|
|
|
P R É V
I A |
 |
Saneamento atrai
especialistas para
debates em Recife
Marcelo Furtado
Além de
ter o motivo óbvio de aproveitar o sol pernambucano em baixa
temporada, o profissional com interesse em se atualizar no mercado de
tecnologia ambiental, mais especificamente na área de saneamento, deve
pensar seriamente em ir a Recife entre os dias 20 e 25 de setembro. É
que nesse período ocorre a oitava edição da Feira Internacional de
Tecnologias de Saneamento Ambiental, a Fitabes, que se realiza em
paralelo ao 25º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e
Ambiental, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia
Sanitária e Ambiental (Abes).
Marcada para o Centro de Convenções de Pernambuco, a Fitabes vai
reunir até o dia 24 cerca de 250 expositores das áreas de tratamento
de água e resíduos e controle ambiental. São aguardados por volta de
sete mil visitantes. Já o congresso, que se estende pela semana
inteira, promete reunir cinco mil pessoas, desde representantes de
órgãos governamentais até pesquisadores, professores e técnicos das
áreas de resíduos sólidos, saneamento e meio ambiente. |
Neste ano o tema central do congresso é “Saneamento ambiental:
Universalização é justiça social”. A programação, que inclui palestras,
debates, painéis e mesas-redondas, abordará eficiência energética e
hidráulica, biodiversidade, sustentabilidade empresarial, aquecimento
global, esgotos domésticos e industriais, coleta e destinação de lixo,
abastecimento e tratamento de água. Serão apresentados 1.700 trabalhos
técnicos de todo o país. Em paralelo, também acontecem o Fórum Nacional de
Resíduos Sólidos, o Seminário Especial de Tratamento e Reúso de Efluentes
Industriais e o Seminário de Controle de Perdas em Sistemas de
Abastecimento de Água.
Até mesmo por causa do tema do congresso e da atual conjuntura, a
expectativa é a de que o evento seja muito marcado pela questão do
saneamento básico. Não por menos, serão expositoras na feira várias
companhias estaduais de saneamento, como a pernambucana Copesa, a paulista
Sabesp, a mineira Copasa, a baiana Embasa, a brasiliense Caesb e a
alagoana Casal. Presenças que, segundo o diretor-comercial da Fagga
Eventos, Fernando Horta, servem como âncoras da exposição, atraindo muitas
expositoras fornecedoras de sistemas e equipamentos para o saneamento.
“Ter potenciais clientes como expositores justifica a presença de outras
empresas com estandes, se não pelo menos como colaboradores visitando a
feira”, afirma. Tanto é assim que, a um mês do início da feira, havia
pouquíssimo espaço ainda disponível nos 11 mil metros de exposição e, no
site da internet da Fitabes, estavam sendo batidos recordes no número de
inscrições no congresso e na feira.
O único aspecto não muito positivo foi a diminuição no número de
expositores estrangeiros, em comparação com a edição anterior de 2007.
Segundo Fernando Horta, a crise financeira explica o recuo dessas empresas
internacionais. Se, em 2007, havia oito empresas sem subsidiária no
Brasil, hoje esse número não chega a três. Em compensação, no cômputo
geral houve aumento, já que em 2007 apenas 202 empresas participaram da
edição realizada em Belo Horizonte-MG.
A grande movimentação em torno do saneamento se explica em virtude das
necessidades do setor e dos recursos financeiros disponíveis para obras no
Brasil inteiro. Só para se ter uma ideia, o orçamento federal, via
recursos da Caixa Econômica Federal, reserva R$ 4,6 bilhões para investir
na área só em 2009. Para o período de 2007 a 2010 estão comprometidos um
total de R$ 40 bilhões. Até mesmo por se saber que boa parte dos recursos
não é aplicada, em virtude de os estados e municípios, na maioria, estarem
endividados e assim impedidos de contrair mais empréstimos, o momento
torna-se importante como catalisador de informações e possíveis soluções
para superar os entraves.
Encontros com essa temática no congresso, por sinal, serão fartos durante
a semana muito provavelmente ensolarada de Recife. Haverá, por exemplo,
painéis de discussão específicos sobre parcerias público-privadas, sobre
opções de financiamento para o setor, gestão de águas urbanas, prestação
de serviços para o setor público, entre outros temas correlatos. Além
disso, novos modelos de contratação e a discussão sobre o plano nacional
de saneamento completarão o clima muito rico de ideias do já consagrado
congresso da Abes, que não se furtará também de falar sobre tendências
tecnológicas em tratamento de água e esgoto e gerenciamento de resíduos.
Nordeste – A escolha por Recife para sediar a Fitabes e o Congresso
tem também um valor adicional, tendo em vista a grande demanda do Nordeste
na área do saneamento, de longe a região do país com os maiores déficits.
Em esgotamento sanitário, enquanto os estados e cidades do Sudeste começam
a apresentar números razoáveis, os nordestinos e nortistas ainda ostentam
os piores índices de coleta e tratamento.
Na própria capital pernambucana, por exemplo, só 31% da periferia da
cidade tem acesso à rede de esgoto; a região central, apenas 47%. Enquanto
isso, em Belo Horizonte, 97,4% da população conta com esse serviço
essencial; e São Paulo, 89,5%. De forma geral, apenas 18,9% da
|
população nordestina possui coleta de esgoto e destes,
29,8% são tratados. Desse triste perfil pode-se concluir que
aproximadamente 70% dos esgotos têm destino incorreto, principalmente
os oceanos, tendo em vista que as capitais nordestinas são litorâneas.
É bom acrescentar ainda que na próxima Região Norte, que deve ser
representada com muitos visitantes na Fitabes, a situação é ainda mais
crítica. Apenas 5,1% da população conta com esgoto coletado, dos quais
míseros 9,6% recebem tratamento adequado.
