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Cuca Jorge

Mesa de trabalho reunida para a
sessão solene de abertura |
Associquim comemora 50 anos reunindo a indústria e a
distribuição química para fortalecer a cadeia de produção
Marcelo Fairbanks
Distante das paisagens esplêndidas das praias
nordestinas, onde é tradicionalmente sediado, o Encontro Brasileiro da
Distribuição Química (EBDQuim), promovido em São Paulo, nos dias 18 e 19
de março, reuniu grande número de companhias comerciais do setor,
registrando a presença de mais de 400 pessoas nas suas palestras. Sem o
atrativo turístico, o encontro aproveitou a grande densidade de
distribuidoras na região para comemorar o cinquentenário de fundação da
Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e
Petroquímicos (Associquim).
“Não poderia ser diferente, pois tínhamos de comemorar essa data em nossa
sede, junto do maior número possível de associados”, afirmou Rubens
Medrano, presidente da Associquim. Embora os festejos tenham ocupado parte
da programação, o EBDQuim manteve sua tradição de apresentar novos
desafios e tendências para o setor, tanto em âmbito nacional quanto
mundial.
Medrano abriu o encontro salientando os esforços empreendidos durante os
últimos dez anos para atualizar a estrutura da entidade, aproximando os
serviços prestados às necessidades de mercado. “A sustentabilidade se
tornou o grande foco do nosso trabalho”, ressaltou, ao indicar a ampla
aceitação do programa de Distribuição Responsável (Prodir), criado em 2001
sob inspiração do Responsible Distribution Process (RDP), do Canadá. Com o
Prodir, a distribuição química brasileira pode se orgulhar de seguir
padrões de qualidade e segurança iguais aos exigidos nos Estados Unidos e
Europa. Em âmbito nacional, o Prodir facilitou a interação entre indústria
e comércio. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim)
reconhece o Prodir como necessário e suficiente para garantir a segurança
de toda a cadeia química, isentando os distribuidores de participar do
programa de Atuação Responsável, mantido pela indústria.
Essa proximidade justifica o convite feito a Bernardo Gradin, presidente
da Braskem e também do conselho diretor da Abiquim, para proferir a
palestra solene do encontro. Depois da compra da Quattor e da consolidação
dos negócios petroquímicos brasileiros, a Braskem se tornou uma gigante de
porte mundial, com receita bruta de R$ 27,3 bilhões em 2009, líder na
América Latina e a sétima ou oitava companhia mundial do setor. O seu
controle acionário é dividido entre o grupo Odebrecht e a Petrobras.
Gradin apresentou um cenário de negócios otimista, porém longe de ser
róseo. “Ainda estamos em crise, saímos da fase de ruptura, mas alguns
fundamentos importantes ainda não estão equacionados”, explicou. Ele
mencionou o excesso de liquidez no mundo, provocado pelos governos para
conter a crise, que precisa ser controlado. Além disso, problemas na
Grécia, Itália e Portugal surgem como espectros malignos.
Ele também salientou que a economia norte-americana apresenta sinais
claros de recuperação, porém em ritmo muito lento e com mentalidade
profundamente alterada. “A sociedade americana que era perdulária está se
tornando muito mais poupadora”, afirmou. A relevância econômica dos
Estados Unidos serve de alerta às pretensões estridentes dos países
emergentes, os BRICs (acrônimo de Brasil, Rússia, Índia e China). Gradin
explicou que os consumos internos somados desses países produzem um
resultado inferior a um terço da demanda dos EUA. Dessa forma, a crise só
estará totalmente superada a partir de 2011 ou 2012.
No caso brasileiro, Gradin entende que esta geração terá uma oportunidade
única para o desenvolvimento nacional, agora em bases sustentadas. Houve
aumento de renda da população que requer mais cidadania, mais qualidade de
vida. Isso pede melhorar os serviços públicos, a formação de mão de obra
qualificada, o fortalecimento das instituições democráticas, a maior
transparência governamental e o correto entendimento da ampliação de
crédito, gerando mais consumo, porém com maior dívida.
