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DESMINERALIZAÇÃO D E Á G U A |
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Divulgação/Dow

Resinas se adaptariam melhor à característica da
água brasileira |
Tecnologia de resinas de troca iônica reconquista clientes
importantes,
como Petrobras
Marcelo Furtado
Apesar de ser um segmento amadurecido, cujas
principais tecnologias – resinas de troca iônica e membranas de osmose
reversa – já desenvolveram seus nichos de aplicação, é possível afirmar
que no momento existem algumas movimentações apontando mudanças no
mercado. Isso se evidencia tanto no aspecto corporativo, com fusões e
anúncios importantes feitos por competidores globais, como em termos
tecnológicos, nesse caso no mercado brasileiro, que demonstra rever
tendências de aplicação.
Mesmo que as fusões tenham relevância evidente – tendo em vista a
integração da Rohm and Haas, a maior e mais tradicional produtora de
resinas de troca iônica do mundo, pela Dow Chemical –, vale a pena começar
pelo assunto mais polêmico, por dizer respeito direto ao mercado
brasileiro. Um fato recente tem despertado a atenção de profissionais
ligados ao tratamento de água: a Petrobras, uma das primeiras entusiastas
de sistemas de osmose reversa para desmineralização, motivo pelo qual
instalou grandes unidades em algumas refinarias, demonstra rever esse
conceito e tem retornado a contratar a tecnologia mais tradicional, de
resinas de troca iônica, em suas várias obras novas no parque de refino.
Para os profissionais mais experientes, a volta à troca iônica na
Petrobras – muito significativa não só pela grandeza das obras, mas também
pelo papel difusor de tecnologias que a estatal tem no mercado industrial
brasileiro – se deve à constatação de que a característica da água
brasileira pode não ser muito favorável ao uso de membranas de osmose
reversa. De baixa salinidade, o que não justificaria o uso de uma técnica
que aceita água de entrada com alta condutividade, e com muita matéria
orgânica, o que aumenta a chance de ocorrer o chamado biofouling
(incrustação biológica) das membranas, a água dos rios brasileiros
encontraria na troca iônica o processo mais viável técnica e
economicamente para ser desmineralizada e empregada em geração de vapor ou
outros usos industriais. Conhecimento padrão entre especialistas indica
que as resinas são competitivas em águas com até 500 ppm de sólidos totais
dissolvidos (TDS), enquanto a água brasileira média chega no máximo a 100
ppm de TDS.
“A decisão por uma tecnologia precisa ser criteriosa, levar em conta
disponibilidade de energia, água e insumos químicos. Mas de forma geral o
que temos visto no cotidiano das indústrias é que o
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pré-tratamento da osmose reversa demanda muitos
cuidados para evitar problemas nas membranas. Enquanto isso, a troca
iônica aguenta bem melhor as oscilações operacionais e de água muito
comuns na indústria”, disse Beatrice Louisa Bernhard, a gerente de
propostas da Enfil Controle Ambiental, uma das principais empresas de
engenharia da área. Na sua explicação, havendo alteração na água de
entrada e nas condições operacionais (temperatura, pressão), a única
necessidade na troca iônica é aumentar a frequência da regeneração
química das resinas, enquanto na osmose reversa, além dessas novas
condições acarretarem danos mais difíceis de visualizar nas membranas,
elas comprometem o fornecimento de água. “A planta passa a tratar
menos água para evitar colapso do sistema”, explica Beatrice. |
Cuca Jorge

