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T I N
T A S
Sistema Tintométrico |
O segundo ponto da estratégia da empresa, relata
Marco Antonio, é treinar os balconistas nas lojas de tintas. “Não adianta
vender equipamentos e as máquinas ficarem subutilizadas nas lojas. O que
vai aumentar a procura pelos equipamentos é o lojista perceber que o
investimento gera um retorno interessante para seu negócio”, diz o
diretor-comercial. É comum ver os lojistas instalarem os equipamentos, mas
seus vendedores continuarem a oferecer preferencialmente os ready mix, que
são mais práticos para eles. “É um desperdício. Uma loja com sistema
tintométrico e uma equipe de vendas motivada e bem treinada pode até
dobrar suas vendas de tintas”, acredita Marco Antonio. Os equipamentos da
Fluid, informa, apresentam preços que variam de R$ 5 mil a R$ 43 mil,
conforme as configurações requisitadas.
Por sua vez, a
canadense Hero é representada no Brasil há dois anos pela Mast, que também
comercializa os espectrofotômetros BYK e as cartelas de cores promocionais
Multicolor. Denis Beber Frada, gerente-comercial da Mast, informa que a
Hero é conhecida mundialmente pelos seus sistemas tintométricos de pequeno
e médio portes e manuais, que custam no Brasil entre R$ 8,5 mil e R$ 9
mil, dependendo da
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configuração, que pode variar entre 8 e 20 canisters, e misturadores
com preços entre R$ 7,5 mil e R$ 8 mil. Equipamentos adequados para
pontos-de-venda que comercializam até 1.500 litros mensais. Segundo
Frada, no país se encontram em operação aproximadamente 2,5 mil
máquinas Hero. A novidade na empresa é o lançamento da linha de
equipamentos automáticos, como informa Frada, três vezes mais precisos
e com capacidade para até 24 canisters, que chega ao mercado com preço
de R$ 21,5 mil, incluindo o software operacional, compatível com o
espectrofotômetro BYK. A empresa também se prepara para lançar uma
nova linha de batedores, ainda em processo de homologação entre os
fabricantes de tintas. |

Frada: equipamentos da Hero estão
em homologação |
Na avaliação de Frada, um gargalo que desestimula o
avanço do sistema tintométrico no Brasil é a configuração típica de um
dosador e um batedor nos pontos-de-venda, que torna o processo de
preparação das tintas lento, desestimulando o consumidor. “Nos Estados
Unidos, a configuração típica de um ponto-de-venda é três batedores para
cada máquina dosadora. No Brasil, nem 10% das lojas possuem dois batedores
por dosadoras”, diz o executivo.
Frada é otimista em relação ao desenvolvimento das vendas de sistemas
tintométricos no Brasil. Em seus cálculos, hoje são aproximadamente 10 mil
pontos-de-venda com o sistema em operação no país, contando com 20 mil
equipamentos instalados. Desses, uma parcela significativa, porém,
trata-se de equipamentos antigos, instalados nos anos 90, e que necessitam
de atualização. Além disso, há os entrantes no mercado, como os pequenos
comerciantes de tintas e as lojas de materiais de construção. Para se ter
uma ideia do potencial desse segmento, a Associação Nacional dos
Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) estima em 138 mil lojas
deste segmento no país. Sendo assim, Frada acredita que o mercado
brasileiro tem fôlego para se estabilizar em umas 500 dosadoras e 500
batedores por ano.
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A
única fornecedora de sistemas tintométricos com produção nacional é a
paulista Tintomatic. Criada em 1997 com o propósito de desenvolver
máquinas e sistemas de envase para a indústria de tintas, a empresa
entrou no segmento tintométrico em 2003. Segundo o diretor-comercial
Claudio Berger, a empresa hoje é líder no fornecimento de agitadores
no país. Também atua no segmento de dosadoras manuais, com
equipamentos desenvolvidos especialmente para lojas de material de
construção, que, tradicionalmente, movimentam volumes menores do que
as lojas especializadas em tintas. Berger prefere não informar o preço
de seus equipamentos, mas ele garante que são 30% inferiores aos
importados pela concorrência. “Um problema para a massificação do
sistema tintométrico no Brasil sempre foi o preço dos equipamentos,
caros para a realidade brasileira. Somos uma alternativa, com uma
linha mais econômica”, disse o diretor.
Berger
acredita que o fato da Tintomatic ser nacional facilita as negociações
e a entrega mais rápida do
equipamento ao
lojista, |

