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ATUALIDADES
AROMAS E FRAGRÂNCIAS
IFF inaugura centro criativo no Brasil
A International Flavors & Fragrances (IFF) inaugurou em abril o seu primeiro
Centro Criativo no Brasil, mediante investimentos superiores a R$ 30
milhões. Localizado em Santana do Parnaíba-SP, no condomínio empresarial do
Tamboré, o centro foi planejado para facilitar o desenvolvimento de aromas e
fragrâncias em trabalho colaborativo entre os especialistas da multinacional
e os representantes dos clientes. Para tanto, além de contar com todos os
instrumentos e equipamentos, o centro proporciona um ambiente agradável,
necessário para a correta avaliação das criações.
| Até a inauguração do centro criativo, a IFF conduzia seus esforços de
criação de aromas e fragrâncias em locais separados, sendo o principal
situado junto da fábrica de aromas, em Taubaté-SP. “Havia o problema da
distância entre essas instalações e as nossas áreas comerciais, bem como em
relação aos clientes”, comentou Maurício Poulsen, diretor de criação e
aplicação de aromas da IFF no Brasil. As fragrâncias – insumos que criam
propriedades olfativas em produtos não-ingeríveis por seres humanos – são
produzidas na fábrica fluminense da empresa. |
Foto: Divulgação
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| Poulsen: centro criativo permite maior aproximação
com clientes |
O investimento reflete o crescimento agressivo do mercado brasileiro em
todas as áreas de aplicações de fragrâncias (personal care e home care) e
aromas (bebidas, padaria, confeitaria, condimentos e salgadinhos). “Quem
manda de verdade no desenvolvimento dos aromas é o consumidor final”,
explicou Poulsen. “Caso o aroma não agrade, é preciso voltar ao laboratório
para desenvolver outro.” Ele comentou que esse tipo de risco pode ser
reduzido ao mínimo por meio de ensaios realizados com grupos determinados de
consumidores.
O novo centro abriga em seus quatro andares, em meio a 8,5 mil metros
quadrados de terreno, os primeiros passos no desenvolvimento de aromas. Os
insumos aprovados pelos técnicos dos clientes e pelos da IFF são
posteriormente encaminhados a empresas de pesquisa em diferentes regiões do
país, nas quais se pretenda comercializar os produtos finais. Em geral,
grandes companhias investem muito em todas as etapas do processo. Empresas
de menor porte aproveitam também os recursos oferecidos por fornecedores e
pela pesquisa universitária para suas aplicações. “Um cliente pequeno não
usa necessariamente o portfólio padronizado de aromas”, comentou Poulsen.
Ele afirmou que as empresas de menor porte são mais dispostas a assumir
riscos.
Foto: Divulgação
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O diretor explicou que o mercado considera a existência de “ícones
aromáticos” sintéticos ou naturais. Muitas vezes, os aromistas são
convocados para reproduzir esses ícones, um tipo de engenharia reversa. “Há
dois ou três anos o mercado busca autenticidade de aromas em relação aos
naturais, não se afastando deles”, informou. Há programas para recriar
variantes dos aromas naturais, alguns mais ou menos aceitos nas diferentes
regiões do país. Aliás, o Brasil tira proveito da grande diversidade vegetal
para criar referências de origem natural conhecidas em todo o mundo, como o
açaí, o guaraná e a acerola. |
| Prédio de quatro andares combina alta tecnologia e
conforto |
Poulsen comentou que o centro criativo brasileiro está interligado a outros
centros regionais de desenvolvimento da IFF em todo o mundo, situados nos
Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, China (Xangai), Cingapura e México. “Os
centros trocam mais informações da macrotecnologia de aromas e fragrâncias,
mas não eliminam o acerto local”, disse.
Na América Latina, a IFF também mantém centros de desenvolvimento locais na
Argentina e na Colômbia, importantes para gerar adaptações ao gosto dessas
regiões.
O centro criativo conta com alta tecnologia de instrumentos, especialmente
de cromatógrafos. Porém, para Poulsen, o nariz humano ainda é o mais apurado
método analítico no setor, exigindo treinamento constante de pessoas.
“Aromas e fragrâncias geram sentimentos que as máquinas não conseguem
alcançar”, finalizou.
M. Fairbanks
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