Beatrice: poucos sais e muita matéria orgânica
desfavorecem uso de membranas |
Só troca iônica – São conclusões desse tipo que levaram a Petrobras
a especificar nas licitações de todas as suas últimas grandes obras as
colunas compactas de desmineralização por troca iônica: na Refinaria
Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR, na Refinaria do
Nordeste (Rnest), no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e
no Plangás (Plano da Antecipação da Produção de Gás) na Refinaria de Duque
de Caxias (Reduc), no Rio.
Nos dois primeiros casos, as refinarias utilizarão água de reúso para
alimentar a desmineralização, o que pode ser considerado um motivo a mais
para a opção pela troca iônica, ao se considerar o maior risco de
contaminação biológica. Mas já no Comperj e no Plangás serão utilizadas
água de rio, demonstrando que a Petrobras não se rendeu à troca iônica
apenas por causa dos riscos do reúso, mas possivelmente em virtude de nova
diretriz técnica embasada nas suas últimas experiências com a osmose
reversa. Não por menos, também na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC),
de Cubatão-SP, está prevista para os próximos três anos uma nova unidade
de desmineralização por troca iônica para substituir a existente,
atendendo ao plano de ampliação da refinaria.
O fato de usar água de reúso não significa também que a desmineralização
das duas refinarias citadas será alimentada por esgoto. Pelo contrário, na
Repar, por exemplo, depois de os efluentes passarem por uma estação de
biorreator a membranas (MBR), a corrente passará por uma estação de
eletrodiálise reversa (EDR), um sistema robusto de membranas, regenerado
por corrente elétrica. Trata-se de equipamento que, ao contrário da osmose
reversa, aceita muito mais contaminações orgânicas e, melhor ainda, tolera
o cloro e outros oxidantes. Além de não precisar de produto químico para
lavagens periódicas e de pré-tratamento rigoroso como na osmose, a EDR
remove de 80% a 85% dos sais da água, abaixando a condutividade de 3.500
mS/cm para 200 mS/cm. Depois disso, o rejeito salino será descartado e o
permeado, cerca de 200 m3/h, seguirá para a unidade de desmineralização
por troca iônica, que terá um leito com carvão ativado, seguido por um
compacto de resinas catiônicas, uma torre de descarbonatação, um leito
aniônico e, por fim, o polimento misto com resinas.
A própria escolha pela EDR, considerada ideal para remoções não tão
radicais de sais e para operações “brutas” como a petroquímica, demonstra
que a osmose reversa, com sua alta sensibilidade a orgânicos e ao cloro e
seus cuidados rigorosos, pode não ser uma boa alternativa nesses
ambientes. Seguindo essa mesma linha, aliás, a Rnest, em Ipojuca-PE,
também tratará seus efluentes com MBR, os quais prosseguirão em uma vazão
aproximada de 400 m3/h, junto com a purga das torres de resfriamento (180
m3/h), para pré-desmineralização em um EDR. Depois, a corrente é destinada
a uma estação com resinas de troca iônica, com seis leitos de polimento
misto de resinas. Para atender aos padrões de salinidade mais baixos
requeridos pela troca iônica, segundo Beatrice Bernhard, a gerente da
Enfil, empresa responsável pela obra, a alta salinidade da água em
Pernambuco fez com que a EDR precisasse contar com quatro pilhas em
séries.
Relativizar é preciso – Uma argumentação muito utilizada para
apontar as desvantagens da troca iônica, a do alto consumo de soda
cáustica e ácido para as regenerações feitas quase diariamente, pode não
ter o mesmo peso em vários casos. Principalmente para empresas que
precisem de qualquer forma lidar com essas commodities, como indústrias de
papel e celulose, químicas e petroquímicas, e siderúrgicas, que além de
serem habituadas com a manipulação de químicos conseguem negociar preços
melhores, diminuindo o custo operacional das regenerações. Nesse sentido,
apenas indústrias muito afastadas dos grandes centros, como usinas de
açúcar e álcool, podem atestar gastos muito elevados com o transporte de
soda e ácido.
Mas mesmo assim não são só essas análises preliminares que desqualificam
uma ou outra tecnologia. Isso por vários motivos, mas os principais podem
ser o fato de o custo do pré-tratamento de osmose reversa, com consumo
também considerável de produtos químicos, ser alto e muitas vezes
complicado tecnicamente. E ainda pode-se debitar na conta das dúvidas o
fato de a osmose reversa não dar conta sozinha do principal inimigo da
água desmineralizada em caldeiras: a sílica. Para se controlar o teor do
contaminante para níveis de ppb (entre 10 e 20 partes por bilhão), as
estações acrescentam um leito misto de resinas ou em algumas situações um
duplo passo de osmose, o que normalmente encarece muito o investimento.
Caso emblemático ocorre na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José
dos Campos-SP, que possui uma estação de osmose reversa de duplo passo,
mas que necessita ainda de leito misto de resinas para assegurar a
integridade das caldeiras no referente à sílica. Isso significa que, mesmo
em menor volume, com o leito misto as empresas precisarão manipular os
regenerantes ácidos e alcalinos.
Um outro ponto a se considerar nas análises seria a energética. Caso haja
energia de sobra na indústria, a osmose reversa pode ser atraente, o que
ocorre muito atualmente em usinas de açúcar e álcool, que contam com
turbinas de cogeração pelo bagaço de cana. Por esse motivo, aliado ao
custo logístico de transporte de regenerantes, muitas dessas empresas
compraram estações de osmose reversa para desmineralização. Isso sem falar
que o setor sucroalcooleiro não é grande consumidor de água, podendo se
dar ao luxo de ter um rejeito salino de 25% da osmose reversa, contra 5%
da troca iônica.
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Em Cubatão – Apesar da questão energética, é
interessante a Refinaria Presidente Bernardes, de Cubatão, palco da
construção da usina termelétrica (UTE) Euzébio Rocha, não considerar a
osmose reversa nos seus planos, mesmo com a disponibilidade de energia
que em breve terá. De acordo com o gerente setorial de otimização de
processos da RPBC, Mario Fernando Porto, a atual unidade de
desmineralização com leito convencional de resinas, apesar de antiga
(década de 70), supre plenamente as necessidades da refinaria e da UTE
em início de operação. Ela apenas será trocada até 2013, por outra de
mesma tecnologia, por causa da nova planta de hidrotratamento de
diesel, que demandará mais 100 m3/h de água desmi e que está prevista
para a antiga refinaria de Cubatão (com 55 anos completados em 16 de
abril). |
Cuca Jorge

