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Cuca Jorge
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Resultados voltam ao azul e
podem indicar a superação da crise
Marcelo Fairbanks
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primeiros números do segundo trimestre de 2009 trouxeram alento ao
setor petroquímico. As vendas de abril e maio (parciais) indicam uma
recuperação de volumes e preços e fazem sonhar com uma reprise de
resultados em relação a 2008. Falta ainda comprovar a robustez da
demanda global e seus efeitos sobre as cotações do petróleo e
influências cambiais.
“No ano passado, tivemos um trimestre muito ruim, o quarto, enquanto
neste ano é factível que tenhamos apenas um trimestre ruim, o
primeiro”, comentou Vitor Mallmann, presidente da Quattor. “No fim das
contas, os dois anos podem ter resultados muito parecidos, se tudo
correr bem.” Quando fala em trimestre ruim, ele aponta as quedas de
vendas em janeiro (-29%), fevereiro (-16%) e março (-10%) em relação
aos mesmos meses do ano anterior. A explicação para o fraco desempenho
dos negócios com as principais resinas termoplásticas entre outubro e
março se apóia na redução dos estoques da cadeia aos níveis normais.
Na fase de euforia pré-crise, todos os elos da cadeia produtiva
acumularam matérias-primas e acabados com o duplo intento de atender
aos pedidos imprevistos e |
de absorver melhor a alta
– até então contínua – de preços de insumos. A eclosão da crise mundial
tornou esses estoques um estorvo. Construídos a preços altos, foram
desovados na baixa.
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“Está
muito difícil planejar a operação petroquímica”, comentou Luiz de
Mendonça, vice-presidente-executivo de polímeros da Braskem. Ele
confirma a recuperação das vendas de resinas plásticas no segundo
trimestre de 2009. “Mas não sabemos ainda se isso foi uma bolha ou se
é uma tendência firme para o ano.” Ele prefere acompanhar o desempenho
do terceiro trimestre para consolidar um prognóstico.
Mendonça salienta que a situação do mercado interno é muito mais
sólida que em outros países. “Vários setores estão bem ou em
recuperação, como o de automóveis, a agricultura, a ráfia e a linha
branca”, demonstrou. Em 2008, as vendas de PVC cresceram 17%, e
estavam com incremento da ordem de 22% antes da crise. Os polietilenos
e o polipropileno tiveram aumento de apenas 1% no ano, porque as
vendas são mais concentradas no último trimestre, exatamente o que
encolheu. |
Cuca Jorge

Mallmann: com um trimestre ruim, 2009 pode ficar igual a 2008 |
A crise provocou a redução
de carga nos crackers para acompanhar o comportamento da demanda. Em 2009,
a ocupação das petroquímicas brasileiras se recuperou e voltou a ficar
acima de 90%. Isso foi conseguido com a exportação de resinas. De janeiro
a abril de 2009, foram exportadas 548 mil t de termoplásticos, um
incremento de 84,8% em relação ao igual período de 2008, como apontam os
dados da Abiquim. Porém, em valor, essas exportações somaram pouco mais de
US$ 484 milhões, com redução de 0,7% contra o resultado dos mesmos meses
do ano passado. Os números comprovam a dramática queda de preços no setor
Uma conjunção de fatores como o corte das cotações da nafta para menos da
metade dos valores praticados em agosto de 2008 e a desvalorização do real
incentivou a exportar mais. Ainda que o preço final remunere apenas os
custos variáveis, a ampliação das vendas ao exterior permite rodar as
fábricas cheias, com baixa ociosidade. Além disso, há razões de ordem
estratégica para essa opção.
“A Braskem é uma empresa globalizada e as exportações têm um papel
fundamental nos nossos negócios”, comentou Mendonça. A simples vantagem
cambial não justificaria a intensificação dessa atividade. Como explicou,
quando o custo da nafta em reais despenca pelo efeito cambial, o ganho com
a venda das resinas na mesma moeda cai, praticamente anulando o benefício.
Os tempos de nafta abaixo de US$ 400 por tonelada também ficaram para
trás. “A relação entre o preço da nafta e o do petróleo Brent voltou a se
equilibrar em 8,5, um índice tradicional do setor”, comentou Mallmann.
Isso significa que não há excesso nem escassez de nafta no mundo. Para o
executivo, isso dá alguma tranquilidade ao setor.
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A
precificação da nafta petroquímica no Brasil foi revista mediante
negociação entre a Petrobras e as duas consumidoras. “Foi definida no
início deste ano uma nova fórmula para remunerar a nafta do nosso
principal fornecedor, porque a velha regra do ARA [Amsterdã, Roterdã e
Antuérpia, padrão europeu de preços spot] mais 10% não era adequada
para um ambiente competitivo”, disse. Mendonça não pode revelar
detalhes do acordo, por força de cláusulas de confidencialidade. Mas
explicou que a fórmula introduziu novo paradigma de preços, deixando
de olhar a tabela spot e de se concentrar apenas nas fontes europeias,
além de adotar um critério de premiação por qualidade. Caso a nafta
seja mais naftênica do que o padrão avençado, há um fator de redução
de preço, valendo o inverso para as naftas mais parafínicas, com maior
produção de eteno.