Seguindo sempre seus princípios organizacionais, a Braskem pretende até
2020, com base forte de negócios no Brasil, ocupar todas as fontes de
hidrocarbonetos de uso petroquímico na América Latina e, além disso, ser
competitiva para suprir o mercado dos Estados Unidos, que ainda será o
maior do mundo. Para tanto, porém, o dirigente aponta para a necessidade
de investimentos na química de base nacional, suportando o desenvolvimento
de todo o setor a jusante. “A persistir a tendência de aumento de
importações químicas, o Brasil terá um déficit comercial no setor que
chegará a US$ 200 bilhões em alguns anos”, vaticinou. A Abiquim estruturou
um pacto setorial, apresentado ao governo federal em dezembro, com o
objetivo de desenvolver essa indústria e manter o equilíbrio da balança
comercial.
Aos distribuidores nacionais, Gradin reservou um estímulo: “Há espaço para
a distribuição crescer na Braskem e contribuir para fortalecer a cadeia de
consumo”, afirmou. Na visão da companhia, o distribuidor deve compartilhar
a responsabilidade com os clientes, atuar capilarmente e com
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eficiência, oferecer serviços de crédito aos seus
clientes, prestar serviços de qualidade com segurança, apresentar
impacto zero ao ambiente e contribuir para manter a boa imagem da
distribuída.
Ao saudar o ilustre palestrante, Medrano observou que a tendência de
concentração da indústria química mundial levou à formação de
gigantes, distanciados dos usuários pequenos e médios. “A distribuição
é o canal para atingir esses consumidores tão diversificados como
espalhados geograficamente”, afirmou. Além disso, o presidente da
Associquim salientou que a distribuição química não se beneficia dos
incentivos oficiais concedidos às indústrias locais, especialmente em
termos de comércio exterior e financiamentos, embora seja parte
integrante e relevante da cadeia de produção. |
Cuca Jorge

Medrano: distribuição não recebe os mesmos benefícios da indústria |
Aberta a seção de perguntas, coube ao diretor-comercial da Carbono
Química, Eduardo Barrella, apresentar a Gradin a questão latente na cabeça
de todos os presentes: como a Braskem, atual proprietária da quantiQ
(ex-Ipiranga Química), a maior distribuidora nacional, receberá as
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operações da antiga Unipar Distribuidora, braço da
Quattor para solventes e resinas. Gradin saiu pela tangente: com as
atenções totalmente voltadas para a integração da Quattor, a companhia
apenas profissionalizou a gestão da quantiQ, concedendo a ela uma
ampla autonomia (mediante o atingimento de metas). A Unipar
Distribuidora sequer foi avaliada e não há planos definidos para ela.
“Queremos criar valor para todos”, disse.
Posições históricas – O título de sócio número um da Associquim
pertence à Dow Química, cujo presidente da filial brasileira há
cinquenta anos, Paul Oreffice, foi um dos mentores e maiores
entusiastas do plano de criar uma associação química. A Dow, então,
era apenas uma importadora de produtos químicos, sem fabricação local.
O atual presidente da companhia para a América Latina, Pedro Suarez,
relatou a |
Cuca Jorge

Gradin: sem decisão final sobre as distribuidoras da Braskem |
situação da companhia na região, na qual 86 distribuidores realizam vendas
anuais da ordem de US$ 890 milhões. “Há cinco anos, tínhamos mais de
duzentos distribuidores que vendiam menos de US$ 400 milhões por ano,
situação que nos obrigou a uma profunda reformulação”, comentou.
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Suarez salientou a importância da distribuição para o
crescimento de qualquer indústria química no Brasil, recomendando
enfocar o crescimento contínuo para alavancar a operação, priorizar o
cliente, oferecendo alternativas de produtos e serviços, gerar e
fortalecer parcerias na cadeia produtiva, apoiar o desenvolvimento
tecnológico, promover a troca de experiências entre clientes e
indústria e atuar de forma sustentável. “Precisamos ser mais ousados
em relação aos produtos, à sociedade e ao meio ambiente, buscando
aprimoramento constante”, afirmou. “Investimentos nisso sempre geram
lucros.”