Porto: estação com resinas será trocada até 2013
pela mesma tecnologia |
Para se ter uma ideia de como a unidade de desmineralização por troca
iônica resistiu ao tempo na RPBC, somente com a construção e inauguração
da UTE Euzébio Rocha em fevereiro ela precisou
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de um up-grade e mesmo assim temporário. E aí a
necessidade foi acrescentar mais um leito de polimento misto de
resinas para aumentar a quantidade de água desmineralizada e assim
suportar o momento de transição, no qual as caldeiras da refinaria e
as da usina termelétrica a gás gerarão vapor em paralelo. Para atender
a essa demanda, a estatal lançou concorrência para alugar um leito
misto. O edital foi vencido pela Fluid Brasil, de Jundiaí-SP, que
instalou no final de 2009 um vaso com capacidade para polir 70 m³/h de
água. |
Cuca Jorge

Polimento misto na RPBC: mais 70 m³/h
de água desmi |
Segundo o engenheiro da área de otimização, Eduardo Hiroshi, o novo leito
misto alugado visa à operação com folga na unidade por um período de um
ano, até que a UTE opere de maneira totalmente controlada. “Nessa fase
inicial de ajustes precisamos ter água desmi sobrando”, disse
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Hiroshi. Na transição, a média de consumo deve passar
de 420 m3/h, sendo que antes do aluguel do leito misto a operação
nominal da planta é de 380 m3/h. Em picos de demanda, para a geração
de vapor necessária da refinaria e da UTE, o consumo pode subir para
460 m3/h.
Quando a operação for normalizada, de acordo com o gerente Porto, as
cinco caldeiras da RPBC serão desativadas e serão mantidas as três
novas caldeiras da usina termelétrica, muito mais modernas e capazes.
Nesse momento, complementou o engenheiro Rodrigo Paiva, da Petrobras,
também o leito misto da Fluid poderá ser desativado. Para atender às
exigências da Petrobras, além de garantir os 70 m3/h de tratamento, o
leito precisou contar com um silicômetro, medidor de sílica que
precisa atestar o limite de 3 |
Cuca Jorge