Dosadora automática de corantes |
assim como o fornecimento de peças de reposição. Uma
estratégia adotada pela empresa é facilitar a compra dos equipamentos,
aceitando até mesmo máquinas usadas como parte do pagamento. Berger também
não relata os números de suas vendas, mas avalia que a Tintomatic deverá
apresentar um crescimento de 40% em 2009, sendo que uma parcela desse
aumento deverá ser decorrente do início de um trabalho de exportações.
Corantes - Um ponto estratégico para o
sucesso de um sistema tintométrico é a garantia de fornecimento de uma
eficiente e competitiva linha de corantes aos lojistas. Os corantes para
este uso precisam ser mais concentrados do que os utilizados na indústria
para a produção de ready mix e é fundamental também que haja garantia do
padrão de qualidade, com a maior precisão possível na reprodução das
cores. Afinal, os corantes serão aplicados por lojistas, não por operários
especializados de indústrias. No ponto-de-venda não há como fazer ajustes
ou correções nas cores. A reprodutibilidade também é fundamental para que
o consumidor tenha segurança em obter as mesmas tonalidades em compras
futuras.
Entre os fabricantes de tintas há duas estratégias
distintas em relação aos corantes. Há quem produza e forneça aos lojistas
seus próprios corantes, como é o caso da Basf e da Sherwin-Williams, que
traz os corantes produzidos nos Estados Unidos pela coligada Accurate. A
outra possibilidade é o fabricante de tinta se concentrar no fornecimento
da base e estabelecer acordos com fabricantes de corantes, como é o caso
da Eucatex, que trabalha com os corantes da Evonik. São dois os principais
fornecedores de corantes para mix machines em atuação no Brasil, a Evonik
e a CPS Color, que carrega a tradição da Tikkurila.
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Vitor Lavini, chefe de marketing da linha de colorantes para a América
do Sul e Central da Evonik, informa que a empresa mantém um
laboratório em Americana-SP com o objetivo de dar suporte ao segmento
de sistemas tintométricos, trabalhando em conjunto com os laboratórios
dos fabricantes de tintas para ajustar o corante à base e ao padrão de
cores do cliente. No Brasil, a Evonik é abastecida pelos corantes
produzidos em sua unidade nos Estados Unidos. Na linha de corantes
para tintas imobiliárias, o carro-chefe é o Color Trend 888, um
sistema composto por 12 corantes que fazem até três mil cores. O
produto responde por 70% dos negócios da empresa no segmento. É um
corante versátil, que atende tanto às
exigências
das tintas |

Vitor: laboratório para dar suporte às máquinas tintométricas |
base água quanto às de base solvente. Lavini informa
que a principal novidade da empresa em corantes para aplicação decorativa
é o Color Trend 808, lançado em 2008, que é isento de voláteis (No VOC) e
livre de alquilfenol etoxilado e de formaldeído. Também é um produto
compatível com base água e base solvente. “É um produto 10% mais caro, mas
é uma opção interessante para o consumidor com preocupação ambiental”, diz
Lavini.
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Outro segmento de atuação da Evonik em sistemas tintométricos está na
linha de tintas industriais. O principal produto é o Chromachem AK
942, que responde por 85% dos negócios da empresa no segmento. O
corante é adequado para sistemas solventes, sendo compatível com uma
gama variada de resinas, como acrílicas, epóxis e poliésteres. A
empresa também comercializa um sistema para tintas industriais à base
de água, a Chromachem 895, um No VOC.
Hebert
Santana, gerente-técnico da linha de corantes da CPS Color, informa
que a empresa tem à disposição de seus clientes 20 diferentes linhas
de corantes, sendo que as principais inovações são os produtos com
baixo VOC ou totalmente livres de compostos orgânicos voláteis.
Segundo Santana, a CPS atende a mais de 50 fabricantes de tintas no
Brasil, com vendas aproximadas de 600 mil litros por ano. A
expectativa da empresa é de obter um crescimento de 15% nesse mercado
em 2009. Boa parte deverá advir da maior migração dos consumidores do
sistema ready mix para o tintométrico. Outra aposta da empresa, revela
Santana, é o fortalecimento do sistema ao mercado de tintas
industriais, |