De forma semelhante se manifestou Juan Parodi, presidente da Eastman
na América Latina, região que apresenta taxas de crescimento em torno
de 20% ao ano, liderada pelo Brasil. “Só conseguimos gerar valor na
nossa cadeia de produção por |
Cuca Jorge

Suarez: reformulação da rede na região alcançou bons resultados |
meio da distribuição”, afirmou. A Eastman vende US$ 8 bilhões por ano em
todo o mundo, sendo 55% desse valor referente aos Estados Unidos. A
América Latina responde por apenas 7% do total, mas está crescendo. A
companhia conta com 6.480 distribuidores em todo o mundo, dos quais 2.659
atuam na Europa e 533 na América do Sul.
A avaliação de Parodi para a situação atual, pós-crise, é a de um novo
equilíbrio. O ponto mais importante da gestão dos negócios está em manter
positivo o fluxo de caixa, com eficiente manejo da volatilidade dos
preços. “Precisamos dar respostas rápidas para todos os movimentos de
mercado para ganhar valor”, salientou. As operações devem ser sustentáveis
e estão sendo direcionadas para os mercados emergentes.
Em escala global, antes da crise, a ênfase em aspectos regulatórios era
dominante, situação ainda mantida, embora os custos sejam considerados
exagerados. Os movimentos de consolidação geraram distribuidores de porte
gigante e atuação global, pouco visíveis no Brasil, ainda orientado por
empresas regionais. A participação dos investidores em fundos de Private
Equity era crescente, impondo uma visão de resultados a curto prazo.
Segundo Parodi, a consolidação e a globalização da distribuição mudam
muito a cultura e o planejamento dessas empresas. Nesse cenário sempre
havia espaço para a otimização de portfólio.
No caso brasileiro, ele afirma que o país precisa melhorar sua
infraestrutura e suas operações logísticas para poder crescer a um ritmo
constante por um período longo. Ele também sente a necessidade de reduzir
os entraves burocráticos, especialmente os exigidos para o recolhimento de
tributos. “Quem quiser crescer deverá contar com parceiros fortes”,
afirmou.
A segunda maior etoxiladora do mundo, a Oxiteno, com suas dez fábricas
espalhadas pelo Brasil, México e Venezuela, também aposta no
fortalecimento dos distribuidores para atingir maior número de clientes.
“Investimos muito na gestão do canal de distribuição”, comentou Maurício
Lopes, gerente-comercial da Oxiteno. Ele se refere à criação de
estratégias e políticas específicas entre a produtora e seus sete
distribuidores, dos quais três de alcance nacional (Agroquímica Maringá,
Brenntag e M.Cassab) e quatro regionais (Morais de Castro, GAP, Produquim
e Nordesquim). A rede responde por R$ 90 milhões em vendas, equivalentes a
quase 12% das vendas totais da Oxiteno, ou 20%, quando excluídas as
exportações. Esse canal atende a mais de cinco mil clientes e obtém
crescimento médio de negócios de 10% ao ano nos últimos exercícios.
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Lopes comentou que a companhia espera dos seus
parceiros a capilaridade de atuação, amplitude de portfólio, logística
diferenciada, gerenciamento de riscos financeiros ajustado, respeito
aos princípios de SMS (saúde, segurança e meio ambiente), além de
prover informações aos clientes. “Nossos princípios e valores precisam
ter um alinhamento perfeito, para gerar sinergias e apoiar a busca por
melhorias contínuas”, comentou Lopes.
Ao mesmo tempo, a companhia promove uma aproximação constante entre os
distribuidores e os departamentos internos de vendas, |
Cuca Jorge

Lopes: indústria apóia e fiscaliza a distribuição |
marketing e tecnologia. São realizadas reuniões mensais com cada
distribuidor, além de reuniões trimestrais, mais profundas. Visitas
conjuntas aos clientes são frequentes, assim como os treinamentos para
distribuidores e clientes na Oxiteno, que também participa com eles de
feiras e eventos relevantes. “Auditamos a satisfação dos clientes e
exigimos excelência operacional, com o suporte do Prodir”, comentou.
