Tecnologia analítica resulta em melhor qualidade de vida

Rose de Moraes

Tanto a ciência quanto a indústria muito se valem do avanço da química analítica, que lhes oferece recursos cada vez mais apurados, com reflexos na qualidade de vida e conservação do meio ambiente. A décima Feira Internacional de Tecnologia para Laboratórios, Análises, Biotecnologia e  Controle de Qualidade – Analitica Latin

America 2009, marcada para 8 a 10 de setembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, abrigará centenas de novidades nesse campo, com a presença de renomados expositores, sob a organização da NürnbergMesse.

Entre as novidades, a Agilent Technologies, uma das maiores fabricantes mundiais de instrumentos analíticos, desenvolveu e acaba de colocar em operação nos Estados Unidos o primeiro sistema automatizado de genotipagem, com capacidade para determinar em apenas poucas horas –

centenas de vezes mais rápido do que qualquer outro método disponível até o momento no mundo – a sequência genética de patógenos biológicos como vírus, bactérias e fungos.

Trata-se de uma inovação em plataforma robótica que opera por PCR (Polymerase Chain Reaction), técnica que aplica a enzima polimerase para amplificar materiais genéticos como DNA e RNA obtidos de amostras de fluidos biológicos. Ela permite identificar patógenos em poucas horas, com base no sequenciamento genético, sem que para isso seja necessário realizar procedimentos-padrão, como a cultura de células, e ter de aguardar entre sete e quinze dias para se obter resultados confiáveis.

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Sistema automatizado BioCel identifica patógenos por PCR

Denominado BioCel, esse sistema automatizado de genotipagem é resultante de esforço conjunto realizado pelo Laboratório Los Alamos, pertencente à Faculdade de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, de Los Angeles, e a Agilent Technologies, integrando projeto mais

amplo de desenvolvimento de ferramentas automatizadas de próxima geração, como informou Reinaldo Castanheira, gerente-geral da Agilent Brasil e diretor para a América do Sul da divisão de Biociências e Análises Químicas da companhia.

“Ao utilizar esse sistema e outras ferramentas avançadas, as autoridades poderão, rapidamente e de forma confiável, identificar a linhagem dos vírus e responder imediatamente às necessidades de saúde pública perante as epidemias e pandemias, tomando as providências necessárias”, afirmou.

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Castanheira: análises mais rápidas apóiam decisões de saúde pública

Quando direcionado à pesquisa, o sistema BioCel também será extremamente útil, podendo ser utilizado para monitorar micro-organismos em animais, preventivamente, antes que novos patógenos causem infestações humanas com alto grau de letalidade.

Apesar de apenas poder ser vista em vídeo, a plataforma BioCel certamente será uma das grandes atrações da exposição. A Agilent Brasil também aproveita a oportunidade para apresentar ao público outros lançamentos, especialmente preparados para a décima edição da feira. Um deles é o Agilent 1290 Infinity UHPLC. Considerada a mais avançada tecnologia em cromatografia líquida de ultra-alto rendimento, seu uso está voltado para laboratórios de análises ambientais, farmacêuticas, de segurança alimentar, entre outras. Com ele, é possível levar a cabo separações em segundos e seu novo detector de diodos propicia novos limites de detecção de impurezas na indústria farmacêutica, ou seja,

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Infinity: alta sensibilidade

de 0,001% em relação ao composto principal, limite considerado bem mais rígido do que o requerido pela FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos.

Outro diferencial do Agilent 1290 Infinity é permitir aos usuários trabalhar com qualquer tipo de partícula, dimensão de coluna ou fase (móvel e estacionária), sendo o primeiro sistema a estabelecer as bases para a adoção de métodos intercambiáveis e de sistemas UHPLC e HPLC de diferentes fabricantes.

Em cromatografia, o público também poderá conferir o novo cromatógrafo gasoso 7890 da Agilent, provido de amostrador Headspace G1888. Com controle pneumático eletrônico (EPC), esse equipamento estabelece novo padrão para os tempos de retenção, precisão e reprodutibilidade, e conta com a exclusiva tecnologia Agilent de fluxo capilar, e com o uso de técnicas como troca de coluna QuicSwap, divisão do fluxo e backflushing, facilmente implementadas em laboratórios. Outra vantagem apresentada por esse cromatógrafo gasoso é promover a combinação de GC7890/HSS G1888, considerada ideal para a determinação de solventes residuais em embalagens, analisar teor alcoólico em sangue, e outras análises de compostos voláteis em sólidos ou líquidos, sem extração.