O uso da fórmula antiga trouxe prejuízo ao setor petroquímico.
Mendonça comentou que os preços internacionais da nafta começaram a
despencar em outubro de 2008, caindo de US$ 900 para US$ 300 por |
Divulgação

Mendonça: nova precificação da nafta melhora competitividade |
tonelada em um período de
trinta dias. “No entanto, o preço da nafta no Brasil só começou a cair
dois meses depois”, lamentou. A mudança vai adequar as variações do preço
da nafta ao das resinas, referenciado pelo mercado mundial.
Mendonça também observa que a Petrobras precisa se aproximar mais da
cadeia produtiva dos termoplásticos. “Atualmente, a Braskem financia a
cadeia sozinha, oferecendo preços diferenciados para a manufatura de
exportação”, exemplificou. Segundo comentou, a Arábia Saudita oferece
vantagens para atrair transformadores de plásticos para lá, gerando
empregos e agregando valor ao produto nacional.
O próprio perfil da transformação brasileira também tende a se aproximar
do adotado pelas petroquímicas. Isso quer dizer: os transformadores devem
buscar consolidações de negócios por meio de fusões ou aquisições. Ou pelo
fechamento de empresas menos eficientes. A meta é ganhar escala produtiva
e capacidade financeira. “O Brasil já tem alguns transformadores de porte
mundial, como se percebe no campo do polipropileno biorientado (BOPP)”,
considerou. O mesmo vale para os distribuidores de resinas.
Mercado estável – O setor de resinas termoplásticas passa por um
momento de equilíbrio entre oferta e demanda. “O mercado dos EUA está
estável e a Europa aponta uma pequena recuperação”, afirmou Mallmann. A
Quattor completou a nova fábrica de polietilenos que construiu no polo
petroquímico paulista com tecnologia da Chevron. Segundo o seu presidente,
a empresa já deu o aceite para as instalações, devidamente comissionadas e
testadas. “Nos testes, verificamos que ela poderá superar a capacidade
nominal projetada de 230 mil t/ano”, disse. A inauguração aguarda o
suprimento de eteno.
Os novos fornos paulistas de pirólise alimentados com gases residuais da
Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) estão prontos, mas ainda falta
terminar as ligações entre a unidade de tratamento de gases residuais em
São José dos Campos-SP e a unidade de processamento em Santo André-SP, nas
duas pontas do gasoduto, já concluído. “Com isso, a unidade de
petroquímicos básicos [antes Petroquímica União] será ampliada”, explicou.
Mendonça, da Braskem, também vê um equilíbrio de oferta e demanda mundial
nos termoplásticos, mas não confia plenamente na sua duração. “Basta que
entrem em operação umas poucas unidades novas para derrubar as margens”,
disse. A companhia inaugurou no ano passado a unidade para 250 mil t/ano
de polipropileno em Paulínia-SP, mas ainda não conseguiu operá-la a plena
carga. Só em junho deste ano estará funcionando o splitter (separador) de
propeno dos gases residuais da refinaria contígua, a Replan. A fábrica de
PP foi abastecida com o gás trazido de caminhão desde São José dos Campos.
“Atualmente está sobrando PP no Brasil, como estava previsto nos projetos
de investimento”, explicou Mendonça. Esse excesso de produto não é
preocupante porque essa resina tem um comportamento muito dinâmico de
mercado, com amplas possibilidades de substituição de outras resinas e
materiais usados nas mais variadas aplicações. “Ainda temos muitos grades
de PP para lançar no Brasil”, afirmou. Historicamente, a Braskem nunca foi
grande exportadora de PP, pois sua produção sempre correspondeu à
participação no mercado local. Com a nova fábrica, começou a existir um
excedente exportável, que deve perdurar pelos próximos dois ou três anos.
Além disso, a companhia mantém seu programa de investimentos. Está marcado
para outubro de 2010 o início da produção de polietileno verde, feito com
eteno de álcool etílico, em fábrica que está sendo construída em
Triunfo-RS. No Nordeste, estuda-se a ampliação da produção de PVC, usando
parte do dicloroetano hoje exportado.
No exterior, avançam os projetos de olefinas e das unidades de
polipropileno e polietilenos na Venezuela, em parceria com a estatal
Pequiven (PDVSA). Essas produções devem tomar o rumo do Golfo do México e
de alguns países andinos, aproveitando a situação geográfica e a boa
vantagem competitiva proporcionada pelo uso de matérias-primas de baixo
custo. “Nenhum dos nossos projetos estratégicos está parado ou atrasado”,
garantiu Mendonça. Ele admite, porém, que alguns projetos venham a sofrer
modificações pontuais para alongar o perfil dos desembolsos, dentro de uma
política conservadora de caixa.