Visão mundial – Bruce Schechinger, presidente da Associação dos
Distribuidores Químicos dos EUA (NACD) e também proprietário da
distribuidora BHS Marketing, ao contrário de edições anteriores do EBDQuim,
não apresentou palestra, mas participou do encontro. Ele comentou que a
crise foi muito sentida nos Estados Unidos, principalmente por ter
ocorrido no melhor ano em vendas do setor. “Tivemos um 2008 excepcional,
mas a queda ocorrida com a crise se prolongou durante 2009, com redução
acentuada de vendas”, afirmou.
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A empresa dele registrou perda de faturamento de 14%
em relação a 2008. Considerando apenas as commodities, a redução
chegou a 30%. “Por incrível que pareça, mesmo assim, conseguimos
manter boas margens de lucro”, disse Schechinger. Como os preços de
produtos despencaram violentamente, ele pôde conceder descontos muito
atrativos para seus clientes, sem comprometer a rentabilidade. |
Divulgação

Schechinger obteve lucros em 2009, mesmo
tendo perdido 30% de vendas |
A redução de atividade também variou muito por setores da economia
americana. A produção de óleo e gás, por exemplo, sofreu um corte de
volumes da ordem de 40%. Alguns negócios, ao contrário, até cresceram.
“Foi o caso do tratamento de água municipal, para o qual suprimos o flúor,
um negócio que não sofreu nada com a crise”, avaliou.
Outra presença ilustre, mas sem palestra, foi a do vice-presidente de
energia da Exxon, Paul Galasso. Ele confirmou o acerto da visão
estratégica da companhia de petróleo de se desfazer dos negócios
petroquímicos e de outras atividades de menor capacidade de agregação de
valor, como a distribuição de combustíveis e lubrificantes no Brasil. Isso
permitiu concentrar investimentos e atenções na exploração e produção de
petróleo e gás natural, muito mais rentáveis.
O atual cenário norte-americano de hidrocarbonetos está muito diferente do
que era há três anos. “As descobertas de gás em águas rasas no Golfo do
México (shale gas) e das técnicas de
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recuperação avançada de gás em campos maduros on shore
nos Estados Unidos (tight gas) geraram um grande volume, capaz de
suprir uma parte maior da demanda”, explicou Galasso. Além disso,
ainda há a possibilidade de ampliar os trabalhos em áreas antes
vedadas, como o Alasca. Segundo o executivo, os preços do gás natural
no mercado americano caíram muito e mudaram algumas perspectivas. “Não
creio que esses preços devam ficar tão baixos, perto de US$ 6 por
milhão de BTUs, durante muito tempo, mas também não devem voltar ao
patamar de antes da crise de 2008”, avaliou. Isso se explica pelo fato
de os americanos preferirem o uso do gás ao óleo combustível para
reduzir as emissões de poluentes atmosféricos. |
Divulgação

Galasso: inovações ampliaram oferta de
gás nos EUA |
Apesar da maior disponibilidade de gás, Galasso não aposta numa redenção
da petroquímica norte-americana. “Os países do Oriente Médio já têm
unidades de produção maiores e o preço do gás natural lá é muito mais
barato”, explicou. “Além disso, corremos o risco de não haver novos
projetos petroquímicos nos Estados Unidos por conta da insegurança quanto
aos impostos e às restrições ambientais, cujas mudanças legais estão sendo
incentivadas pelo governo Obama.”
Essa preocupação foi compartilhada por James Rogers, CEO mundial da
Eastman. Para ele, a economia americana dá sinais evidentes de
recuperação, mas investimentos em novas capacidades produtivas devem
demorar um pouco. “O congresso está discutindo mudanças na legislação
tributária e na parte ambiental”, afirmou. “Ainda não é possível saber
qual será o resultado e isso é um risco para novos investimentos
industriais.”
Fusões e aquisições – O respeitado consultor internacional Marc
Fermont compareceu pela terceira vez ao EBDQuim, apresentando concorrida
palestra sobre a situação da distribuição química e a possibilidade de
novos movimentos globais de fusões e aquisições. Antes de iniciar a
palestra, ele anunciou sua aposentadoria e a venda da sua empresa
DistriConsult para Gunther Eberhard, que dará continuidade ao trabalho.
