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EBRATS 2009
O Ebrats 2009 - Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície ocupará entre 7 e 9 de maio o Transamérica Expo Center, em São Paulo. Organizado a cada três anos pela Associação Brasileira de Tratamento de Superfície (ABTS), desta vez o encontro tem por cenário um momento de retração da economia global e, consequentemente, de queda na demanda por processos químicos e serviços de tratamento de superfície. Douglas Fortunato de Souza, presidente da ABTS, estima em 20% essa queda, motivada principalmente pela retração nas encomendas entre os clientaelação a 2008. Além disso, a desvalorização do real após outubro aumentou o custo dos insumos importados, impactando a margem de lucro das empresas. Apesar da conjuntura cinzenta, Souza informa que a expectativa em relação ao Ebrats 2009 é grande. “É um evento importante para o setor, no qual os profissionais podem se atualizar sobre as tendências de mercado que irão direcionar os investimentos. Pela sua amplitude, é ótimo para detectar parceiros tanto para o mercado interno como o externo”, disse o presidente da ABTS.
Entre as principais tendências tecnológicas em tratamento de superfície está
a substituição dos processos com base em metais pesados, agressivos ao meio
ambiente e à saúde, por sistemas mais amigáveis. Um exemplo é a substituição
do uso do cromo hexavalente pelo trivalente. Zanini relata que em segmentos
mais exigentes, como na indústria automobilística, os cromos e passivadores
trivalentes já respondem por 50% da demanda e a expectativa é de que outros
segmentos de mercado também migrem para essa solução. Fortunato de Souza
acrescenta como tendências de mercado, além dos cromos e cromatizantes
trivalentes, os passivadores isentos de cromo e corantes, desengraxantes
biodegradáveis e processos isentos de cianetos para cobre, alumínio, zinco,
latão e ligas. Outra tendência é a incorporação de soluções desenvolvidas
com base em nanotecnologia para dar suporte às novas exigências do mercado
em resistência à corrosão ou menor impacto ambiental. Isso está sendo feito
com o desenvolvimento de processos com o uso de nanotecnologia para
substituir a tradicional fosfatização, que gera um importante passivo
ambiental. |
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