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Feira atrai interessados nos
investimentos
bilionários da Petrobras
na Baixada Santista
Texto de Rose de Moraes
Fotos de Cuca Jorge
A Baixada Santista ganhou
importância nesse começo de século com a descoberta de reservas
gigantes de petróleo e |
gigantes de petróleo e gás natural na camada do pré-sal, comparáveis às
dos países do Golfo Pérsico, região que abriga 69,3% das reservas mundiais
conhecidas. A Petrobras elegeu Santos como sede operacional da exploração
do pré-sal, atraindo técnicos, empresários e visitantes de várias origens
para a 3ª Santos Offshore Oil & Gas Expo and Conference.
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Organizada pela AGS3 Promoções e Eventos, a exposição
ocupou o Mendes Convention Center, em Santos, entre 21 e 23 de
outubro, com a participação de mais de 250 expositores. Presença
destacada nesta terceira edição, a Petrobras prevê investir mais de
US$ 174 bilhões até 2020, nas áreas de pesquisa, exploração, produção,
logística, naval, dutos, refino, petroquímica e biocombustíveis. Desse
total, US$ 111,4 bilhões, segundo a companhia, deverão ser aplicados
nas atividades de exploração e produção no pré-sal, sendo US$ 98,8
bilhões destinados especificamente à Bacia de Santos, além de outros
US$ 12,6 bilhões para a Bacia de Campos.
Os vários projetos em andamento prevêem contratações de sondas de
perfuração, unidades de produção, arranjos submarinos, bombas, dutos,
linhas flexíveis, entre muitos outros componentes e equipamentos. A
estratégia da |

Quase R$ 100 bilhões serão aplicados na Bacia de
Santos |
companhia voltada à exploração nas camadas pré-sal é a de padronizar os
projetos de produção, abrangendo navios-plataforma FPSO, para produzir,
processar, armazenar e escoar todo o óleo e o gás extraídos naquela bacia
para os centros de refino e de consumo.
A exploração de petróleo e de gás no pré-sal exige grandes esforços
tecnológicos e de planejamento para reduzir custos e aumentar a eficiência
e a produtividade nas plataformas, principalmente tendo em vista as
complexas condições de extração, conduzidas a mais de 5 km de
profundidade, e as grandes distâncias entre o continente e as áreas de
exploração, que chegam a mais de 300 km.
O primeiro poço de pré-sal da Bacia de Santos, batizado Parati, consumiu
US$ 240 milhões e foi seguido de novas descobertas nos poços de Tupi e
Iara. A primeira carga de petróleo extraída da camada pré-sal da Bacia de
Santos, em 1º de maio de 2009, em Tupi, confirmou as previsões de
pesquisadores, geólogos e geofísicos, feitas no passado, de que sob a
extensa camada de sal que contorna a costa brasileira existe uma grandiosa
camada de acúmulo de hidrocarbonetos.
A Petrobras espera alcançar em 2010, nessa área, a produção de 100 mil
barris diários de óleo e 5 milhões de m3 de gás. Em 2017, a produção
advinda do pré-sal santista deverá ultrapassar 1 milhão de barris diários
de óleo, alcançando 1,8 milhão de barris/dia em 2020.
A ordem de grandeza das atuais descobertas tem atraído vários interesses
nacionais e internacionais e propulsionado vários investimentos da
companhia, que seguem em sentido ascendente. Em 2009, a empresa planeja
concluir investimentos no valor de mais de US$ 35 bilhões. Em 2008, a
companhia alocou na contratação de bens e serviços US$ 7 bilhões para a
compra de equipamentos, químicos e acessórios. Também no ano passado, um
total de US$ 25,8 bilhões foi destinado à contratação de serviços nas
áreas sísmica, de perfuração e de transportes, que vieram somar-se a mais
US$ 12,4 bilhões alocados na construção e renovação de plataformas e
refinarias.
Com base nos investimentos planejados, e divulgados a comunidades
empresariais, a produção total de petróleo da Petrobras deverá crescer, de
acordo com as últimas projeções, em 1.255 mil boed até 2013, apresentando
crescimento médio anual de 8,8%.
Os níveis de investimento programados pela companhia ocupariam, assim,
patamar privilegiado, classificando-se como o segundo maior no ranking de
todos os investimentos realizados no mundo no campo da pesquisa e do
desenvolvimento petrolífero, suplantados apenas por investimentos
programados pela Shell.
Fronteira tecnológica – Pioneira na fabricação de trocadores de
calor com ligas de aço inoxidável super duplex, material que agrega ligas
austeníticas e ferríticas, altamente resistentes à corrosão e à erosão,
especialmente desenvolvidas para a Petrobras, em 2006, para suprir as
necessidades das explorações em plataformas mais recentes como as P-50,
P-51, P-52, P-53, P-54, P-55 e P-56, todas na Bacia de Campos, a Jaraguá
Equipamentos Industriais estreou na 3ª Santos Offshore com o intuito de
prestigiar o evento e mostrar novos desenvolvimentos tecnológicos não só
em trocadores de calor, como também em reatores, separadores de óleo e
água, depuradores, geradores de vapor, aquecedores, colunas, esferas,
entre outros equipamentos.
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“Somos o único fabricante de equipamentos específicos
para plataformas offshore a participar do evento deste ano, que, por
sinal, está cada vez mais interessante, não só para prestadores de
serviços como também para fabricantes e fornecedores de equipamentos
de alta tecnologia para as indústrias de óleo e gás”, afirmou Fuad
Hamad, diretor-comercial para a área petroquímica da Jaraguá.
Além de apresentar ao mercado linha especial para plataformas
marítimas, a empresa, também |

