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Preços despencam e obrigam produtores a
reorganizar a atividade
Marcelo Fairbanks
| Está longe de ser azul o mercado do dióxido de titânio. Espremidos pelo
aumento dos custos dos minérios e da eletricidade, enquanto a demanda
mundial se mantém retraída, os produtores do principal pigmento branco e
agente opacificante das tintas começam a paralisar fábricas inteiras. Alguns
desses fechamentos são definitivos. Os três maiores segmentos consumidores do dióxido de titânio – tintas,
plásticos e papel – acusam os efeitos da crise econômica global, iniciada em
setembro de 2008. Antes dela, as vendas eram crescentes, embora a
rentabilidade das operações pouco animasse os investidores a pensar em
instalar novas fábricas. O cenário de oferta muito justa para uma demanda
aquecida motivou a formação de estoques nas cadeias produtivas. O corte
abrupto de vendas e de expectativas de negócios para 2009 desencadeou
movimento no sentido contrário: a desestocagem.
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| Marino: ajustes da operação focal foram feitos em
2008 |
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“Desde outubro, a desova de estoques mundiais contribuiu muito para a queda
de vendas calculada em 45% do TiO2”, comentou Ciro Marino, responsável pelos
negócios da Millennium Inorganic Chemicals, pertencente à Cristal Global,
liderada pela saudita Tasnee (66%), com a participação do fundo Gulf
Investment, que reúne capitais oriundos de países do Oriente Médio, como
Arábia Saudita, Emirados Árabes, Omã e Kuwait. A compra foi concluída em
maio de 2007. “A demanda brasileira no quarto trimestre de 2008 caiu mais da metade do que
era esperado com base no desempenho do primeiro semestre”, aduziu Paulo
Vieira, vice-presidente da DuPont Titanium Technologies – América Latina.
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| Vieira: crise levou a fechar fábrica de Uberaba |
Ele atribui a queda à retração das vendas de bens de consumo e duráveis, com
a contribuição da desestocagem das cadeias consumidoras. “As linhas de
tintas, plásticos e papéis encontraram dificuldades para financiar o capital
de giro, fato que se somou à incerteza quanto ao comportamento da demanda,
agravada pela desvalorização do real em relação ao dólar e ao euro”, disse.
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