A Braskem, por sua vez, reorganizou sua estrutura de negócios no início
deste ano, encerrando um ciclo de consolidações iniciado há mais de um
decênio. A área de unidades básicas, agora unificada, compreende todas as
operações das antigas centrais petroquímicas da Bahia e Rio Grande do Sul,
incluindo serviços básicos como a manutenção e o planejamento da produção.
As antigas áreas de vinílicos e poliolefinas foram reunidas na mesma
vice-presidência, comandada por Mendonça. As diretorias de negócios de
cada resina (PP, PE e PVC) foram mantidas, bem como a diretoria de
negócios internacionais que se encarrega das exportações de todas as
resinas.
Essa reorganização interna foi desenhada há alguns anos, ainda sob a
presidência de José Carlos Grubisich. Sua efetivação teve um impulso com a
crise econômica, embora este fator não tenha sido o determinante. “Era
preciso simplificar a estrutura, mas não tivemos tempo de fazer isso antes
porque estávamos ocupados com a consolidação das aquisições que incluíram,
por exemplo, a Copesul e a Petroquímica Ipiranga, maior referência em
polietileno de alta densidade de toda a região”, explicou. As operações
gaúchas já foram totalmente integradas à Braskem, que também já comanda a
Petroquímica Triunfo, incorporada ao portfólio por opção da Petrobras como
forma de ampliar sua participação acionária.
Mendonça observa que a Triunfo contribuirá com a produção de polietileno
convencional de baixa densidade, obtido por processo de alta pressão.
Embora não se construam mais unidades desse tipo no mundo há décadas,
tendo sido preferidas as linhas do linear de baixa densidade, as resinas
convencionais hoje recebem preços premium. “Além disso, essa incorporação
nos colocou entre as três maiores produtoras mundiais de EVA”, comentou.
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Nova geração – O conhecido líder setorial Carlos Mariani
Bittencourt transmitiu o cargo de presidente do conselho diretor da
Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) para Bernardo
Gradin, presidente da Braskem. Mariani continuará a apoiar a entidade,
como conselheiro, função que exigirá seu deslocamento para São Paulo
apenas uma vez por mês. “Depois de trinta e cinco anos atuando na
indústria química, dos quais vinte e dois à frente da Abiquim,
tornei-me um contador de histórias”, disse o encanecido dirigente em
seu discurso de despedida, proferido no dia 27 de maio no auditório da
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Muito elogiado pelo antecessor, Gradin homenageou o ex-presidente com
discurso em que ressaltou o papel de Mariani no fortalecimento e
modernização da Abiquim, que conquistou sob sua direção reconhecimento
internacional e respeitabilidade. Mariani, por sua vez, dividiu esses
elogios com antigos dirigentes da entidade, como Paulo Cunha (grupo
Ultra) e Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira; com vários |
Divulgação

Mariani deixa o comando da Abiquim depois de 22 anos |
pioneiros do setor no
Brasil, muitos dos quais presentes à cerimônia, como Otto Vicente Perrone,
Arthur Candal e José de Freitas Mascarenhas; e com o corpo profissional da
entidade setorial, com destaque para Guilherme Duque Estrada de Moraes,
Mirtes Suda e Marta Laudares, estes mortos no acidente aeronáutico de
julho de 2007.
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“A
crise econômica abre oportunidades para players entrantes nos negócios
petroquímicos”, afirmou Gradin após a cerimônia. Ele comentou que o
perfil de controle da petroquímica mundial é muito diferente de há dez
anos, com o atual predomínio de acionistas majoritários definidos.
“São indústrias profissionais, porém de dono, como a Reliance, a Sabic
e a própria Braskem; isso significa que possuem uma lógica de negócios
a longo prazo”, disse. A estrutura predominante anterior, com controle
difuso por acionistas muitas vezes institucionais, era mais
imediatista na obtenção de resultados, uma visão pouco compatível com
uma atividade tipicamente cíclica.
Gradin observa que esses novos players precisam ter disposição para
assumir riscos para aproveitar essas oportunidades. Ele confia que o
período de crise foi |
Cuca Jorge

Gradin: crise é oportunidade para novos players do setor |
precedido por uma forte
alta de preços e será seguido por outra forte elevação, formando um
gráfico semelhante a um vale. “Só falta saber a amplitude desse vale, se
vai ser um ‘V’, ou um ‘U’”, comentou.