Hiroshi: leito misto alugado atende transição na
refinaria |
ppb do contaminante. Bom acrescentar que só esse equipamento custa US$ 40
mil. Depois do tratamento, a condutividade de sais tem o limite de 0.20 mS/cm.
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Osmose no Nordeste – A despeito da
competitividade da troca iônica em se falando de condições de operação
no Brasil, há situações em que a osmose reversa tem muitas chances de
ser a escolhida ou, indo mais longe, de ser praticamente a melhor
opção. Seria o caso da dessalinização de água do mar, campo em que a
troca iônica tem limitações de salinidade na água de entrada que
tornam o processo inviável. Mundialmente, a osmose reversa vem
crescendo seu uso nessa aplicação, começando a fazer frente à
tecnologia térmica de destilação, ainda a mais empregada.
No Brasil, embora ainda não exista grande demanda na área de
dessalinização (a não ser de poços de água salobra no Nordeste, que já
utilizam bastante as membranas de 4 polegadas de osmose reversa), uma
primeira grande obra |
Cuca Jorge

Paiva: com UTE à plena carga,
leito é desativado |
para a área industrial está em curso. Trata-se de fornecimento da Fluid
Brasil para a Usina Termoelétrica Itaqui, em São Luís, no Maranhão, do
grupo MPX. Uma estação para 200 m3/h, a ser entregue até outubro, está em
fase de elaboração. Segundo o gerente-comercial da Fluid, Francisco Faus,
a estação contempla um primeiro passo com membranas de osmose reversa de
dessalinização da Dow Chemical, que reduzirá a água clarificada do mar de
uma taxa de salinidade de 30 mil ppm de sais para 400 ppm. Depois disso,
uma unidade de osmose reversa convencional reduzirá para os sais a 20 ppm.
Por fim, um leito misto de resinas garantirá condutividade de 0,1 mS/cm e
10 ppb de sílica.
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Essa unidade pegará apenas parte do total de 2.500
m3/h de água do mar captada que será tratada por unidade de
clarificação construída pela Enfil (ver QD-492), cujos 2.300 m3/h
serão utilizados no sistema de resfriamento da usina a carvão. Muito
rica em matéria orgânica, no ponto de captação a água sofrerá uma
supercloração de 20 mg/l de cloro gerado in-situ por um gerador
eletrolítico que utiliza a própria água do mar como insumo da
eletrólise do cloreto de sódio.
Mas uma prova de que a osmose reversa precisa mesmo encontrar nichos
desse tipo para crescer no Brasil é o fato de a mesma Fluid fornecer
para a mesma MPX uma estação de desmineralização de troca iônica para
outra usina térmica do grupo em Pecem, no Ceará. Isso porque, nesse
projeto, o tratamento será de água de rio, com salinidade
relativamente |
Cuca Jorge