Hamad: obras para adequar plataformas
a novos padrões |
especializada no fornecimento de fornos de carga, de aquecimento e de
reforma catalítica em regime turn-key, envolve-se com projetos para
ampliar capacidades e promover adequações das plataformas a novos padrões
ambientais.
Até o final de 2009, quando deverão estar concluídos os processos de
licitação para a construção de três plataformas piloto na Bacia de Santos
e selecionadas as bases para o desenvolvimento tecnológico para a
exploração em águas superprofundas, ultrapassando os 5 km, e também
vencido o grande desafio de perfurar camadas de 3 km de espessura de sal,
um novo modelo de exploração deverá surgir, como disse Hamad.
Válvulas especiais – A Hiter apresentou exemplares de sua mais
recente linha de válvulas da série Revel, dos tipos convencional e
angular. As válvulas dessa série estão disponíveis em t
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amanhos de uma a 16 polegadas, nos modelos
convencionais, e de 1” x 1” até 18” x 24”, nos angulares. Providas de
acionamento pneumático com pistões simples ou de dupla ação ou ainda
elétricos, podem ser feitas de aço carbono, aço liga, aço inoxidável e
outros, sob encomenda.
Atenta às necessidades atuais do setor de óleo e gás, a Hiter admite a
possibilidade de desenvolver e fabricar novos produtos, do tipo choke
valves, fundamentais como |

Graziano: válvulas para suportar quedas de pressão |
componentes de árvores de Natal, que deverão ser muito requisitadas.
“Colocamos em estudo a possibilidade de fabricar válvulas que operem em
condições de processo envolvendo gases e vapores submetidos a quedas de
pressão muito elevadas e bruscas, constituídas por válvulas do tipo
angular, altamente resistentes a essas condições, para as quais já temos
tecnologia”, afirmou Graziano Itri, assessor técnico da Hiter.
Ainda no campo das válvulas, a Ciwal Acessórios Industriais também
apresentou nova tecnologia. Trata-se de válvula projetada com novo sistema
redutor de acionamento. Além dessa novidade, a empresa destacou sua ampla
linha de válvulas de esfera até 32 polegadas para atender às
especificações de processos com hidrocarbonetos. São providas de sedes
resilientes ou metálicas, para aplicações fire-safe, sob alta temperatura
e com duplo bloqueio especial. Também mostrou a linha de válvulas de
gaveta de aço carbono, inox ou de ligas especiais, em classes de pressão
de 125 a 1500 psi, e em diâmetros de meia até 36 polegadas (fundidas), e
de meia até 2 polegadas (forjadas), incluindo válvulas com vedação de aço
inoxidável 304-316-410 ou com ligas especiais.
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