Tecnologia de colunas - A cromotografia também estará no centro das atenções no estande da Merck, que apresentará ao público a nova linha de colunas de HPLC Zic-Hilic. “A tradição da Merck nessa área remonta à época dos primeiros experimentos de Tswett, em colunas abertas, há mais de um século. Para manter a dianteira no desenvolvimento de novos produtos, a empresa oferece agora a tecnologia de colunas que permite analisar compostos polares e hidrofílicos, como peptídeos, cátions, ânions, carboidratos, metabólitos, extratos vegetais e outros compostos, de maneira rápida e simples, como em uma análise convencional por fase reversa”, comentou Alexandre Rosolia, assessor técnico da Merck Brasil.

Segundo ele, a nova coluna vem preencher uma lacuna antes existente entre as técnicas de cromatografia por fases reversa, normal e iônica, permitindo que uma vasta mistura de compostos possa ser separada em uma única corrida, como cátions e ânions, simultaneamente.

“O uso dessa inovadora tecnologia vem simplificar, portanto, o preparo de amostras, aumentar a sensibilidade das análises, e reduzir o custo analítico, graças à grande robustez da fase estacionária, posicionando Zic-Hilic como a coluna ideal para complementar a cromatografia por fases reversa, normal e iônica”, concluiu Rosolia.

No setor de cromatografia líquida, a Merck também levará novidades ao público. Como representante exclusiva nessa área da Hitachi há mais de vinte anos, apresentará pela primeira vez no Brasil o novo cromatógrafo líquido de alta performance e alta produtividade LaChrom Ultra. Suas aplicações, voltadas principalmente à análise e estudo de produtos de degradação, extratos de produtos naturais e análises complexas em tempo até dez vezes menor em comparação com os sistemas tradicionais de HPLC, estão centradas nas necessidades das indústrias farmacêuticas, alimentícias, de análises clínicas, forenses e cosméticas.

“O LaChrom Ultra possui design modular que permite seu uso como HPLC convencional e como Ultra-HPLC, sem a necessidade de realizar alterações, característica que também coloca o equipamento em novo patamar de uso por facilitar a instalação de colunas de Ultra-HPLC sem ferramentas, reduzindo o risco da quebra de conexões e a perda de colunas”, explicou Rosolia. Além de realizar análises ultrarrápidas, apresentar flexibilidade e oferecer maior resolução e produtividade, pode também contar com o software EzChrom Elite, considerado padrão de mercado para HPLC e GC.

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LaChrom Ultra: troca fácil de colunas

Soluções mais flexíveis - O visitante da Analitica Latin America que tiver a oportunidade de passar pelo estande da Perkin Elmer do Brasil certamente também encontrará soluções compatíveis com as necessidades mais prementes dos laboratórios de análises químicas que buscam equipamentos cada vez mais sensíveis, com baixos limites de detecção e flexíveis quanto às configurações.

“Rapidez, produtividade e facilidades de utilização são requisitos cada vez mais valorizados para atender às demandas das análises químicas laboratoriais e, por isso, os equipamentos devem agregar tecnologias que permitam analisar baixíssimas concentrações de amostras de ppb e ppt em espaços de tempo cada vez mais reduzidos”, considerou a farmacêutica Deolinda Martins, gerente de marketing da Perkin Elmer do Brasil.

Por isso, além de várias opções em acessórios, principalmente para aumentar a

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Deolinda: clientes exigem produtividade

produtividade das análises, pelo uso de autosamplers e swafers, outra preocupação que deve ser constante nos laboratórios, segundo Deolinda, é ter acesso a interfaces e softwares fáceis de utilizar e interativos, e que também contem com as facilidades dos sistemas touch screen.

Presente em boa parte dos laboratórios, um autoamostrador (autosampler) permite realizar amostragens automáticas de cem amostras, simultaneamente, oferecendo solução a uma grande parte dos problemas de produtividade das indústrias, por aliar rapidez e automação.

Já o swafer, acessório específico para análises cromatográficas gasosas, exclusivo da Perkin Elmer, lançado na Pittcon 2009, oferece maior flexibilidade às análises, permitindo mais de quinze diferentes modos de operação.

 

 

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