Faus: membranas em seu uso ideal, a dessalinização |
baixa. São duas unidades de 75 m3/h, que contam com clarificação anterior
e unidade com vasos catiônico, aniônico, torre de descarbonatação e leito
misto. A água de entrada tem condutividade de 520 mS/cm, TDS de 370 mg/l.
Depois do tratamento, a condutividade cai para 0,1 mS/cm, o teor de sílica
para 10 ppb. Projetada na tecnologia de leito compacto da Dow UpCore,
segundo Francisco Faus a previsão de entrega da obra é ainda no primeiro
semestre.
Controle – Além de procurar mercados em água de alta salinidade ou
em setores com restrições ao uso de regenerantes, como o mercado
farmacêutico ou de microeletrônica, outra alternativa para a osmose
reversa é investir em controle de parâmetros para evitar problemas
operacionais ou então radicalizar e assumir as unidades, recebendo pela
água tratada e se encarregando pelo
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gerenciamento operacional. É com esse propósito que a
norte-americana Nalco tenta vender no mercado brasileiro seus
contratos de BOT de unidades de desmineralização para a indústria,
pelos quais a empresa financia a construção ou reforma de estações,
responsabilizando-se pela operação por um período contratado.
“Como somos nós que vamos operar a unidade é nosso interesse manter
todos os parâmetros sob controle para aumentar a vida útil das
membranas e fornecer a água dentro do acordado com o cliente”, disse o
diretor da |
Cuca Jorge

Augello: Nalco assume riscos da
osmose reversa |
divisão de soluções integradas da Nalco, Jorge Augello. Para isso, segundo
ele, a empresa conta, além da sua linha Permacare de produtos para
pré-tratamento da osmose (anti-incrustantes, biocidas), com sistemas
automatizados de controle que se baseiam na tecnologia de traçantes por
fluorescências Trasar.
Segundo Augello, o controle se inicia com o PT Trasar, voltado para o
pré-tratamento. Nesse caso, o polímero EPDM tem a molécula do traçante
que, por meio dela, é possível identificar on-line, de forma contínua e
por meio da diferença de fluorescência, se está havendo deposição na água.
“Enquanto uma empresa normalmente baseia a dosagem dos anti-incrustantes
por um jar-test, o que determinará um tratamento estanque, o Trasar altera
continuamente a dosagem dos produtos conforme as alterações da água de
entrada”, completou o gerente técnico Eduardo Pacheco.
O segundo passo do controle se dá por meio do RO Trasar, que controla
vários parâmetros durante a desmineralização por membranas: biofouling,
oxidação (ORP, potencial Redox), deposição e fouling pelo polímero
anti-incrustante. Esse monitoramento de risco, por meio de traçante
presente no polímero anti-incrustante e controlado por instrumento,
identifica, por
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exemplo, se a membrana sofre oxidação. “Se isso
ocorre, há a dosagem automática de metabissulfito de sódio para
neutralização”, disse Pacheco. Isso além do controle de dosagem a mais
ou a menos de anti-incrustante para evitar fouling por cálcio ou pelo
próprio polímero, respectivamente, segundo completou o gerente
técnico.
A outra ferramenta de controle da Nalco, para manter seus sistemas sob
condições ideais, é o ROeye, que controla todos os equipamentos da
planta, elaborando relatórios constantes sobre a |
Cuca Jorge

Pacheco: BOT com controle total da operação |
operação, identificando falhas mecânicas para dar subsídios a mudanças
operacionais. Por enquanto, desse tipo de contrato BOT (cinco anos), a
Nalco só vendeu uma planta na Argentina, para a usina termelétrica CCA,
com membranas de osmose reversa para 25 m3/h e polimento misto que reduz o
teor de sílica de 55 ppm a 6 ppb, em operação desde agosto de 2009 com
quatro funcionários da Nalco full-time na unidade.
Integrações – A outra grande mudança do mercado de desmineralização
de água sem dúvida responde pela integração dos negócios da Rohm and Haas
pela Dow, maior fabricante de membranas de osmose reversa e também forte
em resinas de troca iônica. Processo longo que foi adiado por causa da
crise econômica, desde julho do ano passado as empresas se organizam para
harmonizar as estruturas técnico-comerciais e, possivelmente, em breve
deverão ser anunciadas mudanças mais significativas, como fechamentos de
fábricas.
No Brasil, o pessoal da Rohm and Haas já foi incorporado à Dow e reforça o
time latino-americano com a antiga liderança na venda de resinas de troca
iônica. André Belarmino Sousa, ex-gerente-comercial da Rohm and Haas, e
agora gerente de resinas para o Brasil da Dow, acredita
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que a fusão deu 70% do mercado para a Dow Water
Solutions. “Continuamos atuando da mesma forma, mas é claro que agora
aproveitamos melhor a afinidade tecnológica entre membranas e resinas,
com um leque de ofertas muito mais ampliado para o cliente”, disse
Sousa. É bom lembrar que, além das resinas e das membranas de osmose
reversa, a Dow tem membranas de nano e ultrafiltração, EDIs (eletrodeionização)
e também skids de biorreatores a membrana (MBR). |
Cuca Jorge