Santana crê em migração do ready mix para a tintometria |
principalmente de
epóxis, em aplicações na indústria naval,
laminados, plásticos e couros. “Estamos nos preparando para chegar com
força a este mercado em 2010”, diz Santana. Definitivamente, as mix
machines ainda possuem um largo espaço para expansão no Brasil.
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Repintura
automotiva, um só fornecedor
As mudanças de estratégias comerciais dos
fabricantes de tintas em relação à disponibilização do sistema
tintométrico à sua rede de distribuição e a acirrada disputa entre os
fornecedores de equipamentos, fatores que pontuam hoje o mercado de
tintas imobiliárias, estão longe de chegar ao mercado de repintura
automotiva. Neste segmento de atuação, o fornecimento de sistemas
tintométricos atende exclusivamente pelo nome francês Fillon. E os
fabricantes de tintas mantêm majoritariamente o sistema de aquisição
dos equipamentos e disponibilização aos varejistas por meio de
consignação. Estes, por sua vez, costumam manter equipamentos dos
diferentes fornecedores de tintas em suas lojas e também repassam as
máquinas para grandes oficinas, consideradas estratégicas em suas
áreas de atuação. “Esse modelo responde por quase 90% dos negócios de
máquinas no Brasil”, diz Marco Antonio Viola, gerente-comercial e de
logística da Fillon Technologies.
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A primeira
máquina Fillon chegou ao Brasil em 1989, por importação direta. O
escritório de representação e depósito foi aberto em 1996. Os
equipamentos são produzidos na França, China e Índia. Viola
calcula que existam entre 20 mil e 25 mil máquinas Fillon
instaladas no Brasil. Nos últimos dez anos, a empresa foi a única
a atuar no mercado local. Agora existe a expectativa de um início
de concorrência. A canadense Hero, por exemplo, pretende entrar
nesse segmento, mas, como revela Denis Beber Frada,
gerente-comercial da Mast, representante da Hero no Brasil, os
equipamentos canadenses ainda não foram homologados pelos
fabricantes de tintas para repintura automotiva.
Segundo Viola, uma característica das mix machines Fillon é sua
flexibilidade. As máquinas são modulares, permitindo ao cliente
expandir o sistema de acordo com a sua necessidade. A configuração
básica, denominada Minimix, possui até quatro prateleiras, cada
uma com capacidade para oito galões ou 12 litros, com um custo de
US$ 1,5 mil. Já uma máquina com até seis prateleiras, com
capacidade para até 12 galões ou 18 litros, a Flexmix, custa entre
US$ 2 mil e US$ 3 mil. As máquinas podem |

Viola: ponto
forte é a flexibilidade |
ser configuradas para operar só com galões ou
com galões e litros. Os equipamentos também podem ser configurados
para trabalhar só com tintas base solvente, que exigem um motor para
fazer a homogeneização, ou para tintas base água, que não exigem
motor, mas, dependendo do clima, podem necessitar de um termostato
para manter a tinta na temperatura ideal. Esse dispositivo é mais
indicado para regiões com temperaturas negativas, o que não é o caso
do Brasil. O equipamento ainda pode ser configurado para operar
simultaneamente com tintas solventes e com tintas base d’água. As
máquinas contam também com tampas universais, para ambas as linhas.
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