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Pedro
Wongtschowski, diretor-presidente do grupo Ultra, salienta o fato de a
demanda mundial por produtos ter mudado radicalmente desde setembro de
2008, afetando o timing dos projetos de investimento, até mesmo no
setor petroquímico. “O mundo mudou, o que ia sair em 2012 ficou para
2015”, enfatizou. Nessa perspectiva, todos os projetos do setor
precisam ser revistos. Isso inclui o Complexo Petroquímico do Rio de
Janeiro (Comperj).
Wongtschowski recomenda que o Comperj, projeto do qual o grupo Ultra
foi um dos primeiros entusiastas, seja feito em duas etapas distintas,
em vez de concomitantes como se pretendia inicialmente. “A primeira
fase pode respeitar o cronograma inicial, compreendendo apenas o
craqueamento catalítico fluido [FCC] do petróleo pesado de Marlim,
deixando para outro momento a instalação do cracker para produzir os
insumos petroquímicos”, defendeu. |
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Wongtschowski: Comperj poderá ser construído em duas etapas |
O FCC poderia transformar
o óleo pesado em querosene de aviação (QAV) e nafta petroquímica, dois
produtos que o Brasil importa em grandes volumes. Além disso, seriam
produzidas pequenas quantidades de eteno e propeno que poderiam ser
processadas pela Quattor (nas unidades antes chamadas de Rio Polímeros e
Suzano Petroquímica/Polibrasil). “O projeto inicial foi orçado em US$ 8
bilhões, mas já se fala em US$ 15 bilhões ou mais, uma quantia atualmente
difícil de financiar e até para arrumar parceiros”, afirmou.
A Oxiteno, empresa do grupo, completou no ano passado um programa de
investimentos no Brasil compreendendo o aumento de capacidade de produção
de óxido de eteno e derivados em Camaçari-BA, Tremembé-SP e Mauá-SP.
Também inaugurou neste ano uma fábrica de oxo-álcoois usando óleo de
palmiste importado. Esta fábrica, situada na Bahia, está partindo por
etapas, segundo o superintendente da empresa, João Parolin. A empresa
também opera fábricas no México e na Venezuela. “Estamos em fase de
maturação desses investimentos”, afirmou Wongtschowski.
Acrílico em revisão – A Elekeiroz reafirma seu interesse em
instalar a primeira fábrica de ácido acrílico no Brasil. Porém, a empresa
está negociando com a Petrobras a transferência do projeto de Betim-MG
para Camaçari-BA. “Não estamos conseguindo um parceiro com domínio da
tecnologia por causa da localização do projeto”, explicou o
diretor-superintendente Reinaldo Rubbi. Os possíveis parceiros defendem
que essa unidade possa ser integrada ao mercado global, devendo se situar
mais próxima do litoral. “O ministro Edson Lobão [Minas e Energia] e o
governador [da Bahia] Jacques Wagner se declaram favoráveis à mudança de
planos”, explicou.
Segundo ele, a Petrobras não teria prejuízos. O propeno da Refinaria
Gabriel Passos (Regap) poderia ser transferido para a unidade de PP da
Braskem em Paulínia-SP. “A Braskem também tem interesse em nos fornecer
propeno na Bahia em troca dessa cota mineira”, explicou. A transferência
para Camaçari também se justifica por outro motivo. A Elekeiroz possui
fábrica de álcoois (butanol e octanol) no polo baiano, e poderia usá-los
para reagir com ácido acrílico na fabricação de ésteres (acrilatos) de
largo emprego industrial no Brasil e no exterior.
Rubbi explica que a unidade baiana teria o mesmo tamanho da planejada para
Betim: dois trens de reação para fazer 120 mil t/ano de ácido puro. Essa
unidade também alimentaria uma linha de produção de polímeros
superabsorventes (SAP), cuja demanda é crescente na América Latina em
fraldas descartáveis e absorventes higiênicos. “O SAP viabiliza a planta
do ácido, mas não é nosso mercado, e ficaria a cargo de outra companhia
especializada no negócio”, comentou.
Nas linhas habituais de produtos, a Elekeiroz encontra mercados difíceis,
por causa da forte concorrência global. “Tínhamos um projeto para a
ampliação dos álcoois, mas agora ele está engavetado”, comentou. O plano
era ampliar a produção das atuais 165 mil t/ano para 200 mil t/ano,
mediante alterações no processo com a colocação de um pré-reator para
acelerar a reação final. Também seria preciso construir uma nova unidade
de destilação, pois a atual está engargalada.
A linha de plastificantes ftálicos ganhará em junho uma nova planta em
Várzea Paulista-SP, para fazer 15 mil t/ano (base DOP). Com ela, a
capacidade total da empresa passará para 150 mil t/ano, entre São Paulo e
Bahia. Rubbi considera, porém, que 2009 não igualará os resultados de
2008. “O primeiro trimestre foi ruim, e o segundo apresentou uma
recuperação ligeira, porém consistente”, explicou.
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