Berlarmino (esq.) e Ramos: Rohn and Haas
e Dow juntas |
Para o especialista técnico para América Latina da Dow, Renato Ramos,
mesmo reforçados nas resinas, os avanços técnicos nas membranas continuam
a ser o foco do grupo, de onde por sinal surgiu a primeira de osmose
reversa do mundo, de marca Filmtec. “Conseguimos com novas tecnologias
programar a limpeza química de membranas instaladas na Repar (Refinaria do
Paraná da Petrobras) para cada seis meses”, disse Ramos. Isso foi
possível, segundo explica, por causa de novo espaçador com melhor
dispersão hidráulica e também em virtude do sistema de conexão entre as
membranas.
Outra aposta recente da Dow que colhe bons resultados é no ramo da
ultrafiltração, empregada principalmente para pré-tratamento de osmose
reversa. Segundo Renato Ramos, já há nove plantas instaladas no Brasil,
por meio da ação de dois OEMs (Fluid e Yete). “A qualidade da água é
excelente, com turbidez abaixo de 0.1 NTU”, disse. Interessante nesse
sentido é o fato de a
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Petrobras ter dimensionado a ultrafiltração para
pré-tratamento da unidade de troca iônica na Reduc, de Duque de
Caxias-RJ. Apesar de não ser a fornecedora dessa obra, a Dow já está
com sua ultrafiltração no vendor-list da estatal do petróleo.
Além da união Dow-Rohm and Haas, um sinal de que contar com várias
alternativas tecnológicas para a desmineralização é uma boa estratégia
comercial pode ser notada no anúncio da alemã Lanxess, produtora de
resinas de troca iônica, de construção de fábrica de membranas no seu
site multipropósito de Bitterfeld na Alemanha. Segundo o gerente da
Lanxess, Klaus Axthelm, serão investidos |
Cuca Jorge

Axtheim: Lanxess também vai produzir membranas |
30 milhões de euros para concluir a fábrica até o final de 2011. Embora a
empresa não revele muitos detalhes, Axthelm sugere que serão feitas
membranas de osmose reversa com algum diferencial de mercado. “É política
da empresa fazer algo inovador, não lançar tecnologia já existente”,
disse. Para ilustrar essa política, Axthelm chama a atenção para o
crescimento de 10% nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento da
empresa.
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Na área de resinas, a Lanxess também inaugura nova
fábrica em Jhagadia, na Índia, que entra em operação no final de 2010.
Outro investimento na área é o lançamento da nova resina catiônica
Lewatit Monoplus S108, que vem a se tornar a partir desse ano o
carro-chefe da empresa. Por meio de |
Divulgação

Resina catiônica S108: negra para melhor
visualização |
novo processo produtivo, a resina com mesma origem química das demais
(estireno divinil benzeno com agrupamento sulfônico) ganhou capacidade de
troca iônica 10% superior ao grade antigo que será substituído (S100). Com
cor negra, a nova resina também tem vantagem no leito misto de resinas.
“Antes a coloração das catiônicas e das aniônicas eram iguais, o que
dificulta a visualização na regeneração. A nova resina começou a ser
produzida em abril em Bitterfeld e os primeiros lotes começam a chegar ao
país.
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