O gap nortista e nordestino, encarado com mais preocupação pelo
governo federal, provocou o desengavetamento, no bojo das obras do PAC,
de muitos projetos nos últimos anos, conforme afirmou o presidente do
Sindicato Nacional das Indústrias de Equipamentos |
Divulgação

Afonso: PAC e PPPs podem tirar o atraso do Norte e
Nordeste |
para Saneamento Básico e Ambiental (Sindesam), Gilson Afonso. Algumas
delas, como as dos emissários submarinos de Salvador-BA, em operações de
parceria público-privada (PPP). Sua expectativa, aliás, é a de que muitas
novas obras saiam no Nordeste, já que várias companhias passam por
processos de reestruturação financeiro-operacional e também por causa do
provável deslanche das PPPs.
Prova do potencial de negócios nordestinos foi o fato de muitos
fornecedores de equipamentos e sistemas, associados ao Sindesam, marcarem
presença como expositores na Fitabes, apesar de terem também participado
em agosto de feira semelhante em São Paulo, a Fenasan. De acordo com
Fernando Horta, isso também se justifica em razão do caráter nacional da
Fitabes, que de forma itinerante a cada dois anos se realiza em uma
capital diferente. “Essa característica amplia o leque de interessados
pela feira, tanto expositores como visitantes”, conclui o
diretor-comercial. Nesse ponto de vista, uma feira como a Fenasan, muito
ligada à companhia de saneamento paulista, a Sabesp (visto ser organizada
pela associação de engenheiros da empresa, a Aesabesp), teria caráter mais
regionalista.
A esperança dos envolvidos com o saneamento básico no Brasil é a de que o
caráter nacional da Fitabes, e a abrangência dos debates promovidos pelo
congresso, ajudem a fazer o setor se mexer com mais desenvoltura. É
inadmissível saber que um país com esses déficits na prestação de serviços
de água e esgoto continue a não usar os recursos comprometidos para a
área. Trata-se aí de fato recorrente nos últimos anos. Em 2009, do total
de R$ 4,6 bilhões, apenas R$ 34,3 milhões haviam sido empregados em obras
no primeiro semestre.
Nos anos anteriores, as diferenças foram menores, o que permitiu aos
fornecedores comemorar grandes volumes de negócios, apesar de o montante
não utilizado ser considerável, praticamente a metade do disponível. Do
total de R$ 11,7 bilhões comprometidos em 2007, R$ 4,04 bilhões foram
desembolsados e, em 2008, dos R$ 12,2 bilhões, “apenas” R$ 5,6 bilhões se
transformaram em obras de fato. Encontrar ferramentas e apontar caminhos
para diminuir esse gap pode ser um outro grande motivo, além da praia e do
sol, para passar uma semana em Recife.
A Feira - Lista de Expositores
|
Abcon
ABES
ABES - Revista Bio
ABES - Seções Regionais
ABES
ABIMAQ
Abiquim
ABPE
ABS Bombas
ABTC
ACERTUBOS
Acquality
Actaris
ADTS Automação e Engenharia
Agau
Albrecht
Allonda
Alpina
Alsane Acessórios e Conexões Ltda
Amanco
AMBIO
América Tubos
Amitech Brazil
Andrinet
Andritz Separation
Aquamec
Arch Quimica Brasil Ltda
ASEAC
AVK Brasil
B&F Dias
Beraca
Bermad
Bio Ambiental Sistemas de Saneamento Ltda
Bombas Beto
Brastubo
Bugatti Brasil Válvulas Ltda
CAB Ambiental
Caetano Tubos
Camp Jato
Carbonífera Criciuma
Cataguases
CEB
Centroprojekt
Coester
Companhia de Saneamento de Alagoas - CASAL
COMPESA
CONASA
Conaut - Krohne
Continental Industrie
Copasa
Corr Plastik
CTR Candeias
DAEE
Degrémont
Dígico
Digitrol
Doal Plastic
Durcon Equipamentos Industriais Ltda
Ebara
Ecosan
Edra
Efficiency Brasil
Elster
Embasa
Emec
Enops
Evonik
FAE tecnológica
Fernco do Brasil
FERPAC
FGS Brasil
FKB |
Flowserve
Fluid Feeder
Flygt do Brasil
Fontaine
Gaiatec Sistemas
Glass Bombas
Glastec Indusria e Com. de Plástico Ltda
Glynwed
Grünbeck Wasseraufbereitung Gmbh
Guarujá Equipamentos
Hemfibra Tecnologia em Saneamento
Hexis
Hidrogeron do Brasil
Higra
Hydrax
Hydrostec
Imbil
Incontrol
JF informática e consultores
Joplas Industrial Ltda
JWC Environmetal
Kemira
Koch Membrane Systems
KSB
Lamon
Lao Industria
Maccaferri
Marte Balanças
Mizumo
Mojave
Netzsch Service Nordeste
Nivetec
NSF
Odebrecht
Parkson do Brasil
Perenne
Petrofisa
Pieralisi
Pipe Sistemas Tubulares
Poleoduto
Policontrol
Polierg
Poly Easy
PPIC
Proacqua - Processos de Saneamento
Produquimica
Prominas
Quimil
Restor
Revista Química e Derivados
RMS Engenharia
SABESP
Saint-Gobain Canalização
SANE GLASS
Sanemais
Sappel do Brasil
Sensus
Sigma
Soil Tain
Sovereign Brasil
SPARSOL
Tecma Tecnologia em Meio Ambiente
Tecniplas
Tigre
TSA
Usmatic
Valloy
Veolia
Wam do Brasil
WASSERLINK
Weatherford
WOMA |
|
|