Fermont iniciou sua participação correlacionando o desenvolvimento
econômico dos países com a pujança de sua indústria em geral e da
distribuição química, com destaque para a Alemanha, o atual país mais
próspero da Europa. Essa informação é um alento para o Brasil, que está
ampliando sua indústria e abrindo caminho para o crescimento dos
distribuidores químicos.
Nesse quadro, ele apontou uma forte redução no número de fusões e
aquisições na distribuição química mundial desde 2006. Ele explicou a
redução pela falta de investidores capazes e disponíveis para liderar as
operações e pelo sumiço dos fundos de Private Equity, que ficaram
comprometidos pelos efeitos da crise de 2008, com falta de liquidez.
“Esses fundos estão em uma fase de geração de caixa, não podem investir,
ainda que os resultados financeiros das distribuidoras sejam sólidos e
contínuos”, afirmou.
Além disso, no mercado Europeu, imaginar uma fusão ou aquisição entre
companhias de porte é praticamente impossível. Segundo Fermont, o
continente já está numa situação de equilíbrio ideal, com cinco ou seis
maiores companhias representando 80% de todas as vendas químicas em suas
áreas de atuação. “Nessa situação, nenhum grande player pode comprar outro
sem provocar a ira dos mecanismos antitruste, que olham para o mercado
relevante de cada empresa e não admitem um grau maior de concentração”,
informou. Mesmo a aquisição de um distribuidor menor pode gerar conflitos
com as atuais distribuídas, provocando uma redução do valor total em vez
de ampliá-lo.
Essa situação torna complexa a entrada de investidores no setor, porque a
sua saída posterior, na hora de realização de lucros, será igualmente
tormentosa. A saída para algumas companhias poderá ser a capitalização
pelas bolsas de valores, mediante ofertas públicas (IPO). “A Brenntag deve
promover seu IPO em futuro próximo e o resultado dessa operação pode abrir
o caminho para empresas de porte semelhante que queiram manter um ritmo de
crescimento”, disse. No entanto, essa opção só vale para empresas com
faturamento acima de US$ 1 bilhão, com baixo endividamento (menor que três
vezes o EBITDA), muito bem posicionadas no mercado e sustentáveis.
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No caso brasileiro, Fermont não vê ainda movimentos de
consolidação evidentes, apesar da grande fragmentação da atividade.
Ele comentou que poucas distribuidoras dispõem de instalações
capacitadas para armazenar e manipular produtos líquidos e sólidos,
além de o setor ainda sofrer forte influência dos fabricantes locais
de produtos químicos. Há também problemas de sucessão empresarial, que
podem desencadear processos de venda. Nesse caso, ele aposta que
investidores locais devem ter mais facilidade para adquirir as boas
distribuidoras, principalmente por fatores culturais. É possível
também imaginar a associação entre companhias locais, talvez com a
participação de fundos privados de investimento. “Em um país que deve
crescer 6% ao ano, a distribuição química é um negócio muito atraente,
com uma rentabilidade entre 4% e 6% ao ano”, disse. |
Cuca Jorge

Fermont: investidores locais devem liderar a consolidação do setor |
Homenagens – O encerramento do EBDQuim contou com a cerimônia de
lançamento de um selo comemorativo dos cinquenta anos da Associquim,
produzido pelo Correio Nacional, incluindo um carimbo personalizado.
Dividido em duas partes, uma com a bandeira nacional e outra com o
logotipo da entidade comercial, o selo ficou à disposição dos interessados
na agência D. Pedro II, no centro de São Paulo, até o dia 19 de abril,
como é praxe nessa situação.
Entre as homenagens prestadas pela Associquim, destacaram-se as oferecidas
a Euclides Carli, da D.W. Albaneze, a distribuidora número 12 da entidade,
e a oferecida ao presidente emérito do Sindicato das Indústrias de
Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São
Paulo (Sinproquim), Décio de Paula Leite Novais, personalidades de longa
relação com o comércio químico.
A diretoria da Associquim anunciou a criação do Prêmio Gente de Valor, que
será concedido anualmente para uma pessoa de destaque no setor. “Como
primeiro laureado, a diretoria escolheu o empresário Rubens Medrano, pelo
profícuo trabalho desenvolvido em prol do comércio químico”, justificou o
vice-presidente Eugen Atias.
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