as contas públicas estaduais, mas a situação ficará insustentável se as empresas não receberem o que é delas”, finalizou o dirigente da Aicsul. |
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